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Governador defende formação profissional como estratégia para atender demanda de mão de obra em MT

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O governador Otaviano Pivetta afirmou que a formação técnica e o ensino médio profissionalizante são estratégias importantes do Estado para preparar jovens e atender à demanda por mão de obra qualificada em Mato Grosso.

Segundo ele, o cenário de crescimento econômico e populacional do Estado, apontado por estimativas do IBGE, indica que Mato Grosso deve ser o único estado do país com perspectiva de crescimento nos próximos 70 anos.

A fala ocorreu durante agenda no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT) – Campus São Vicente, durante a comemoração de 83 anos da unidade.

“O governo está atento a isso e, se depender de nós, estamos prontos para apoiar a ampliação da oferta de cursos em Mato Grosso. Sabemos que o Estado vai continuar crescendo nos próximos anos, e por isso precisamos preparar as pessoas para acompanhar esse movimento. A formação de qualidade faz diferença na vida das pessoas e no mercado de trabalho”, afirmou.

O governador também ressaltou a importância de alinhar a formação às necessidades dos estudantes e do mercado de trabalho.

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“Nós precisamos entender o que nossos alunos querem ser e qual é o interesse deles, para oferecer as oportunidades certas e permitir que conquistem autonomia mais cedo. É assim que vamos formar cada vez mais pessoas qualificadas, para prosperar e fazer Mato Grosso prosperar”, completou.

O reitor do IFMT, professor Julio Cesar Santos, destacou o papel da instituição na formação de profissionais e ressaltou a parceria com diferentes instituições e com o poder público no fortalecimento da educação técnica em Mato Grosso.

“O Instituto Federal de Mato Grosso tem contribuído para a formação de profissionais e para o desenvolvimento do Estado, com apoio do Governo do Estado e de diversas instituições parceiras”, afirmou.

A agenda contou com a presença do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dimorvan Brescancim; dos deputados federais José Medeiros e Juarez Costa; do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; do ex-senador Cidinho Santos; da secretária adjunta de Gestão Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Luciane Bertinatto; e do prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes.

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Candidato quer rever incentivos fiscais e diversificar economia mato-grossense

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O candidato ao Executivo estadual pelo Partido Mobiliza, Maurício Coelho, sustentou que a política de incentivos fiscais do Estado deve ser revista para conter perdas de arrecadação e ampliar o poder de compra da população. Em seu discurso, defendeu a diversificação da economia local e a criação de qualificações técnicas na rede pública de ensino.

Ao questionar a efetividade das isenções concedidas a grandes corporações e ao setor produtivo, Coelho defendeu que incentivos só se justificam quando garantem contrapartidas reais de empregos.

“O incentivo que protege o emprego é aquele que você não teria a atividade acontecendo naquele lugar se não tivesse dando aquele incentivo […] Agora, pera lá, a turma vai colocar a terra nas costas e vai plantar em outro lugar? Então é mentira”, afirmou durante sabatina no Jornal do Meio-Dia desta segunda-feira (10).

O candidato estimou que as renúncias fiscais, orçadas em R$ 11,6 bilhões, devam ultrapassar os R$ 15 bilhões ao longo do ano, privando o caixa estadual de recursos que poderiam desonerar serviços básicos, como a conta de energia e o IPVA.

“O maior mal que esta renúncia causa é o que ela priva o cidadão de renda […] A gente está assistindo à perda do poder de compra das pessoas, sem o governo ter condições de fazer nada […] Para ter indústria, você tem que ter duas coisas: energia barata e mercado consumidor”, ponderou.

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Sobre os possíveis impactos de eventuais cortes de incentivo na cadeia do etanol, Coelho rebateu a tese de retração nos investimentos, afirmando que a precificação do produto é balizada pelo mercado internacional de combustíveis e pelos custos de logística.

“Ninguém vai desinstalar a usina amanhã porque perdeu o incentivo tributário, não […] O custo instalado de uma usina é altíssimo […] O que vai tornar Mato Grosso próspero, de fato, é a gente distribuir isso”, garantiu.

Como proposta de desenvolvimento econômico, sugeriu a criação de “empresas estudantis” no ensino médio para qualificar jovens em tecnologias da informação e serviços especializados. Já ao avaliar a estrutura socioeconômica de Mato Grosso, declarou que “essa mistura de achar que o Estado é só para o grande não está dando certo […] Mato Grosso está ficando rico, sim. Mas o povo não está ficando rico”.

Ainda, para fundamentar essa tese de que Mato Grosso já possui capacidade econômica robusta, o candidato declarou que “a renda per capita de São Paulo é equivalente à de Mato Grosso”. Contudo, a comparação traz uma distinção metodológica relevante entre os dois principais indicadores calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE, o rendimento domiciliar por habitante em Mato Grosso, estado com cerca de 3,65 milhões de moradores, é de R$ 2.335 mensais. Já em São Paulo, com 44,4 milhões de habitantes, o rendimento atinge R$ 2.956 mensais. Na prática, a renda média das famílias paulistas supera a das famílias mato-grossenses em cerca de 26,6%.

Já a equivalência citada pelo candidato aproxima-se apenas do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita anual, no qual Mato Grosso atinge a marca de R$ 74,6 mil por habitante ao ano, patamar próximo ao de São Paulo (R$ 77,5 mil). No entanto, o PIB por habitante mede a produção econômica total do território dividida pelo número de moradores, sendo fortemente alavancado em Mato Grosso pelas exportações do agronegócio e pela menor densidade populacional, sem que esse valor represente necessariamente os salários recebidos pela população trabalhadora no dia a dia.

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