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Wilson Santos reúne Sefaz e MTPrev para discutir solução ao superendividamento dos servidores de MT

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) promoverá, nesta segunda-feira (8), às 14h, na Sala das Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), uma reunião para discutir alternativas voltadas à redução do superendividamento dos servidores públicos estaduais. O encontro contará com a participação do secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Fábio Fernandes Pimenta, e do diretor-presidente do Mato Grosso Previdência (MTPrev), Elliton Oliveira de Souza que foram convidados pela Casa de Leis para debater o tema.

O objetivo é debater a viabilidade técnica, jurídica e financeira da utilização do Fundo Previdenciário administrado pelo MTPrev como mecanismo de apoio para operações de crédito consignado destinadas aos servidores públicos estaduais ativos, aposentados e pensionistas. A proposta busca avaliar meios que possam contribuir para a redução dos juros cobrados pelo mercado financeiro, ampliar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis e auxiliar na reorganização financeira dos servidores.

A iniciativa dá continuidade a uma pauta que vem sendo defendida por Wilson Santos desde 2025, quando a Assembleia Legislativa iniciou as discussões sobre a utilização de parte dos recursos administrados pelo MTPrev para a criação de linhas de crédito com taxas reduzidas. Diante disso, parlamentar já participou de reuniões com representantes da previdência estadual, entidades sindicais e membros do governo, buscando alternativas para enfrentar o crescente endividamento dos servidores públicos.

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As discussões evoluíram para a elaboração de propostas que culminaram, em março de 2026, no encaminhamento do Programa de Renegociação Financeira do Servidor Público (Prorefin) pelo Governo do Estado. Agora, a reunião convocada pelo deputado pretende aprofundar o debate sobre a participação do MTPrev em operações de crédito institucional, garantindo que qualquer medida preserve o equilíbrio atuarial da previdência estadual e a segurança dos recursos dos segurados.

Para Wilson Santos, o tema exige amplo diálogo e transparência, considerando o impacto direto que eventuais mudanças poderão ter na vida de milhares de servidores públicos mato-grossenses que enfrentam dificuldades financeiras em razão do elevado comprometimento da renda com empréstimos consignados.

Serviço

Evento: Reunião para debater a viabilidade da utilização do MTPrev em operações de crédito consignado para servidores públicos estaduais

Data: 8 de junho de 2026 (segunda-feira)

Horário: 14h

Local: Sala das Comissões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)

Informações: Assessoria de Imprensa – Samantha dos Anjos 65 99639 9715

Fonte: ALMT – MT

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Candidato quer rever incentivos fiscais e diversificar economia mato-grossense

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O candidato ao Executivo estadual pelo Partido Mobiliza, Maurício Coelho, sustentou que a política de incentivos fiscais do Estado deve ser revista para conter perdas de arrecadação e ampliar o poder de compra da população. Em seu discurso, defendeu a diversificação da economia local e a criação de qualificações técnicas na rede pública de ensino.

Ao questionar a efetividade das isenções concedidas a grandes corporações e ao setor produtivo, Coelho defendeu que incentivos só se justificam quando garantem contrapartidas reais de empregos.

“O incentivo que protege o emprego é aquele que você não teria a atividade acontecendo naquele lugar se não tivesse dando aquele incentivo […] Agora, pera lá, a turma vai colocar a terra nas costas e vai plantar em outro lugar? Então é mentira”, afirmou durante sabatina no Jornal do Meio-Dia desta segunda-feira (10).

O candidato estimou que as renúncias fiscais, orçadas em R$ 11,6 bilhões, devam ultrapassar os R$ 15 bilhões ao longo do ano, privando o caixa estadual de recursos que poderiam desonerar serviços básicos, como a conta de energia e o IPVA.

“O maior mal que esta renúncia causa é o que ela priva o cidadão de renda […] A gente está assistindo à perda do poder de compra das pessoas, sem o governo ter condições de fazer nada […] Para ter indústria, você tem que ter duas coisas: energia barata e mercado consumidor”, ponderou.

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Sobre os possíveis impactos de eventuais cortes de incentivo na cadeia do etanol, Coelho rebateu a tese de retração nos investimentos, afirmando que a precificação do produto é balizada pelo mercado internacional de combustíveis e pelos custos de logística.

“Ninguém vai desinstalar a usina amanhã porque perdeu o incentivo tributário, não […] O custo instalado de uma usina é altíssimo […] O que vai tornar Mato Grosso próspero, de fato, é a gente distribuir isso”, garantiu.

Como proposta de desenvolvimento econômico, sugeriu a criação de “empresas estudantis” no ensino médio para qualificar jovens em tecnologias da informação e serviços especializados. Já ao avaliar a estrutura socioeconômica de Mato Grosso, declarou que “essa mistura de achar que o Estado é só para o grande não está dando certo […] Mato Grosso está ficando rico, sim. Mas o povo não está ficando rico”.

Ainda, para fundamentar essa tese de que Mato Grosso já possui capacidade econômica robusta, o candidato declarou que “a renda per capita de São Paulo é equivalente à de Mato Grosso”. Contudo, a comparação traz uma distinção metodológica relevante entre os dois principais indicadores calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE, o rendimento domiciliar por habitante em Mato Grosso, estado com cerca de 3,65 milhões de moradores, é de R$ 2.335 mensais. Já em São Paulo, com 44,4 milhões de habitantes, o rendimento atinge R$ 2.956 mensais. Na prática, a renda média das famílias paulistas supera a das famílias mato-grossenses em cerca de 26,6%.

Já a equivalência citada pelo candidato aproxima-se apenas do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita anual, no qual Mato Grosso atinge a marca de R$ 74,6 mil por habitante ao ano, patamar próximo ao de São Paulo (R$ 77,5 mil). No entanto, o PIB por habitante mede a produção econômica total do território dividida pelo número de moradores, sendo fortemente alavancado em Mato Grosso pelas exportações do agronegócio e pela menor densidade populacional, sem que esse valor represente necessariamente os salários recebidos pela população trabalhadora no dia a dia.

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