Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CUIABÁ

POLÍCIA

Moradores de Juína são alvos de operação por pornografia infantil na internet

Publicado em

Polícia Civil e Polícia Federal estão nas ruas de Juína (735 km ao noroeste de Cuiabá) para cumprir 4 ordens judiciais contra dois investigados na Operação CESIN, deflagrada na manhã desta quarta-feira (2), para combater a pornografia infantil pela internet. Os trabalhos também integram a Operação Nacional Proteção Integral V, coordenada pela Polícia Federal e executada em diversos estados do país, para identificar e responsabilizar investigados por crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

Ao todo, são dois mandados de busca e apreensão e duas quebras de sigilo telemático, deferidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).Os mandados têm como alvo dois investigados por armazenamento de conteúdo de violência sexual infantil, crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As ordens judiciais são cumpridas na cidade de Juína e contam com o apoio da equipe da Delegacia Regional do município.

Leia Também:  Agressor que descumpriu medida protetiva e colocou fogo em bolsa de ex-companheira é preso pela Polícia Civil

As investigações foram iniciadas após a equipe da DRCI receber denúncias sobre dois moradores de Juína, que estariam armazenando imagens de abuso sexual infantojuvenil, envolvendo principalmente crianças.

Com o avanço das investigações, foi possível chegar à identidade e à localização dos suspeitos, e a representação pelas ordens judiciais foi feita pela Polícia Civil, sendo posteriormente deferidas pela Justiça.

O objetivo da operação é apreender dispositivos eletrônicos utilizados pelos investigados, que possam contribuir para o avanço das investigações, assim como para a identificação de outros possíveis envolvidos.

Operação Proteção Integral

A Operação Nacional Proteção Integral V, coordenada pela Polícia Federal, dá continuidade às ações realizadas nas operações nacionais Proteção Integral I, II, III e IV, deflagradas em 2025 e 2026, e na Operação Nacional Guardião Digital, realizada em março deste ano.

A operação tem como foco a repressão a crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil, com atuação integrada entre as forças policiais.

Participaram desse esforço conjunto, além da Polícia Federal, as Polícias Civis dos Estados de Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Leia Também:  Polícia Civil prende estelionatária que deu golpe e gastou toda a aposentadoria de idoso

Advertisement

POLÍCIA

Operação mira em golpistas de Cuiabá por crimes na internet

Published

on

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta terça-feira (1), 7 ordens judiciais no âmbito da Operação Fake Eagle, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, contra um grupo criminoso investigado pela prática de golpes pela internet mediante falsa identidade e utilização de contas bancárias de terceiros.

Na operação, são cumpridos 3 mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão contra os alvos, todos localizados em Cuiabá.

As medidas de prisão foram representadas em desfavor de três investigados apontados como integrantes do núcleo operacional do grupo criminoso, enquanto as buscas foram direcionadas a quatro endereços relacionados aos alvos.

Os alvos são investigados por fraudes eletrônicas mediante simulação de identidade de terceiros e utilização de estrutura bancária e digital destinada ao recebimento e à circulação de valores ilícitos.

As ordens judiciais foram expedidas no curso de investigação conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DPRCPE/DERCC), da Polícia Civil gaúcha. O cumprimento dos mandados conta com o apoio das equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil de Mato Grosso.

Fraude

A investigação teve início após uma empresa, com sede no município de Esteio (RS), ser alvo de uma tentativa de golpe. Na ocasião, uma funcionária do setor financeiro recebeu, por meio do aplicativo WhatsApp, uma mensagem de um número que utilizava a fotografia do diretor da empresa, solicitando uma transferência no valor de aproximadamente R$ 29 mil.

Leia Também:  Pastor é preso em Sinop acusado de estuprar amigo do filho

A fraude somente não foi consumada porque a funcionária desconfiou da abordagem, que destoava do padrão habitual utilizado pelo diretor, e deixou de realizar a transferência. Os criminosos haviam indicado para recebimento do valor uma conta bancária em nome de um terceiro.

Identificação do grupo em MT

A partir dos dados bancários fornecidos para o recebimento do dinheiro, os policiais iniciaram uma investigação envolvendo a análise de informações bancárias, telefônicas, telemáticas e de conexão à internet, que permitiu identificar uma estrutura criminosa concentrada no município de Cuiabá.

As diligências demonstraram que os investigados utilizavam contas bancárias cadastradas em nome de terceiros, incluindo chaves Pix, diversos endereços eletrônicos, aparelhos celulares e linhas telefônicas com códigos de área de outros Estados do país, criando diferentes camadas para dificultar a identificação dos reais operadores e o rastreamento dos valores.

Linhas telefônicas

Um dos elementos identificados pela investigação foi a utilização de uma linha telefônica com DDD 51, empregada diretamente na abordagem da vítima no Rio Grande do Sul, embora os dados de localização das antenas de telefonia tenham demonstrado que a ligação partiu de um terminal em Cuiabá.

Com o avanço das investigações, foi possível identificar outros 14 números telefônicos com DDD 51, indicando possível utilização reiterada de números aparentemente locais como estratégia para conferir maior credibilidade às abordagens realizadas contra vítimas residentes no Rio Grande do Sul.

Leia Também:  Homem mata esposa a tiros em MT; polícia busca o suspeito

Contas digitais

A investigação também identificou o uso de múltiplas contas eletrônicas e bancárias, algumas delas registradas em nome de laranjas, para a movimentação dos valores obtidos com os golpes. O dinheiro entrava nas contas e já era repassado para outras, com o objetivo de dificultar o rastreamento.

A análise dos dados, fornecidos por provedores de serviços digitais, demonstrou que diversas contas estavam associadas aos mesmos dispositivos e às mesmas infraestruturas de conexão utilizadas pelos investigados, evidenciando atuação integrada entre os investigados.

Os elementos reunidos permitiram individualizar três investigados como integrantes do núcleo operacional do grupo criminoso, responsáveis por diferentes funções relacionadas ao controle de contas digitais, fornecimento de infraestrutura de conexão e acesso às contas bancárias utilizadas nas atividades investigadas.

O grupo fazia revezamento no monitoramento da conta bancária, enquanto o restante dos integrantes aguardava a concretização da transferência fraudulenta.

Desarticulação do crime

Além da prisão dos principais investigados, a operação tem como objetivo a apreensão de aparelhos celulares, computadores, chips telefônicos, cartões bancários, documentos, mídias de armazenamento, dispositivos de autenticação e outros elementos digitais capazes de permitir o aprofundamento das investigações, a identificação de eventuais novas vítimas e a completa delimitação da atuação do grupo.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, na forma tentada, e associação criminosa, sem prejuízo da identificação de outras infrações penais a partir da análise do material eventualmente apreendido.

Continue Reading

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA