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DECISÃO JUDICIAL

Júlio diz que vai recorrer de multa por chamar Moretti de “meio psicopata”

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Multado em R$ 15 mil, por chamar a candidata à prefeitura de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) de “meio psicopata”, o deputado estadual Júlio Campos (União), disse que vai recorrer da decisão.

 

Desde o início da corrida eleitoral deste ano, Flávia tem tecido duras críticas a Júlio e ao seu irmão, o senador Jayme Campos (União). Ambos já foram prefeitos de Várzea Grande.

Recentemente, ao ser questionado sobre as críticas feitas por Flávia à família Campos, Júlio disse que Flávia era “meio psicopata”. Com isso, a coligação “Sede por Mudança”, composta pelos partidos PL, Podemos, DC e PRTB, entrou com uma ação alegando que o deputado havia feito propaganda negativa antecipada contra a bolsonarista, o que viola a legislação eleitoral. A ação foi acatada pelo juiz Wladys Roberto Freire do Amaral e a condenação proferida no último  domingo (01).

“Decisão judicial tem dois caminhos, cumpre-se ou recorre. Vamos partir para o Tribunal Regional Eleitoral e em seguida para o Tribunal Superior Eleitoral para ver qual a multa que será aplicada. Pode ser R$ 5mil, R$ 10mil, 15 mil, vamos recorrer, é natural em política”, disse Júlio à imprensa nesta quarta-feira (04).

O Ministério Público Eleitoral  se manifestou a favor da condenação, argumentando que a propaganda antecipada negativa compromete o equilíbrio do pleito e fere a legislação que visa assegurar condições justas para todos os candidatos.

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“Multa eu já recebi 384 no decorrer desses 50 anos de vida pública. Isso faz parte da política. Quem zangar de ser advertido não pode ser político. Político tem que ser bem preparado, democrático. Falou, recorre e aí vamos ver o que vai acontecer mais para a frente”, concluiu o parlamentar.

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Política MT

Áudio atribuído a deputado gera acusação de ameaça; parlamentar nega autenticidade

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Um áudio de cerca de 3 minutos e 50 segundos, que circula em aplicativos de mensagens, envolve o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) em uma discussão com uma mulher que aparenta ser empresária. No conteúdo, os dois trocam acusações e ofensas, enquanto o parlamentar chega a afirmar que estaria fazendo uma ameaça.

A gravação, porém, não permite identificar com segurança quem é a mulher, qual empresa estaria envolvida ou o que teria motivado o desentendimento.

No início da conversa, Chico questiona declarações que teriam sido feitas pela interlocutora e menciona funcionários que, segundo ele, teriam sido reunidos por ela. Quando é questionado diretamente se estaria fazendo uma ameaça, o homem identificado como o deputado responde afirmativamente e, na sequência, utiliza diversos termos ofensivos contra a mulher.

A discussão prossegue com os dois cobrando um do outro provas sobre supostas acusações. Em determinado momento, o parlamentar afirma que iria até a empresa para apresentar o que chama de provas e também menciona uma terceira pessoa, identificada na gravação como “Norail”, a quem também dirige ofensas.

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O tom permanece elevado ao longo do diálogo. A mulher questiona as declarações atribuídas ao deputado e pergunta por que estaria sendo procurada por ele. Em outro trecho, ela relaciona o comportamento do parlamentar à disputa eleitoral e questiona como ele pretende se eleger fazendo referências ofensivas às mulheres.

Chico afirma que não estaria se referindo às mulheres de maneira geral, mas especificamente à interlocutora. Perto do fim da gravação, após ser chamado de “doido”, ele responde: “Você vai ver o doido”.

Deputado nega áudio

Procurado sobre o conteúdo, Chico Guarnieri afirmou que não reconhece a gravação como sendo uma conversa protagonizada por ele. O deputado classificou o material como “fake news” e disse acreditar que o áudio tenha sido editado e retirado de contexto.

Segundo o parlamentar, a presença de diferentes vozes na gravação também dificultaria a identificação da autoria das falas.

“Eu não reconheço. Você pode olhar ali, que são várias vozes no mesmo áudio. Eu não reconheço a minha própria voz”, declarou.

Chico também afirmou não saber quem é a mulher que aparece na conversa e disse não se lembrar de ter participado do diálogo.

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O deputado atribuiu a divulgação do material a adversários políticos e afirmou que pretende buscar a Justiça Eleitoral. Ele também defendeu a realização de uma perícia para verificar a autenticidade da gravação e identificar se houve edição ou manipulação do conteúdo.

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