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Lúdio pede que MP investigue demissões e desmonte do Samu em Mato Grosso

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) enviou um ofício pedindo que o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) investigue as demissões e fechamentos de bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por parte do governo do estado. Lúdio pediu que o órgão verifique a legalidade dos desligamentos, o enquadramento nas regras do Sistema Único de Saúde (SUS) e que sejam tomadas medidas para assegurar a continuidade do serviço à população.

O documento foi enviado na sexta-feira (27) ao MPE, direcionado à 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, sob responsabilidade do promotor de Justiça, Milton Mattos da Silveira Neto. Na terça-feira (31), às 10h, a Assembleia Legislativa recebe o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo (União), para dar explicações sobre o caso, conforme Requerimento nº 200/26.

“O Samu é um serviço essencial integrante do SUS, responsável pelo atendimento pré-hospitalar móvel em situações críticas, como acidentes, infartos e acidentes vasculares cerebrais. As normas do Ministério da Saúde indicam a necessidade de manutenção de estrutura operacional contínua, qualificada e suficiente para atendimento da população, especialmente no que se refere à atuação de profissionais com formação específica na área da saúde, responsáveis pelo atendimento pré-hospitalar clínico, que constitui a função primordial do serviço”, destacou o deputado.

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Informações prestadas pelos profissionais do Samu e pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (SISMA-MT) apontam que ao menos 56 contratos de profissionais essenciais serão rescindidos entre os dias 31 de março e 10 de abril. As demissões atingem condutores de ambulância, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam no atendimento direto à população.

“Tal cenário projeta impacto direto na continuidade do serviço, com risco concreto de desativação de bases operacionais, dentre as quais se destacam GMAU 1, GMAU 2, Base B4, Base B5 e Base B8, localizadas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. Essas unidades são estrategicamente distribuídas para garantir tempo-resposta adequado em situações de urgência e emergência, de modo que sua eventual desativação poderá implicar aumento da distância entre as equipes disponíveis e os locais de ocorrência, com consequente elevação do tempo de atendimento e agravamento de quadros clínicos, inclusive com risco à vida”, aponta o ofício enviado ao MPMT.

De acordo com o deputado, o cenário demanda apuração, “especialmente diante dos elementos que indicam possível redução da capacidade operacional do serviço, em contraste com a necessidade de manutenção de sua plena funcionalidade, conforme exigido pelas normativas do Sistema Único de Saúde”. O Ministério Público estadual deve avaliar possível violação ao direito fundamental à saúde, previsto na Constituição Federal, ao dever do Estado de garantir acesso universal e igualitário à saúde, e ainda os princípios constitucionais da continuidade do serviço público e da eficiência administrativa.

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“Diante disso, submete-se a presente notícia de fato para que este Ministério Público avalie a adoção das medidas cabíveis, inclusive quanto à eventual instauração de procedimento investigatório, verificação da legalidade dos desligamentos, análise da existência de planejamento adequado para manutenção do serviço, apuração de eventual reestruturação em desacordo com as normativas do SUS e, se necessário, adoção de medidas judiciais aptas a assegurar a continuidade e a adequada prestação do serviço à população”, diz o documento.

Fonte: ALMT – MT

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Abilio sai em defesa de Medeiros após embate com Fávaro em debate

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se manifestou em apoio ao candidato ao Senado José Medeiros (PL) após o confronto entre ele e o senador Carlos Fávaro (PSD) durante debate realizado pela TV Vila Real, na quinta-feira (17).

O embate teve como um dos principais pontos a troca de provocações envolvendo o termo “melancia”, usado por Medeiros para se referir a adversários que, segundo ele, adotam um discurso de direita, mas mantêm aproximação com a esquerda.

Durante o debate, Fávaro questionou Medeiros sobre o histórico político dele e também citou Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente da chapa do candidato do PL. O senador lembrou que o pai de Balbinotti Filho, o ex-deputado federal Odílio Balbinotti, chegou a ser escolhido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o Ministério da Agricultura, em 2007, mas não assumiu o cargo.

Fávaro também questionou a trajetória partidária de Medeiros e provocou: “O senhor também é melancia? O senhor planta melancia?”. O candidato do PL respondeu dizendo que não se envergonha das posições que adotou ao longo da vida e criticou a menção ao pai de seu suplente, que morreu recentemente.

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Após o debate, Abilio afirmou que as provocações feitas pelo senador acabam atingindo o próprio Fávaro. O prefeito também criticou a aproximação do senador com o governo do presidente Lula e com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), fazendo referência à atuação de Fávaro no setor do agronegócio.

Abilio ainda ironizou a composição política ligada ao PT em Mato Grosso e citou nomes que disputam cargos nas eleições de 2026. As declarações fazem parte da disputa política entre os grupos que apoiam os diferentes candidatos ao Senado e ao Legislativo estadual.

Durante o debate, Medeiros também acusou Fávaro de ter se aproximado do MST depois de buscar apoio junto ao setor produtivo rural. Fávaro rebateu as críticas e afirmou que o debate deveria priorizar prestação de contas e discussão sobre atuação política, em vez de ataques e rótulos.

O confronto entre os dois candidatos foi um dos principais momentos do debate da TV Vila Real, que reuniu cinco concorrentes ao Senado por Mato Grosso e teve discussões sobre posicionamento político, governo federal, Supremo Tribunal Federal, agronegócio e atuação parlamentar.

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