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Assembleia recebe projeto da RGA e marca sessão extraordinária para quarta-feira (21)

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) recebeu na tarde hoje (20) a mensagem do governo com a indicação para a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores do estado. Mantendo o compromisso das 24h de antecedência, o presidente da Casa deputado Max Russi (PSB) convocou sessão extraordinária para esta quarta-feira (21), às 15h.

“Fizemos o compromisso das 24 horas para convocar e vamos iniciar a sessão às 15. O projeto do aumento da RGA dos servidores já está na pauta junto com as contas do governo e as contas do Tribunal de Contas. A intenção é concluir a votação e enviar projeto para o governo incluir na folha ainda do mês de janeiro”, afirmou Max Russi.

O presidente adiantou que, junto com outros deputados está negociando com o governador um aumento salarial para os servidores estaduais, superior aos 4,26% propostos inicialmente. Ele está priorizando um acordo com o governo para evitar vetos e garantir que o aumento seja pago em janeiro. O presidente reconhece a dificuldade financeira do governo, mas enfatiza a importância de um valor maior para os servidores.

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“Vou fazer uma reunião com todos os deputados amanhã ainda, antes da sessão. A nossa intenção é voltar ao Palácio com toda a base e dialogar com o governo, para que ele compreenda este momento. Sabemos que, neste momento, talvez não seja possível atender integralmente o que está sendo pedido. O governo enfrenta dificuldades, entendemos isso. Mas, se for possível conceder algo que represente um avanço, que diminua essa defasagem, já será um ganho importante para todos os nossos servidores”, adiantou.

O líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco (União) Assembleia Legislativa, afirmou que as tratativas sobre a Revisão Geral Anual (RGA), Revisão Geral Anual dos servidores já vinham desde a semana anterior e ganharam novo rumo após reunião com o governador nesta segunda (19) e terça-feira (20). Ele confinou que a Casa Civil e a equipe econômica terão última rodada de diálogo com o Palácio Paiaguás antes da votação.

“A base do governo, mesmo com o protocolo do governo dentro do Parlamento, está se reunindo, está conversando com o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, com o secretário Galo, para que a gente abra um diálogo com o governador Mauro Mendes e com o vice-governador Otaviano Pivetta, além de toda equipe econômica, para discutir que, caso exista margem para melhorar esse percentual, possamos fazer um substitutivo integral pelo governo antes da votação. Assembleia não pode elevar salários do Executivo por conta própria sem correr risco de inconstitucionalidade”, salientou Dal Bosco.

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Fonte: ALMT – MT

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Derrota de Jayme leva grupo de Botelho, Janaina e Max a discutir candidatura própria ao Governo

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A derrota do senador Jayme Campos na convenção do União Brasil desencadeou uma nova rodada de articulações entre lideranças do MDB, Podemos e da ala derrotada do partido. Reunido nesta sexta-feira (31), o grupo passou a discutir alternativas para a disputa pelo Governo de Mato Grosso, incluindo a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás.

O encontro ocorreu um dia após o União Brasil decidir apoiar a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A proposta, liderada pelo ex-governador Mauro Mendes, venceu por 30 votos a 19, com um voto nulo e uma ausência entre os 51 convencionais aptos a votar.

Segundo o deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), participaram da reunião o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Jayme Campos (União Brasil), o ex-governador Júlio Campos (União Brasil) e João Celestino.

Botelho afirmou que havia um acordo para apoiar Jayme caso ele fosse escolhido como candidato do União Brasil. Com a derrota na convenção, o grupo passou a discutir um “plano B”.

“Depois do que aconteceu, nós temos feito, Janaina, Max, eu tinha feito um pré-combinado de que caso o Jayme passasse, nós estaríamos junto com ele. Bom, não ocorreu isso, de fato. Então, nós temos que ir para o plano B”, declarou.

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Entre as possibilidades discutidas estão a construção de uma candidatura própria, o apoio ao Republicanos ou a abertura de diálogo com o PL. Botelho citou Janaina Riva e Max Russi como nomes aptos a disputar o Governo do Estado.

“Nós temos a possibilidade de Janaina ser candidata a governadora, temos a possibilidade de Max ser candidato a governador, que eu vejo como muito viável. O nome de Max é um nome que agrada muito”, afirmou.

Apesar das alternativas em discussão, o deputado ressaltou que nenhuma definição foi tomada. Segundo ele, o grupo pretende avaliar o espaço político que terá nas negociações com outras legendas e também com o governador Otaviano Pivetta.

“Se o Republicanos fechou a porta, aqui não tem negócio, aqui é Mauro Mendes completo, a chapa do Mauro, então nós estamos fora, vamos caçar nosso rumo”, disse.

Botelho revelou ainda que entrou em contato com Pivetta para saber se há interesse em incorporar o bloco político ao projeto governista. Conforme o parlamentar, o governador sinalizou que pretende conversar com o grupo.

“Eu preciso saber, e eu liguei para o governador Otaviano, se quer esse grupo junto ou se não quer. Se ele não quer, ‘não, eu só quero o Mauro’. Então, beleza, fica só com o Mauro, nós estamos fora”, afirmou.

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A convenção do União Brasil evidenciou o racha interno na legenda. Enquanto Jayme defendia uma candidatura própria ao Governo, Mauro Mendes trabalhou para manter o partido na aliança com Pivetta.

Agora, as lideranças que ficaram do lado derrotado buscam reorganizar a estratégia para as eleições. Segundo Botelho, o objetivo é definir qual projeto político o grupo defenderá para Mato Grosso e decidir se apoiará uma candidatura já posta ou apresentará um novo nome na disputa.

“Tudo isso são possibilidades, porque primeiro você tem que ver onde quer que você esteja. Acabou essa fase de ontem, nós temos outras fases. E nós vamos para esses planos aí”, concluiu.

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