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Fávaro quer apoio de Jayme e Júlio após derrota no União: “têm muitos votos”

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O senador Carlos Fávaro (PSD-MT), candidato à reeleição, afirmou que procurará o senador Jayme Campos (União-MT) para tentar obter o apoio dele e do deputado estadual Júlio Campos (União) à candidatura de Natasha Slhessarenko (PSD) ao Governo de Mato Grosso. A articulação ocorre após o União Brasil rejeitar, em convenção partidária, a candidatura de Jayme ao Palácio Paiaguás. Fávaro lamentou o resultado e afirmou que a legenda deixou “um grande líder para trás”.

“Mas eu quero estar ao lado dele. Eu vou sair da convenção, vou ligar para ele. Eu quero o apoio de Jayme Campos, eu quero o apoio de Júlio Campos, eu quero o apoio do Dilmar, de todos os convencionais que não tiveram sucesso naquela convenção”, declarou.

Fávaro destacou o peso político do grupo derrotado e avaliou que o apoio dessas lideranças poderá fortalecer a candidatura de Natasha.

“Eu tenho certeza de que eles são muito úteis, têm muitos votos, têm muito serviço prestado por este Estado e merecem o nosso reconhecimento”, disse.

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O senador mantém relação próxima com Jayme e chegou a convidá-lo para se filiar ao PSD no ano passado. O presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, também fez o convite, mas Jayme decidiu permanecer no União.

Ao defender a trajetória do senador, Fávaro relembrou ações feitas durante o período em que Jayme governou Mato Grosso, principalmente na expansão da rede de energia elétrica.

“Eu sou de um tempo em que cheguei a Mato Grosso e senti a ausência do poder público. Quando cheguei ao meu assentamento, não tinha energia elétrica, porque não tinha nem linhão. Sorriso recebeu um linhão, e a BR-163 recebeu um linhão de energia porque Jayme Campos era governador”, afirmou.

Fávaro encerrou a declaração ao destacar o legado político do aliado.

“Eu quero que isso fique muito destacado: ele tem feito muito e fez muito por este Estado de Mato Grosso”, concluiu.

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Derrota de Jayme leva grupo de Botelho, Janaina e Max a discutir candidatura própria ao Governo

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A derrota do senador Jayme Campos na convenção do União Brasil desencadeou uma nova rodada de articulações entre lideranças do MDB, Podemos e da ala derrotada do partido. Reunido nesta sexta-feira (31), o grupo passou a discutir alternativas para a disputa pelo Governo de Mato Grosso, incluindo a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás.

O encontro ocorreu um dia após o União Brasil decidir apoiar a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A proposta, liderada pelo ex-governador Mauro Mendes, venceu por 30 votos a 19, com um voto nulo e uma ausência entre os 51 convencionais aptos a votar.

Segundo o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), participaram da reunião o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Jayme Campos (União Brasil), o ex-governador Júlio Campos (União Brasil) e João Celestino.

Botelho afirmou que havia um acordo para apoiar Jayme caso ele fosse escolhido como candidato do União Brasil. Com a derrota na convenção, o grupo passou a discutir um “plano B”.

“Depois do que aconteceu, nós temos feito, Janaina, Max, eu tinha feito um pré-combinado de que caso o Jayme passasse, nós estaríamos junto com ele. Bom, não ocorreu isso, de fato. Então, nós temos que ir para o plano B”, declarou.

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Entre as possibilidades discutidas estão a construção de uma candidatura própria, o apoio ao Republicanos ou a abertura de diálogo com o PL. Botelho citou Janaina Riva e Max Russi como nomes aptos a disputar o Governo do Estado.

“Nós temos a possibilidade de Janaina ser candidata a governadora, temos a possibilidade de Max ser candidato a governador, que eu vejo como muito viável. O nome de Max é um nome que agrada muito”, afirmou.

Apesar das alternativas em discussão, o deputado ressaltou que nenhuma definição foi tomada. Segundo ele, o grupo pretende avaliar o espaço político que terá nas negociações com outras legendas e também com o governador Otaviano Pivetta.

“Se o Republicanos fechou a porta, aqui não tem negócio, aqui é Mauro Mendes completo, a chapa do Mauro, então nós estamos fora, vamos caçar nosso rumo”, disse.

Botelho revelou ainda que entrou em contato com Pivetta para saber se há interesse em incorporar o bloco político ao projeto governista. Conforme o parlamentar, o governador sinalizou que pretende conversar com o grupo.

“Eu preciso saber, e eu liguei para o governador Otaviano, se quer esse grupo junto ou se não quer. Se ele não quer, ‘não, eu só quero o Mauro’. Então, beleza, fica só com o Mauro, nós estamos fora”, afirmou.

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A convenção do União Brasil evidenciou o racha interno na legenda. Enquanto Jayme defendia uma candidatura própria ao Governo, Mauro Mendes trabalhou para manter o partido na aliança com Pivetta.

Agora, as lideranças que ficaram do lado derrotado buscam reorganizar a estratégia para as eleições. Segundo Botelho, o objetivo é definir qual projeto político o grupo defenderá para Mato Grosso e decidir se apoiará uma candidatura já posta ou apresentará um novo nome na disputa.

“Tudo isso são possibilidades, porque primeiro você tem que ver onde quer que você esteja. Acabou essa fase de ontem, nós temos outras fases. E nós vamos para esses planos aí”, concluiu.

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