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Movimento de Blairo com Renan Santos pode turbinar campanha de Neri Geller

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A aproximação do ex-governador Blairo Maggi (PP) com o presidenciável Renan Santos (Missão – ex-MBL) tende a produzir reflexos também na disputa proporcional em Mato Grosso. Nos bastidores, a avaliação é de que o movimento fortalece politicamente o ex-ministro da Agricultura Neri Geller (Pode), pré-candidato a deputado federal apoiado por Maggi, ao aproximá-lo do eleitorado que procura uma alternativa à polarização entre PT e bolsonarismo.

 

Os sinais dessa convergência têm sido dados pelo próprio Renan Santos. Em entrevista recente, o presidenciável citou Neri Geller ao comentar a realidade política e econômica de Mato Grosso e elogiou o desenvolvimento do Estado, especialmente das cidades do agronegócio.

 

Os elogios se somam a manifestações anteriores de integrantes do Missão. O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) também já fez referências positivas a Neri Geller em entrevistas e debates sobre o agronegócio, destacando sua capacidade de diálogo e conhecimento do setor produtivo, além de defender uma renovação política capaz de reunir nomes técnicos e experientes.

 

A leitura de aliados de Blairo é que a sintonia entre o ex-governador e Renan Santos amplia a exposição de Neri junto ao público identificado com uma candidatura de terceira via ao Palácio do Planalto. O ex-ministro, que foi titular da Agricultura e mantém forte influência no agronegócio mato-grossense, passa a dialogar com um segmento do eleitorado que busca alternativas ao embate nacional entre lulismo e bolsonarismo.

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Nos bastidores, interlocutores avaliam que, caso Renan Santos consolide esse espaço político durante a campanha presidencial, Neri Geller poderá ser um dos principais beneficiados em Mato Grosso, especialmente entre eleitores urbanos e ligados ao setor produtivo que defendem uma candidatura presidencial fora dos dois polos tradicionais.

 

Essa estratégia também reforça o projeto de Blairo Maggi de recolocar seu grupo político no centro das articulações eleitorais de 2026, utilizando a disputa nacional como instrumento para impulsionar candidaturas proporcionais no Estado.

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Derrota de Jayme leva grupo de Botelho, Janaina e Max a discutir candidatura própria ao Governo

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A derrota do senador Jayme Campos na convenção do União Brasil desencadeou uma nova rodada de articulações entre lideranças do MDB, Podemos e da ala derrotada do partido. Reunido nesta sexta-feira (31), o grupo passou a discutir alternativas para a disputa pelo Governo de Mato Grosso, incluindo a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás.

O encontro ocorreu um dia após o União Brasil decidir apoiar a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A proposta, liderada pelo ex-governador Mauro Mendes, venceu por 30 votos a 19, com um voto nulo e uma ausência entre os 51 convencionais aptos a votar.

Segundo o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), participaram da reunião o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Jayme Campos (União Brasil), o ex-governador Júlio Campos (União Brasil) e João Celestino.

Botelho afirmou que havia um acordo para apoiar Jayme caso ele fosse escolhido como candidato do União Brasil. Com a derrota na convenção, o grupo passou a discutir um “plano B”.

“Depois do que aconteceu, nós temos feito, Janaina, Max, eu tinha feito um pré-combinado de que caso o Jayme passasse, nós estaríamos junto com ele. Bom, não ocorreu isso, de fato. Então, nós temos que ir para o plano B”, declarou.

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Entre as possibilidades discutidas estão a construção de uma candidatura própria, o apoio ao Republicanos ou a abertura de diálogo com o PL. Botelho citou Janaina Riva e Max Russi como nomes aptos a disputar o Governo do Estado.

“Nós temos a possibilidade de Janaina ser candidata a governadora, temos a possibilidade de Max ser candidato a governador, que eu vejo como muito viável. O nome de Max é um nome que agrada muito”, afirmou.

Apesar das alternativas em discussão, o deputado ressaltou que nenhuma definição foi tomada. Segundo ele, o grupo pretende avaliar o espaço político que terá nas negociações com outras legendas e também com o governador Otaviano Pivetta.

“Se o Republicanos fechou a porta, aqui não tem negócio, aqui é Mauro Mendes completo, a chapa do Mauro, então nós estamos fora, vamos caçar nosso rumo”, disse.

Botelho revelou ainda que entrou em contato com Pivetta para saber se há interesse em incorporar o bloco político ao projeto governista. Conforme o parlamentar, o governador sinalizou que pretende conversar com o grupo.

“Eu preciso saber, e eu liguei para o governador Otaviano, se quer esse grupo junto ou se não quer. Se ele não quer, ‘não, eu só quero o Mauro’. Então, beleza, fica só com o Mauro, nós estamos fora”, afirmou.

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A convenção do União Brasil evidenciou o racha interno na legenda. Enquanto Jayme defendia uma candidatura própria ao Governo, Mauro Mendes trabalhou para manter o partido na aliança com Pivetta.

Agora, as lideranças que ficaram do lado derrotado buscam reorganizar a estratégia para as eleições. Segundo Botelho, o objetivo é definir qual projeto político o grupo defenderá para Mato Grosso e decidir se apoiará uma candidatura já posta ou apresentará um novo nome na disputa.

“Tudo isso são possibilidades, porque primeiro você tem que ver onde quer que você esteja. Acabou essa fase de ontem, nós temos outras fases. E nós vamos para esses planos aí”, concluiu.

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