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Moretto lidera arrecadação entre candidatos à ALMT; ex-prefeito Alcino é o primeiro sem mandato

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O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) aparece na liderança do ranking de arrecadação entre os candidatos que disputam uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026. Até esta segunda-feira (14), o parlamentar declarou R$ 1,074 milhão em receitas de campanha, sendo o único candidato a superar a marca de R$ 1 milhão.

Na sequência está o presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), com R$ 910.219,89 declarados à Justiça Eleitoral. O terceiro lugar é ocupado por Alcino Barcelos (PL), ex-prefeito de Pontes e Lacerda, que soma R$ 828,9 mil e é o candidato sem mandato na Assembleia com maior volume de recursos arrecadados até o momento.

Os números têm como base as prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral. O limite de gastos estabelecido para candidatos a deputado estadual em 2026 é de R$ 1.270.629,01.

Moretto passa de R$ 1 milhão

Dos R$ 1.074.000 declarados por Moretto, R$ 200 mil foram repassados pela Direção Nacional do Republicanos, por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

A maior parte dos demais recursos é proveniente de doações de pessoas físicas. Entre os principais doadores estão João Lopes Guerreiro, com R$ 100 mil; José Evandro Pádua Vilela Neto e Tiago Godoy Vilela, com R$ 75 mil cada; Roberto Jonas de Macedo, com R$ 60 mil; e Luciano Coelho Barbosa e Jovani Milani Junior, com R$ 50 mil cada.

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Max Russi aparece em segundo

Com R$ 910.219,89, Max Russi ocupa a segunda colocação. O maior repasse recebido pelo presidente da Assembleia veio do próprio partido, o Podemos, que destinou R$ 450 mil do Fundo Eleitoral para a campanha.

Russi também declarou R$ 100 mil em recursos próprios e recebeu outros R$ 100 mil de Nilo Bernardino Gomes, além de outras contribuições registradas na prestação de contas.

Ex-prefeito lidera entre candidatos sem mandato

Alcino Barcelos é o terceiro colocado no ranking geral e o primeiro entre os candidatos que atualmente não possuem mandato na Assembleia. Ex-prefeito de Pontes e Lacerda, ele declarou R$ 828,9 mil em receitas.

O PL foi responsável pela maior parcela dos recursos, com R$ 600 mil do Fundo Eleitoral, o equivalente a mais de 72% da arrecadação. A campanha também recebeu R$ 202,5 mil de Mario Silvio Gonçalves Ferreira e R$ 15 mil em recursos próprios, além de outras doações.

O quarto lugar é do deputado estadual Fábio Tardin, o Fabinho (Podemos), com R$ 818.142,26. Entre os maiores aportes estão os R$ 400 mil doados por Gabriel Kara José Neto e R$ 150 mil de Gustavo Batista Pinheiro. Fabinho declarou ainda R$ 120 mil de recursos próprios e R$ 100 mil recebidos de Gonçalo Ferreira de Almeida.

Fechando o grupo dos cinco primeiros está Leonardo Bortolin (MDB), ex-prefeito de Primavera do Leste, com R$ 799.884,72 arrecadados.

Carlos Alberto Polato aparece como o principal doador, com R$ 250 mil. O próprio Bortolin declarou R$ 114.951 em recursos para a campanha. Canisio Froelich contribuiu com R$ 100 mil, enquanto José Milton Falavinha, Junior Masanobu Utida e Inácio Camilo Ruaro doaram R$ 50 mil cada.

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Com isso, os cinco candidatos que concentram as maiores arrecadações são três deputados estaduais — Moretto, Max Russi e Fabinho — e dois ex-prefeitos: Alcino Barcelos e Leonardo Bortolin.

Mulheres ocupam metade do top 10

As cinco posições seguintes são ocupadas por mulheres. Samantha Iris (PL) aparece em sexto lugar, com R$ 749.015,81. Na sequência estão Luciene Kayabi (PP), com R$ 700 mil; Jéssica Riva (MDB), com R$ 674.047,59; Maysa Leão (Republicanos), com R$ 628.057,50; e Alessandra Ferreira (Podemos), com R$ 574.999,86.

A presença das candidatas entre as dez maiores arrecadações também ocorre em um cenário de regras específicas para o financiamento de campanhas femininas. A legislação determina que os partidos destinem recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral às mulheres na mesma proporção de suas candidaturas, respeitando o percentual mínimo de 30%.

Dessa forma, a aplicação dos recursos públicos não fica necessariamente limitada aos 30%. Quando a participação feminina nas candidaturas de uma legenda é superior a esse percentual, a distribuição deve acompanhar a proporção registrada.

No ranking geral, cinco mulheres aparecem entre os dez candidatos com maior arrecadação. Samantha Iris é, até o momento, a candidata mulher que declarou o maior volume de recurso

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Faissal prevê baixa renovação na Assembleia e estima até seis novos deputados

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) avalia que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso deverá ter pouca renovação na próxima eleição. Para ele, a maioria dos atuais deputados tem vantagem na disputa pela reeleição por conta do trabalho desenvolvido ao longo da atual legislatura.

Faissal lembrou que a maior mudança recente na composição da Assembleia ocorreu nas eleições de 2018. Desde então, segundo ele, os parlamentares conseguiram fortalecer seus mandatos e manter uma atuação que favorece a permanência no Legislativo.

“Acho que a maior renovação que nós tivemos na Assembleia foi a de 2018. Foi o primeiro pleito que nós tivemos lá dentro. De lá para cá, eu vejo a Assembleia muito forte, os deputados tendo condições de fazer um trabalho bom e estão fazendo. Então acho que a renovação vai ser pouca”, declarou.

O deputado reconheceu que candidatos novos podem conquistar a atenção do eleitor justamente pela novidade, mas ponderou que quem já ocupa uma cadeira parte com a vantagem de ter um trabalho conhecido pelo público.

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“É claro que todo candidato que se lança à Assembleia, por ele ser novidade, ele já leva vantagem. Mas o deputado que está lá também, se ele fez um bom trabalho, a tendência é ele permanecer”, explicou.

Na avaliação de Faissal, a próxima eleição deverá alterar poucas cadeiras da Assembleia. O deputado estima que no máximo seis novos parlamentares sejam eleitos.

 

Com informação do Repórter MT

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