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STF define etapas de sessão que vai analisar caso envolvendo Moraes e Vorcaro

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O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, uma sessão plenária extraordinária para analisar o caso envolvendo mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O rito da sessão foi divulgado pela Corte nesta segunda-feira (14).

A sessão será conduzida pelo presidente do STF, Edson Fachin, que também será o relator do processo. A relatoria estava anteriormente com o ministro André Mendonça, mas foi transferida para Fachin no último sábado (12).

O julgamento poderá ser acompanhado ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do Supremo no YouTube.

Como será o julgamento

Os trabalhos começam com a abertura da sessão, seguida pela leitura e aprovação da ata do encontro anterior e pelas saudações de praxe entre os ministros.

Na sequência, será realizado o pregão do processo, procedimento que marca oficialmente o início da análise do caso pelo plenário.

Como relator, Fachin fará a leitura do relatório e apresentará ao colegiado os pontos que serão efetivamente analisados durante a sessão.

Depois, será aberta a possibilidade de manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Também poderão ocorrer sustentações orais, conforme as regras aplicáveis ao processo.

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Encerradas as manifestações, Fachin apresentará seu voto. Por ter assumido a relatoria, ele será o primeiro ministro a votar.

Na sequência, os demais integrantes da Corte votarão de acordo com a ordem prevista no regimento interno do STF. Depois da manifestação de todos os ministros, caberá a Fachin, na condição de presidente, proclamar o resultado.

Fachin assumiu a relatoria

A sessão ocorre poucos dias depois da mudança na condução do processo. Fachin assumiu a relatoria no sábado (12), substituindo André Mendonça.

Com a alteração, o presidente do Supremo será responsável por apresentar o relatório e conduzir a análise do caso durante o julgamento.

A discussão envolve o conteúdo de mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master. O material passou a ser analisado no contexto das investigações relacionadas ao banco e ganhou repercussão após a divulgação de conversas obtidas a partir do celular do ex-banqueiro.

Acesso ao plenário será controlado

A sessão terá regras específicas de segurança e acesso. Somente poderão entrar no plenário pessoas que tenham tido a inscrição previamente confirmada pelo Cerimonial do STF.

A entrada será realizada pelos pontos indicados pela Polícia Judicial. Todos os participantes passarão por detectores de metais e equipamentos de raio X.

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Para os jornalistas, o acesso será limitado à marquise do edifício-sede do Supremo. No espaço será montada uma estrutura com telões, cadeiras e mesas para que os profissionais possam acompanhar a sessão.

Celulares terão que ficar lacrados

Quem estiver autorizado a permanecer dentro do plenário deverá manter o celular desligado e guardado em uma sacola de segurança lacrada durante todo o julgamento.

O rompimento do lacre poderá resultar na retirada da pessoa do local.

Também não será permitido consumir alimentos ou bebidas dentro do plenário. Manifestações durante a sessão igualmente estarão proibidas.

As medidas fazem parte do protocolo de segurança estabelecido pelo Supremo para a realização da sessão extraordinária.

Transmissão ao vivo

Apesar das restrições de acesso físico ao plenário, o julgamento poderá ser acompanhado pelo público por meio dos canais oficiais do Supremo.

A sessão está prevista para começar às 10h desta terça-feira (15) e será transmitida pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

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Advogado Kakay considera decisão de Flávio Dino de reintegrar Andrei de “absolutamente brilhante”

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O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, classificou como “absolutamente brilhante” a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e fez duras críticas à determinação do ministro André Mendonça envolvendo investigações em andamento na Polícia Federal.

Para Kakay, a decisão de Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, teria como consequência a paralisação de investigações. O inquérito atinge agentes públicos e poderia beneficiar pessoas sob apuração, inclusive em inquéritos que estão sob relatoria de Dino.

“Absolutamente brilhante a decisão do Ministro Flávio Dino. A decisão do Ministro Andre paralisa todas as investigações em curso protegendo muitos agentes públicos que estão sendo investigados, inclusive em inquéritos sob a relatoria do Ministro Flávio Dino. Uma situação de gravidade ímpar”, afirmou.

O advogado também questionou a legitimidade do Partido Novo para atuar no caso e criticou o que classificou como uma determinação de amplo alcance para interromper as apurações.

“A ilegitimidade do Partido Novo qualquer estudante de Direito reconhece mas, o que impressiona, é a determinação do Ministro Andre de paralisar todas as investigações! Quem estaria sendo beneficiado?”, declarou Kakay.

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Inquérito envolvendo Vorcaro

Na manifestação, o advogado citou ainda uma investigação relatada por Flávio Dino que envolve o empresário Daniel Vorcaro. Segundo Kakay, o inquérito apura o que chamou de “caminhão de dinheiro doado pelo Vorcaro para o filme fajuto”.

Na avaliação do advogado, caso a determinação de paralisação das investigações fosse mantida, esse inquérito também seria atingido.

“É bom observar que o Flávio Dino é relator de um dos inquéritos que investiga o caminhão de dinheiro doado pelo Vorcaro para o filme fajuto. Este inquérito teria que ser interrompido”, afirmou.

Kakay classificou a decisão de Dino como “técnica, corajosa e correta” e sustentou que pessoas de grande influência poderiam estar sendo beneficiadas pela interrupção das apurações.

“Muita gente graúda estava sendo protegida”, disse.

Ao final da manifestação, o advogado defendeu que os inquéritos tenham andamento acelerado e que as informações sobre as investigações sejam divulgadas.

“Agora é cobrar agilidade e publicidade a estes inquéritos”, concluiu Kakay.

Com informações do MSN

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