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Viver intensamente Dezembro

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O mês de dezembro é significativo por motivos culturais,sociais e aguardado por suas celebrações de Natal e Ano Novo. É tempo de confraternização, troca de presentes e reflexão sobre o ano que passou. Cada cultura tem suas próprias tradições para dezembro: rituais religiosos, celebrações no trabalho e familiares. Muitas pessoas utilizam esse período para analisar suas conquistas e desafios do ano, trazendo um sentimento de gratidão. Para outros, marca o início das férias escolares, liberando mais tempo para descanso, lazer e convivência com a família e amigos.

Dezembro é frequentemente associado a momentos de alegria e a possibilidade de renovar planos e esperança para o ano seguinte. Essa expectativa é a base para cultivar um espírito festivo e positivo, capaz de permanecer durante todo o ano, buscando valorizar os momentos com pessoas queridas, além de promover a gratidão e a solidariedade.

A generosidade pode se manifestar de várias formas, como voluntariado, doações, ou mesmo pequenos gestos do dia a dia, como ouvir alguém que precisa de apoio ou oferecer ajuda a quem está em dificuldades. Ao adotar essa atitude generosa durante todo o ano, podemos criar um impacto positivo e significativo na vida das pessoas ao nosso redor e inspirar outros a fazerem o mesmo. O espírito generoso de ajudar ao próximo pode realmente transformar vidas e comunidades.

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Manter uma atitude positiva não apenas beneficia quem está ao nosso redor, mas também enriquece a nossa própria vida. Quando adotamos uma postura otimista e solidária, criamos um ambiente mais acolhedor e motivador, o que pode levar as pessoas a se sentirem mais confiantes e dispostas a superar desafios.

A positividade pode se manifestar através de palavras de encorajamento, sorrisos, gestos de simpatia ou simplesmente por estar presente e ouvir alguém. Esses atos têm um efeito contagiante, incentivando outras pessoas a agirem da mesma forma, criando uma rede de apoio e solidariedade.

Dezembro também é tempo de sonhar, planejar o futuro etraçar as metas para o próximo ano. É um convite para sonhar alto, visualizar o que queremos conquistar e cultivar a coragem necessária para transformar esses planos em realidade. A energia desse mês nos impulsiona a buscar um novo começo, carregado de otimismo e motivação.

Quando você pensar no seu dezembro, abrace essa época como um verdadeiro portal de transformação. Que as vibrações de positividade, generosidade e reflexão nos guiem, deixando o passado para trás e abrindo nossos corações para todas as possibilidades que o próximo ano nos reserva. Que essa sintonia positiva nos una e inspire a criar um mundo melhor, reduzindo o estresse, aumentando a resiliência e fortalecendo nossa saúde física e emocional. A hora é agora, vamos viver intensamente Dezembro!

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Luciana Falcão Franco

Mentora, Consultora e Palestrante

em Gestão Estratégica e Atendimento

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Dick Vigarista: fake news e as armadilhas da corrida eleitoral

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Uma analogia às eleições de 2026

Quem assistiu à Corrida Maluca dificilmente esqueceu Dick Vigarista e a risada sarcástica de seu fiel companheiro, Muttley, quando algum plano começava a fracassar.

O desenho apresentava uma competição automobilística fora dos padrões. Eram onze carros, conduzidos por personagens excêntricos, enfrentando diversos percursos em busca da vitória.

Ao volante do carro número 00 estava Dick Vigarista. Inteligente, inventivo e estrategista, tinha habilidade para criar mecanismos e elaborar planos para as situações mais improváveis.

Mas havia uma característica que definia sua participação na corrida: não queria apenas chegar primeiro. Queria impedir que os outros chegassem.

E aí estava seu grande problema.

Dick Vigarista tinha condições de vencer. Muitas vezes estava à frente e bastava continuar correndo. Mas Dick era Dick. Parava, desviava do percurso, preparava uma armadilha, criava um obstáculo. E, enquanto arquitetava uma forma de fazer os outros perderem, deixava escapar a sua vitória.

