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Alvo de operação foi exonerado da Politec após falsificar laudo de acidente que matou verdureiro

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O ex-perito da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) Thyago Jorge Machado é um dos alvos identificados da Operação Mente Perita, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (10). Ele é acusado de cobrar propina para falsificar laudos periciais. No caso denunciado, ele teria pedido R$ 2 milhões à vítima que tinha um processo na Justiça de disputa de terras.

O ex-perito é irmão da advogada Thays Machado, que foi assassinada a tiros pelo empresário Carlinhos Bezerra em 2023.

Essa não é a primeira vez que Thyago aparece envolvido em um caso de falsificação de laudo. Quando era servidor da Politec, ele era dono do laboratório Forense Lab, que emitiu um laudo técnico favorecendo a médica Leticia Bortolini, que atropelou e matou o verdureiro Francisco Lúcio Maia, em 2018.

O documento assinado pelo laboratório dele concluiu que o veículo conduzido pela médica estaria com velocidade de 95 km/h quando atingiu a vítima. Esse documento desacreditou um primeiro laudo produzido pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o que levou o Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco) a denunciar que o laudo emitido pelo laboratório particular teria sido plagiado de um outro da Politec feito em 2014, a respeito de um acidente de trânsito em Sapezal (480 km de Cuiabá).

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Também veio à tona a informação de que Thyago estava de licença da Politec para qualificação profissional e não poderia constar como responsável técnico do Forense Lab, motivo que levou à exoneração dele.

Nesta terça-feira, Thyago sofreu busca e apreensão. Durante o cumprimento da ação na casa dele, foi apreendida uma pistola .380 com 82 munições intactas, além de um aparelho para contagem de cédulas. (Veja imagem no final da matéria).

Além do ex-perito, outra servidora, que não teve a identidade revelada, foi alvo da operação Mente Perita.

 

(Repórter MT)

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Operação nacional contra organizações criminosas prende dois em Diamantino

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Duas pessoas foram presas temporariamente nesta quarta-feira (16), em Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, durante uma operação nacional de combate ao crime organizado. A ação também resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão no município.

A ofensiva faz parte da Operação Força Integrada IV, deflagrada simultaneamente pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em 19 estados brasileiros. Em Mato Grosso, a operação recebeu o nome de Palladium e tem como alvo uma organização criminosa com atuação na região de Diamantino.

Em todo o país, são cumpridos 173 mandados de busca e apreensão e 106 de prisão, além de medidas cautelares determinadas pela Justiça. As decisões também autorizam o bloqueio, sequestro e restrição de bens e valores que, somados, ultrapassam R$ 508 milhões.

O patrimônio atingido pelas medidas inclui imóveis, veículos, recursos financeiros e outros bens que, segundo as investigações, estariam relacionados às atividades dos grupos criminosos.

A operação mira crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas violentas, além de outras infrações associadas à estrutura desses grupos.

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A Força Integrada reúne diferentes instituições de segurança pública em ações conjuntas. Participam das operações a Polícia Federal, Polícias Civis, Militares e Penais, Polícia Rodoviária Federal, Guardas Municipais, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Secretarias Estaduais de Segurança Pública.

Criadas no formato de força-tarefa, as FICCOs trabalham com compartilhamento de informações de inteligência e planejamento integrado entre os órgãos envolvidos, que mantêm suas respectivas competências durante as operações.

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