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Irmãos Campos enfrentam Mauro e questionam aliança com Republicanos em cédula de votação

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Antes do início da votação da convenção do União Brasil, realizada nesta quinta-feira (30), na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em Cuiabá, um questionamento do deputado estadual Júlio Campos marcou os trabalhos e abriu um debate sobre os rumos do partido para as eleições de 2026.

A discussão começou após Júlio Campos contestar o pedido de registro de candidatura do ex-governador Mauro Mendes ao Senado Federal. Segundo o parlamentar, o documento apresentado por Mauro incluiu um trecho prevendo a possibilidade de o União Brasil realizar uma coligação com o Republicanos, condição que, na avaliação dele, não poderia ser apreciada junto com o registro da candidatura por não haver previsão no estatuto da legenda.

Durante a convenção, Júlio pediu a impugnação desse trecho do documento. Ele argumentou que uma eventual proposta de coligação deveria partir oficialmente da direção estadual do Republicanos e ser protocolada com antecedência mínima de três dias, procedimento que, segundo afirmou, não foi cumprido.

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Na sequência, Mauro Mendes pediu a palavra e rebateu os argumentos. O ex-governador afirmou que consultou previamente o diretório nacional do União Brasil e recebeu a orientação de que não há impedimento para que um filiado apresente a sugestão de uma possível coligação partidária.

Durante as discussões, os irmãos Júlio e Jayme Campos defenderam que os questionamentos apresentados fossem submetidos aos convencionais, para que eles próprios decidissem sobre a validade da proposta de eventual coligação com o Republicanos. Mauro Mendes, no entanto, afirmou que já havia um entendimento firmado sobre o tema, reiterou que não existe qualquer irregularidade no procedimento adotado e sugeriu que a decisão fosse apenas registrada em ata.

Diante da divergência, os irmãos Campos solicitaram que todos os questionamentos levantados durante a convenção constassem na ata dos trabalhos, resguardando eventual discussão jurídica futura sobre a deliberação.

Ao fim do debate, Mauro Mendes abriu oficialmente a votação. Os convencionais decidirão se o União Brasil lançará a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso ou se autorizará a possibilidade de uma coligação com o Republicanos para a disputa eleitoral de 2026. A votação seguirá até as 17h desta quinta-feira.

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‘Nunca vi o partido trair o partido’, dispara Dilmar sobre eventual aliança

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Vestindo uma camiseta estampada com a sigla Partido da Frente Liberal (PFL), legenda que deu origem ao atual União Brasil após uma série de fusões e mudanças de nome, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco classificou como uma “traição” a possibilidade de a legenda autorizar uma futura coligação com o Republicanos para as eleições de 2026, enquanto a sigla tem o nome do senador Jayme Campos como pretenso postulante ao Palácio Paiaguás.

Ao pedir a palavra, Dilmar afirmou que não pretendia discursar e chegou a pedir desculpas aos presentes, mas disse que não poderia permanecer em silêncio diante da discussão que se instalou durante a convenção. Em seguida, fez referência à trajetória histórica do partido e de suas antigas denominações.

“Eu até não ia falar, peço perdão a todos. Eu ia pegar o microfone antes, mas fiquei em silêncio. Eu nunca, na história do PFL, do PSL, nunca na história vi o partido traindo o partido. Eu nunca tinha visto”, iniciou.

A declaração foi feita logo após horas de debate sobre a proposta apresentada pelo ex-governador Mauro Mendes para que os convencionais também deliberassem sobre a possibilidade de uma futura coligação com o Republicanos, além da definição da candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso.

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A fala de Dilmar provocou resposta imediata de Mauro Mendes, que pediu a palavra para rebater a classificação de “traição”. O ex-governador afirmou que respeita o posicionamento do deputado e também do senador Jayme Campos, mas ponderou que a formação de alianças é uma decisão política legítima e recorrente na história da legenda.

“Com todo respeito, deputado, e você sabe do grande respeito que eu tenho por você e pelo senador Jayme Campos. Entretanto, um partido decidir apoiar outro é uma decisão política. O nosso partido, historicamente, por várias e várias vezes, decidiu apoiar candidatos de outras agremiações”, continuou.

Mauro também afirmou que não considera adequado classificar como traição os filiados que defendem uma composição política diferente da candidatura própria. “Eu não faria essa colocação. Dizer que quem está apoiando uma proposta de coligar com outro partido está cometendo traição não é salutar. Isso é uma opção política em função da conjuntura”, citou.

Na sequência, o ex-governador reforçou que alianças eleitorais fazem parte da trajetória das legendas que deram origem ao União Brasil, citando o antigo PFL e até mesmo a Arena como exemplos de partidos que, ao longo das décadas, apoiaram candidatos de outras siglas quando entenderam que isso era politicamente conveniente.

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“Desde o PFL, desde a Arena, há décadas esse partido fez a opção de apoiar outras agremiações partidárias. Isso aconteceu várias vezes”, finalizou.

Ao fim do debate, Mauro Mendes abriu oficialmente a votação. Os convencionais decidirão se o União Brasil lançará a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso ou se autorizará a possibilidade de uma coligação com o Republicanos para a disputa eleitoral de 2026. A votação seguirá até as 17h desta quinta-feira.

 

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