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Lúdio denuncia farsa de Abílio com deputados para enganar eleitor

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O deputado estadual e candidato a prefeito Lúdio Cabral denunciou, nesta quarta-feira (23), na Assembleia Legislativa, a farsa articulada pelo candidato Abílio Brunini contra os pescadores profissionais e artesanais. Lúdio mostrou que um projeto de lei apresentado por aliados de Abílio não iria revogar a “Cota Zero” ou “Transporte Zero”, apenas criar mais uma confusão jurídica e manter a pesca proibida em Mato Grosso.

“Eu estou ao lado dos pescadores desde o início, defendo eles há cinco anos. O Abílio nunca fez isso, nunca defendeu os pescadores e agora apresenta o projeto a poucos dias da eleição… essa é a primeira malandragem. Oportunismo eleitoreiro. O projeto que eles apresentaram é uma maldade maior, porque não estão propondo a revogação da lei da pesca. Estão revogando a lei que proíbe 12 espécies. O projeto deles é para proibição de 100% das espécies. Olha o tamanho da malandragem, da hipocrisia, da maldade, da irresponsabilidade, do Abílio e dos deputados que apoiam ele”, afirmou Lúdio à imprensa.

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Lúdio assinou – junto dos deputados Wilson Santos e Valdir Barranco – um substitutivo ao projeto de lei nº 1669/2024, proposto pelo deputado estadual Faissal Calil a pedido de Abílio na semana passada. O substitutivo, de autoria de Wilson, revoga tanto a lei nº 12.197/2023, que criou o Cota Zero, quanto a lei nº 12.434/2024, que restringiu a proibição da pesca a 12 espécies – as de maior valor comercial e alimentar.

Depois que Lúdio denunciou na tribuna a manobra do projeto, os deputados aliados de Abílio pediram a retirada de pauta do PL nº 1669/2024. Wilson Santos também apresentou um requerimento para que a tramitação aconteça em regime de urgência, mas os deputados ligados a Abílio não quiseram assinar, confessando que a manobra era puramente eleitoreira.

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Áudio atribuído a deputado gera acusação de ameaça; parlamentar nega autenticidade

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Um áudio de cerca de 3 minutos e 50 segundos, que circula em aplicativos de mensagens, envolve o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) em uma discussão com uma mulher que aparenta ser empresária. No conteúdo, os dois trocam acusações e ofensas, enquanto o parlamentar chega a afirmar que estaria fazendo uma ameaça.

A gravação, porém, não permite identificar com segurança quem é a mulher, qual empresa estaria envolvida ou o que teria motivado o desentendimento.

No início da conversa, Chico questiona declarações que teriam sido feitas pela interlocutora e menciona funcionários que, segundo ele, teriam sido reunidos por ela. Quando é questionado diretamente se estaria fazendo uma ameaça, o homem identificado como o deputado responde afirmativamente e, na sequência, utiliza diversos termos ofensivos contra a mulher.

A discussão prossegue com os dois cobrando um do outro provas sobre supostas acusações. Em determinado momento, o parlamentar afirma que iria até a empresa para apresentar o que chama de provas e também menciona uma terceira pessoa, identificada na gravação como “Norail”, a quem também dirige ofensas.

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O tom permanece elevado ao longo do diálogo. A mulher questiona as declarações atribuídas ao deputado e pergunta por que estaria sendo procurada por ele. Em outro trecho, ela relaciona o comportamento do parlamentar à disputa eleitoral e questiona como ele pretende se eleger fazendo referências ofensivas às mulheres.

Chico afirma que não estaria se referindo às mulheres de maneira geral, mas especificamente à interlocutora. Perto do fim da gravação, após ser chamado de “doido”, ele responde: “Você vai ver o doido”.

Deputado nega áudio

Procurado sobre o conteúdo, Chico Guarnieri afirmou que não reconhece a gravação como sendo uma conversa protagonizada por ele. O deputado classificou o material como “fake news” e disse acreditar que o áudio tenha sido editado e retirado de contexto.

Segundo o parlamentar, a presença de diferentes vozes na gravação também dificultaria a identificação da autoria das falas.

“Eu não reconheço. Você pode olhar ali, que são várias vozes no mesmo áudio. Eu não reconheço a minha própria voz”, declarou.

Chico também afirmou não saber quem é a mulher que aparece na conversa e disse não se lembrar de ter participado do diálogo.

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O deputado atribuiu a divulgação do material a adversários políticos e afirmou que pretende buscar a Justiça Eleitoral. Ele também defendeu a realização de uma perícia para verificar a autenticidade da gravação e identificar se houve edição ou manipulação do conteúdo.

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