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CUIABÁ

SAÚDE

Polêmica envolvendo médico de MT e a atriz Gretchen

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Médico de MT é criticado por Gretchen após comentar pós-operatório de transplante capilar realizado recentemente. O Dr. Aires afirma que o aspecto mostrado pela artista não deve ser considerado referência para pacientes.

A atriz e influenciadora Gretchen, que possui mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, protagonizou uma polêmica envolvendo o médico cuiabano Dr. Aires, conhecido nacionalmente pelo trabalho com transplante capilar e criador da técnica FUE-MAX®️. Após realizar recentemente um transplante capilar, a artista publicou um vídeo de cerca de cinco minutos fazendo duras críticas ao especialista mato-grossense.

A reação de Gretchen ocorreu depois que o Dr. Aires compartilhou uma publicação da própria artista mostrando seu pós-operatório, onde era possível ver um aspecto que, segundo ele, não deve ser considerado normal após um transplante capilar.

Segundo o médico, pequenas casquinhas podem surgir entre o segundo e o quarto dia após o procedimento e fazem parte do processo de cicatrização. Já a formação de placas confluentes maiores, chamadas de crostas, pode estar relacionada à falta de aplicação adequada de soro durante os primeiros dias, o que é feito com um pequeno borrifador fornecido pelos médicos. Quando isso não acontece, as crostas se formam e o quadro pode provocar coceira intensa, dor, prejudicar a cicatrização e comprometer os fios implantados.

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“Pequenas casquinhas do segundo ao quarto dia são normais, mas não confluências de cascas como mostrado claramente nas imagens”, afirmou o Dr. Aires.

Durante a cirurgia, as microincisões realizadas no couro cabeludo para implantar os fios provocam microgotas de sangue. Conforme o médico, quando a região não é higienizada corretamente, esse material pode contribuir para a formação das crostas.

Esse aspecto durante essa fase também pode causar desconforto visual e repulsa em algumas pessoas. O Dr. Aires explica que essa condição está relacionada à tripofobia, uma reação de aversão a padrões de pequenos furos ou pontos agrupados. Embora não seja considerada uma doença, ela incomoda muitas pessoas: cerca de 16% da população tem esse problema diante desse aspecto da região transplantada durante a cicatrização.

O especialista afirma que esse receio está entre as dúvidas mais comuns apresentadas por pacientes e pode fazer com que algumas pessoas desistam do procedimento. Com quase 20 anos de atuação na área, ele também destaca que o transplante capilar vem se popularizando, mas que informações sobre diferentes técnicas e cuidados no pós-operatório ainda não são amplamente conhecidas.

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Apesar da polêmica, o Dr. Aires avalia que a exposição feita por Gretchen também ajudou a dar visibilidade ao transplante capilar entre as mulheres e pode estimular outras pacientes a realizarem o procedimento.

“Ela ajudou a divulgar o tratamento e despertou a coragem de outras mulheres a fazerem o transplante capilar”, disse.

O médico também afirmou que raspar os cabelos em mulheres é uma opção e não uma regra, não sendo necessário raspar os cabelos como ela fez. No entanto, criticou a repercussão dada à experiência individual da artista diante do alcance de suas redes sociais. Para ele, relatos pessoais não devem substituir orientações médicas quando o assunto envolve um procedimento cirúrgico.

“A percepção pessoal e a experiência isolada de uma paciente não podem se sobrepor à informação médica, principalmente quando ela chega a milhares de pessoas”, ressaltou.

Dr. Aires afirmou ainda ter ficado surpreso com as críticas direcionadas a ele e à sua clínica de Mato Grosso e disse que esperava que Gretchen pudesse ter explicado aos seguidores as particularidades de seu próprio processo de recuperação após os esclarecimentos apresentados por ele.

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SAÚDE

Qual médico procurar? Clínico atua na investigação de sintomas e integra o cuidado do paciente

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Assessoria

Mato Grosso conta com apenas 681 clínicos médicos, o que representa 17 profissionais para cada 100 mil habitantes: índice abaixo da média nacional.

Quando uma dor de cabeça recorrente, um cansaço persistente ou a combinação de sintomas aparentemente desconexos começa a comprometer a rotina, surge uma dúvida comum: qual médico procurar? Em um sistema de saúde cada vez mais especializado, no qual diferentes profissionais cuidam de partes específicas do organismo, o clínico médico desempenha um papel fundamental ao avaliar o paciente de forma integral, reunir informações e definir o melhor caminho para a investigação e o tratamento.

O Brasil conta com 59.038 especialistas em Clínica Médica, o equivalente a 12,4% do total de médicos especialistas do país, segundo a Demografia Médica no Brasil 2025. Em Mato Grosso, porém, esse profissional ganha ainda mais importância diante da escassez de especialistas. Atualmente, 681 clínicos médicos atuam em todo o Estado, o que representa 17 profissionais para cada 100 mil habitantes — índice abaixo da média nacional, de 30 profissionais por 100 mil habitantes.

Embora a Clínica Médica esteja entre as especialidades com maior número de profissionais no país, ainda existem dúvidas sobre a atuação desse especialista e sobre a diferença entre o clínico médico e o médico generalista. “O clínico é o médico preparado para lidar com diferentes problemas de saúde e, muitas vezes, com casos complexos. Ele reúne o histórico do paciente, os sintomas, o exame físico, os medicamentos em uso e outros aspectos da saúde para compreender o quadro como um todo”, explica Regina Vasconcelos, médica e coordenadora da nova Pós-Graduação em Clínica Médica da Afya Educação Médica, desenvolvida em parceria com o Whitebook.

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Segundo Regina, a principal diferença em relação ao médico recém-formado está na formação especializada para o cuidado integral da saúde do adulto. O clínico pode ser procurado tanto para consultas de rotina e check-ups quanto para investigar sintomas como tontura, febre prolongada e fadiga persistente.

Sua atuação envolve a integração de exames, tratamentos e hipóteses diagnósticas, ajudando a direcionar o paciente de forma coordenada e, quando necessário, encaminhá-lo a outras especialidades. “O clínico pode ser o ponto de partida e o fio condutor do cuidado. Ele ajuda a integrar as diferentes informações e a organizar a jornada do paciente para que a assistência não fique fragmentada”, afirma.

Formação especializada
Para médicos que desejam aprofundar seus conhecimentos na área, a Afya Educação Médica lança, em parceria com o Whitebook, a Pós-Graduação em Clínica Médica, coordenada por Regina Vasconcelos.

O curso foi desenvolvido para profissionais que buscam aperfeiçoamento contínuo, especialmente aqueles que atuam no interior, permitindo a qualificação sem a necessidade de interromper o atendimento à população.

O modelo combina aulas on-line, encontros noturnos e imersões práticas na capital, acompanhadas por preceptores de referência. Dessa forma, o médico pode ampliar suas competências e, ao mesmo tempo, continuar atuando na rede de saúde de sua região.

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“A formação busca fortalecer o raciocínio clínico e proporcionar mais segurança ao profissional para lidar com as demandas do cotidiano, desde a abordagem inicial”, destaca a coordenadora.

Serviço :
Curso de Pós Graduação em em Clínica Médica – mais informações e detalhes sobre inscrição no site educacaomedica.afya.com.br/consultor/cuiaba ou pelo telefone (65) 99913-8358.

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

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