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Ex-prefeito, ex-secretário de Mendes e ex-ministro lideram ranking de patrimônios Podemos

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O empresário e ex-prefeito de Querência, Fernando Gorgen, aparece como o candidato com maior patrimônio entre os nomes do Podemos que disputam uma vaga na Câmara dos Deputados por Mato Grosso nas eleições. Conforme declaração apresentada à Justiça Eleitoral, Gorgen possui R$ 18,19 milhões em bens. Além do ex-prefeito, o ex-ministro de Agricultura, Neri Geller, e o ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Coronel Roveri, encabeçam a “tropa” milionária da chapa. (Veja a lista ao fim da matéria)

 

A maior parte do patrimônio de Fernando está concentrada em imóveis. O político declarou uma participação de 50% na Las Vegas Motel Ltda., avaliada em R$ 75 mil; um apartamento em Cuiabá, no valor de R$ 505.073,45; uma residência em Querência, avaliada em R$ 1,5 milhão; e a Fazenda Terra Boa Ltda., declarada por R$ 16,112 milhões.

 

Com o patrimônio, Gorgen aparece com quase o dobro dos bens declarados pelo segundo colocado no ranking, o ex-deputado Neri Geller, que informou possuir R$ 9,17 milhões.

 

Neri declarou R$ 9.174.334,90 em patrimônio. A declaração é composta por uma série de imóveis rurais e urbanos, aplicações financeiras, veículos e créditos. Entre os principais bens estão um terreno residencial em Lucas do Rio Verde avaliado em R$ 2,7 milhões, um crédito a receber de R$ 2,29 milhões, um imóvel rural de 100 hectares em Lucas do Rio Verde avaliado em R$ 1,187 milhão e um apartamento em Cuiabá de R$ 780 mil. O ex-deputado também declarou um apartamento em Lucas do Rio Verde, avaliado em R$ 715 mil, uma Toyota Hilux de R$ 360 mil e uma área rural de 145,2 hectares em Nova Mutum, no valor de R$ 420 mil.

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O ex-secretário de Estado Cesar Roveri declarou R$ 4.608.537,29 em bens. Entre os bens declarados estão um apartamento, avaliado em R$ 1,87 milhão, uma casa de R$ 700 mil, e um apartamento em construção no Edifício Baalbeck, adquirido por meio de ágio de R$ 540 mil. Ele também declarou R$ 623,6 mil em CDB do Banco do Brasil, R$ 520 mil em LCA, além de R$ 195,8 mil referentes ao ágio de um terreno no condomínio Cidade Jardim. A lista inclui ainda um Audi A3 2015, avaliado em R$ 70 mil, R$ 81,6 mil em poupança PoupEx e R$ 1.066,42 em conta corrente.

 

O delegado da Polícia Civil, Fred Murta, declarou patrimônio de R$ 2.952.557,28. O principal bem é uma casa no condomínio Florais Itália, em Cuiabá, avaliada em R$ 2,316 milhões. Murta também declarou uma Toyota Hilux SW4 blindada, ano 2018/2019, avaliada em R$ 265 mil, e um Corolla Cross XRE, de 2021/2022, no valor de R$ 155.690. Entre os ativos financeiros estão aplicações na XP Investimentos, CDB no Banco do Brasil e recursos mantidos em cooperativas de crédito. O candidato também declarou R$ 42 mil em dinheiro em espécie.

 

O candidato Marcos Roberto Lessa Ritela, o Pastor Ritela, declarou R$ 1.392.250,50 em patrimônio. A lista inclui imóveis em Cáceres, Várzea Grande e Cuiabá, além de aplicações financeiras, consórcio e recursos em contas bancárias. O maior item é um terreno no Alphaville Cuiabá 2, avaliado em R$ 525 mil.

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Já Kalynka Meireles declarou R$ 1.085.710 em bens. Entre os itens estão uma casa no condomínio Ecoville, avaliada em R$ 550 mil; R$ 298 mil em cotas de capital de empresa; um BYD King, de R$ 136.910; um Fiat Strada, de R$ 20.800; e R$ 80 mil em dinheiro em espécie.

 

Gisa Barros declarou patrimônio de R$ 135.525, tendo entre os bens informados uma Chevrolet S10 LT Diesel, ano 2020.

 

Nelson Barbudo declarou três bens: uma Toyota Hilux SW4, avaliada em R$ 110 mil; uma fração de terreno recebida por herança, no valor de R$ 17,5 mil; e um reboque/carro avaliado em R$ 2,5 mil. A soma dos itens apresentados é de aproximadamente R$ 130 mil.

