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SAÚDE

Qual médico procurar? Clínico atua na investigação de sintomas e integra o cuidado do paciente

Publicado em

Assessoria

Mato Grosso conta com apenas 681 clínicos médicos, o que representa 17 profissionais para cada 100 mil habitantes: índice abaixo da média nacional.

Quando uma dor de cabeça recorrente, um cansaço persistente ou a combinação de sintomas aparentemente desconexos começa a comprometer a rotina, surge uma dúvida comum: qual médico procurar? Em um sistema de saúde cada vez mais especializado, no qual diferentes profissionais cuidam de partes específicas do organismo, o clínico médico desempenha um papel fundamental ao avaliar o paciente de forma integral, reunir informações e definir o melhor caminho para a investigação e o tratamento.

O Brasil conta com 59.038 especialistas em Clínica Médica, o equivalente a 12,4% do total de médicos especialistas do país, segundo a Demografia Médica no Brasil 2025. Em Mato Grosso, porém, esse profissional ganha ainda mais importância diante da escassez de especialistas. Atualmente, 681 clínicos médicos atuam em todo o Estado, o que representa 17 profissionais para cada 100 mil habitantes — índice abaixo da média nacional, de 30 profissionais por 100 mil habitantes.

Embora a Clínica Médica esteja entre as especialidades com maior número de profissionais no país, ainda existem dúvidas sobre a atuação desse especialista e sobre a diferença entre o clínico médico e o médico generalista. “O clínico é o médico preparado para lidar com diferentes problemas de saúde e, muitas vezes, com casos complexos. Ele reúne o histórico do paciente, os sintomas, o exame físico, os medicamentos em uso e outros aspectos da saúde para compreender o quadro como um todo”, explica Regina Vasconcelos, médica e coordenadora da nova Pós-Graduação em Clínica Médica da Afya Educação Médica, desenvolvida em parceria com o Whitebook.

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Segundo Regina, a principal diferença em relação ao médico recém-formado está na formação especializada para o cuidado integral da saúde do adulto. O clínico pode ser procurado tanto para consultas de rotina e check-ups quanto para investigar sintomas como tontura, febre prolongada e fadiga persistente.

Sua atuação envolve a integração de exames, tratamentos e hipóteses diagnósticas, ajudando a direcionar o paciente de forma coordenada e, quando necessário, encaminhá-lo a outras especialidades. “O clínico pode ser o ponto de partida e o fio condutor do cuidado. Ele ajuda a integrar as diferentes informações e a organizar a jornada do paciente para que a assistência não fique fragmentada”, afirma.

Formação especializada
Para médicos que desejam aprofundar seus conhecimentos na área, a Afya Educação Médica lança, em parceria com o Whitebook, a Pós-Graduação em Clínica Médica, coordenada por Regina Vasconcelos.

O curso foi desenvolvido para profissionais que buscam aperfeiçoamento contínuo, especialmente aqueles que atuam no interior, permitindo a qualificação sem a necessidade de interromper o atendimento à população.

O modelo combina aulas on-line, encontros noturnos e imersões práticas na capital, acompanhadas por preceptores de referência. Dessa forma, o médico pode ampliar suas competências e, ao mesmo tempo, continuar atuando na rede de saúde de sua região.

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“A formação busca fortalecer o raciocínio clínico e proporcionar mais segurança ao profissional para lidar com as demandas do cotidiano, desde a abordagem inicial”, destaca a coordenadora.

Serviço :
Curso de Pós Graduação em em Clínica Médica – mais informações e detalhes sobre inscrição no site educacaomedica.afya.com.br/consultor/cuiaba ou pelo telefone (65) 99913-8358.

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

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SAÚDE

O câncer mudou. E a forma de tratá-lo também

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Novas tecnologias, medicina de precisão e terapias inovadoras transformaram o combate ao câncer nas últimas décadas

Em pouco mais de três décadas, a oncologia passou por uma das maiores transformações da medicina. Tratamentos que antes exigiam longos períodos de internação deram lugar a terapias mais precisas, com menos efeitos colaterais e maior qualidade de vida para os pacientes. O avanço como a criação da imunoterapia, das terapias-alvo, dos testes genéticos, da medicina nuclear, além da tecnologia mudou não apenas a forma de tratar o câncer, mas também a maneira de enxergar quem enfrenta a doença.

