Claudinei Silva, de 42 anos, tornou-se réu pela morte da filha, Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ele responde por feminicídio, com acusações de motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi aceita pela Justiça, dando início à ação penal. Claudinei está preso preventivamente desde 7 de junho, data em que a menina morreu. O processo tramita sob segredo de Justiça, e a reportagem tenta localizar a defesa do réu.
Olga Beatriz morreu depois de passar a primeira noite na casa do pai, no bairro Serra Dourada. Segundo a advogada da família, Dayanne Rodrigues, a menina havia ido ficar com Claudinei após insistir em manter contato com ele.
Na época do crime, Claudinei relatou à polícia que teria encontrado mensagens trocadas entre a filha e um garoto e que isso teria desencadeado as agressões. A versão, porém, é contestada pela mãe da menina. De acordo com ela, Olga não tinha celular e não utilizava redes sociais.
Ainda conforme a advogada, a mãe da vítima havia se separado de Claudinei após episódios de violência doméstica. Por causa disso, as visitas da menina ao pai eram permitidas, mas havia uma orientação para que ela não dormisse na residência dele.
Com a decisão da Justiça de receber a denúncia, Claudinei passa a responder formalmente ao processo como réu. O caso segue em tramitação sob segredo de Justiça.