 

Já Katiuscia Manteli Andrade de Toledo declarou R$ 39.554,73, distribuídos entre cotas de capital, pequenos saldos bancários, consórcio e participação em imóvel residencial.

 

Considerando os valores informados nas declarações, o ranking ficou da seguinte maneira:

 

1. Fernando Gorgen — R$ 18.192.073,45
2. Neri Geller — R$ 9.174.334,90
3. Cesar Roveri — R$ 4.608.537,29
4. Fred Murta — R$ 2.952.557,28
5. Marcos Roberto Lessa Ritela — R$ 1.392.250,50
6. Kalynka Meireles — R$ 1.085.710,00
7. Gisa Barros — R$ 135.525,00
8. Nelson Barbudo — R$ 130 mil
9. Katiuscia Manteli Andrade de Toledo — R$ 39.554,73

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Candidato quer rever incentivos fiscais e diversificar economia mato-grossense

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O candidato ao Executivo estadual pelo Partido Mobiliza, Maurício Coelho, sustentou que a política de incentivos fiscais do Estado deve ser revista para conter perdas de arrecadação e ampliar o poder de compra da população. Em seu discurso, defendeu a diversificação da economia local e a criação de qualificações técnicas na rede pública de ensino.

Ao questionar a efetividade das isenções concedidas a grandes corporações e ao setor produtivo, Coelho defendeu que incentivos só se justificam quando garantem contrapartidas reais de empregos.

“O incentivo que protege o emprego é aquele que você não teria a atividade acontecendo naquele lugar se não tivesse dando aquele incentivo […] Agora, pera lá, a turma vai colocar a terra nas costas e vai plantar em outro lugar? Então é mentira”, afirmou durante sabatina no Jornal do Meio-Dia desta segunda-feira (10).

O candidato estimou que as renúncias fiscais, orçadas em R$ 11,6 bilhões, devam ultrapassar os R$ 15 bilhões ao longo do ano, privando o caixa estadual de recursos que poderiam desonerar serviços básicos, como a conta de energia e o IPVA.

“O maior mal que esta renúncia causa é o que ela priva o cidadão de renda […] A gente está assistindo à perda do poder de compra das pessoas, sem o governo ter condições de fazer nada […] Para ter indústria, você tem que ter duas coisas: energia barata e mercado consumidor”, ponderou.

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Sobre os possíveis impactos de eventuais cortes de incentivo na cadeia do etanol, Coelho rebateu a tese de retração nos investimentos, afirmando que a precificação do produto é balizada pelo mercado internacional de combustíveis e pelos custos de logística.

“Ninguém vai desinstalar a usina amanhã porque perdeu o incentivo tributário, não […] O custo instalado de uma usina é altíssimo […] O que vai tornar Mato Grosso próspero, de fato, é a gente distribuir isso”, garantiu.

Como proposta de desenvolvimento econômico, sugeriu a criação de “empresas estudantis” no ensino médio para qualificar jovens em tecnologias da informação e serviços especializados. Já ao avaliar a estrutura socioeconômica de Mato Grosso, declarou que “essa mistura de achar que o Estado é só para o grande não está dando certo […] Mato Grosso está ficando rico, sim. Mas o povo não está ficando rico”.

Ainda, para fundamentar essa tese de que Mato Grosso já possui capacidade econômica robusta, o candidato declarou que “a renda per capita de São Paulo é equivalente à de Mato Grosso”. Contudo, a comparação traz uma distinção metodológica relevante entre os dois principais indicadores calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE, o rendimento domiciliar por habitante em Mato Grosso, estado com cerca de 3,65 milhões de moradores, é de R$ 2.335 mensais. Já em São Paulo, com 44,4 milhões de habitantes, o rendimento atinge R$ 2.956 mensais. Na prática, a renda média das famílias paulistas supera a das famílias mato-grossenses em cerca de 26,6%.

Já a equivalência citada pelo candidato aproxima-se apenas do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita anual, no qual Mato Grosso atinge a marca de R$ 74,6 mil por habitante ao ano, patamar próximo ao de São Paulo (R$ 77,5 mil). No entanto, o PIB por habitante mede a produção econômica total do território dividida pelo número de moradores, sendo fortemente alavancado em Mato Grosso pelas exportações do agronegócio e pela menor densidade populacional, sem que esse valor represente necessariamente os salários recebidos pela população trabalhadora no dia a dia.

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