Quando crianças, aquilo era apenas diversão. Anos depois, enxergamos a cena de outra maneira.

O personagem desperdiçava inteligência, tempo e criatividade tentando fazer o outro perder, quando poderia utilizar seu talento para vencer.

Décadas depois, essa velha corrida permite uma analogia bastante atual.

Em 2026, o Brasil vive novamente uma grande disputa eleitoral. Eleições não são desenhos animados. As consequências são reais e interferem na vida da população.

Mas a metáfora de Dick Vigarista permite uma pergunta:

quanto da energia utilizada para atacar um adversário poderia ser empregada para mostrar ao eleitor o que o candidato tem a oferecer?

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Memes, jingles, vídeos, redes sociais e ferramentas de inteligência artificial oferecem inúmeras possibilidades para apresentar ideias, projetos e propostas.

Esses recursos também podem ser utilizados para ridicularizar adversários, promover ataques ou espalhar informações falsas. O candidato deixa de conduzir sua corrida para tentar controlar a do outro.

No fim das contas, bastava a Dick cruzar a linha de chegada. Na vida real, quem conduz a comunicação de uma campanha pode cair na mesma armadilha: concentrar esforços em atacar o adversário, em vez de mostrar ao eleitor as qualidades, ideias e propostas de seu candidato.

Quando a armadilha vira fake news

As armadilhas de Dick Vigarista eram feitas de buracos, desvios e placas trocadas. Hoje, recursos tecnológicos permitem criar imagens, reproduzir vozes e produzir vídeos com aparência de realidade.

E há uma diferença fundamental:

 

Nós sabíamos onde estavam as armadilhas de Dick Vigarista. No processo eleitoral, nem sempre sabemos quando existe uma armadilha diante de nós.

Embora a televisão ainda tenha papel relevante na divulgação das candidaturas, as redes sociais ganharam espaço pela velocidade com que as informações circulam e pelo alcance dos conteúdos. Esses ambientes também favorecem a propagação de notícias falsas e a atuação de bots, capazes de simular usuários e ampliar artificialmente determinadas mensagens.

Diante desse cenário, o TSE estabeleceu regras para o uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais, incluindo a identificação de conteúdos gerados ou manipulados por IA, a proibição de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas e obrigações atribuídas aos provedores de internet.

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O preço da credibilidade

Há ainda um preço que nenhuma estratégia eleitoral recupera facilmente: a confiança.

Depois de tantas armadilhas, bastava Dick Vigarista aparecer para que o espectador esperasse a próxima trapaça.

Na política, o efeito pode ser semelhante. É possível conquistar votos e vencer uma eleição, mas nenhuma urna entrega credibilidade.

O voto confere o mandato. A confiança precisa ser construída.

E a mentira usada para retirar a credibilidade do adversário pode terminar retirando a credibilidade de quem a utiliza.

A corrida de 2026

As eleições podem ser disputadas com criatividade, tecnologia, bons memes, bons jingles, confronto de ideias e, sobretudo, propostas.

Talvez a velha Corrida Maluca tenha deixado uma reflexão surpreendentemente atual:

quem passa tempo demais tentando convencer o eleitor de que o outro não merece vencer pode esquecer de demonstrar por que ele merece ser eleito.

Dick Vigarista tinha inteligência, criatividade e estratégia.

Muitas vezes, só precisava continuar correndo.

Na corrida eleitoral, não é preciso sabotar o carro dos adversários. É preciso mostrar ao eleitor o seu caminho, as suas propostas e deixar que ele escolha quem deve cruzar a linha de chegada.

A pergunta que fica para a corrida eleitoral de 2026 é: quantos candidatos e marqueteiros perceberão isso a tempo?

ANDRÉA MARIA ZATTAR
Advogada trabalhista e previdenciarista, membro da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica – ABMCJ; articulista e ativista em causas sociais.

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