A mudança é acompanhada de perto pela oncologista clínica e diretora administrativa da Oncomed, Cristina Guimarães Inocêncio. Com mais de 30 anos de dedicação a oncologia, ela testemunhou mudanças significativas no cuidado oncológico. “Quando comecei minha residência, o foco estava principalmente na doença. Hoje, além de tratar o tumor, buscamos compreender as características individuais de cada paciente para oferecer terapias mais assertivas e menos agressivas”, afirma.

Um dos avanços mais visíveis está na própria quimioterapia. A médica se recorda de uma época em que a internação fazia parte da rotina de muitos pacientes que iniciavam o tratamento. “Era comum vermos pacientes internados durante dias para receber quimioterapia. Além do tratamento em si, precisávamos lidar com efeitos colaterais mais intensos e com uma rotina que impactava profundamente a vida dessas pessoas”.

Atualmente, em muitos casos, a medicação é administrada de forma ambulatorial, permitindo que o paciente retorne para casa no mesmo dia. Além da redução no tempo de permanência hospitalar, houve melhora significativa no controle dos efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e fadiga, graças a medicamentos de suporte mais eficazes e a protocolos terapêuticos mais modernos.

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Terapia-alvo e precisão – A oncologia também avançou com o desenvolvimento das terapias-alvo. Diferentemente da quimioterapia tradicional, que pode atingir células saudáveis e doentes, esses medicamentos são projetados para agir em alterações moleculares específicas presentes nas células tumorais.

Para a oncologista, um dos avanços mais impressionantes foi a possibilidade de compreender melhor o comportamento de cada tumor. “Há 30 anos, pacientes com o mesmo tipo de câncer frequentemente recebiam tratamentos muito semelhantes. Hoje sabemos que dois tumores aparentemente iguais podem ter características moleculares completamente diferentes. Isso mudou a forma de conduzir os tratamentos.”

O sistema imunológico como aliado – Outro marco importante foi a chegada da imunoterapia. Medicamentos conhecidos como bloqueadores de proteínas imunológicas ajudam o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas. A estratégia trouxe novas perspectivas principalmente para tumores que antes apresentavam poucas opções terapêuticas.

“Passamos a contar com tratamentos que ajudam o sistema imunológico a identificar aquilo que antes conseguia se esconder dele. Em muitos casos, isso ampliou as possibilidades terapêuticas e trouxe resultados que não víamos há alguns anos.”

Testes genéticos e biomarcadores – Com o avanço dos biomarcadores e dos testes genéticos, tornou-se possível analisar características específicas do tumor para identificar quais terapias têm maior chance de sucesso para cada paciente. Além de orientar o tratamento, os testes de hereditariedade ajudam a detectar predisposições genéticas ao câncer, permitindo estratégias mais adequadas de prevenção, rastreamento e acompanhamento familiar.

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“Esses exames permitem decisões mais individualizadas. Em vez de aplicar um mesmo tratamento para todos, conseguimos adaptar a terapia ao perfil biológico de cada paciente”, explica a oncologista.

Para que essas informações sejam utilizadas de forma eficiente, a oncologia também passou por uma transformação tecnológica importante.

Tecnologia e dados em tempo real – A digitalização dos processos trouxe mais agilidade para o atendimento oncológico. Resultados de exames, imagens e informações clínicas podem ser compartilhados rapidamente entre equipes médicas, contribuindo para decisões mais rápidas e integradas. O uso de dados em tempo real também facilita o acompanhamento da evolução do paciente e a adaptação do tratamento sempre que necessário.

Esse fluxo integrado de informações reforçou uma mudança que, para a médica, é uma das mais significativas das últimas décadas: o fortalecimento do cuidado multidisciplinar.

A força do cuidado multidisciplinar – Hoje, o paciente oncológico conta com uma rede de profissionais que inclui oncologistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos, cuidados paliativos e outros especialistas.

A abordagem integrada busca tratar não apenas o tumor, mas também aspectos emocionais, nutricionais, físicos e sociais relacionados ao tratamento. Para a médica, a principal transformação da oncologia nas últimas décadas foi a mudança de perspectiva sobre o cuidado.

“O objetivo continua sendo combater o câncer, mas hoje entendemos que qualidade de vida, bem-estar e individualização do tratamento são fundamentais. O paciente deixou de ser apenas alguém que recebe uma terapia e passou a ser o centro de todo o processo de cuidado”.

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