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Lúdio questiona Sema e governador sobre licença para garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, nesta quarta-feira (17), um requerimento do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) para que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e o governador do Estado encaminhem documentos e explicações sobre a licença ambiental concedida para garimpo ilegal nas bordas da Terra Indígena Sararé, na região Oeste. A exploração, com autorização da Sema, acontecia a 130 metros do território indígena e foi suspensa por decisão da Justiça Federal.

“Nós solicitamos informações sobre o processo de licenciamento ambiental que autorizou a atividade de pesquisa mineral em área localizada em terra indígena no Estado de Mato Grosso, a terra indígena Sararé, onde já há um problema gravíssimo de garimpo ilegal. Nós queremos informações sobre esse processo: que licenciamento foi feito, qual o tipo de licenciamento e para que tipo de atividade, porque há um risco de esse processo ser utilizado para esquentar ouro extraído ilegalmente dentro do território indígena”, apontou o deputado Lúdio Cabral.

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A TI Sararé, onde vive o povo Nambikwara – ou Katitãuhlu, tem território nos municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, além de ficar próxima de Pontes e Lacerda. A Sararé é a primeira no ranking de alertas de garimpo ilegal entre todas as terras indígenas do Brasil, com mais de três mil hectares devastados. A estimativa é de presença de cerca de cinco mil garimpeiros na região, com danos à subsistência dos indígenas e ao meio ambiente. Além disso, a Polícia Federal tem realizado operações contra a presença de uma facção criminosa no território.

Lúdio pediu que o governador e a Sema encaminhem cópia integral do processo administrativo que resultou na emissão da licença ambiental que autorizou a pesquisa mineral na área. Conforme noticiado pela imprensa, a Sema teria dispensado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), além de não realizar consulta aos indígenas, conforme prevê a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A resposta da Sema deve informar a modalidade da licença concedida, entre outras informações relacionadas.

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Outros documentos a serem informados são os registros administrativos da Sema sobre possíveis autos de infração, relatórios de fiscalização ou outros documentos oficiais que apontassem a existência de atividade garimpeira irregular ou clandestina na área antes da emissão da licença, já que foi noticiado um possível auto de infração anterior à concessão da licença.

Ao responder o requerimento, o governo precisa esclarecer se houve manifestação jurídica prévia da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) sobre a legalidade do licenciamento ambiental, e se foram realizados estudos técnicos para analisar expressamente a proximidade ou sobreposição da área do garimpo ao território dos Nambikwara. Em caso de ter havido manifestação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ou outros órgãos federais, no licenciamento, a Sema também deverá indicar o teor dessas manifestações, entre outras informações.

Fonte: ALMT – MT

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‘Nunca vi o partido trair o partido’, dispara Dilmar sobre eventual aliança

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Vestindo uma camiseta estampada com a sigla Partido da Frente Liberal (PFL), legenda que deu origem ao atual União Brasil após uma série de fusões e mudanças de nome, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco classificou como uma “traição” a possibilidade de a legenda autorizar uma futura coligação com o Republicanos para as eleições de 2026, enquanto a sigla tem o nome do senador Jayme Campos como pretenso postulante ao Palácio Paiaguás.

Ao pedir a palavra, Dilmar afirmou que não pretendia discursar e chegou a pedir desculpas aos presentes, mas disse que não poderia permanecer em silêncio diante da discussão que se instalou durante a convenção. Em seguida, fez referência à trajetória histórica do partido e de suas antigas denominações.

“Eu até não ia falar, peço perdão a todos. Eu ia pegar o microfone antes, mas fiquei em silêncio. Eu nunca, na história do PFL, do PSL, nunca na história vi o partido traindo o partido. Eu nunca tinha visto”, iniciou.

A declaração foi feita logo após horas de debate sobre a proposta apresentada pelo ex-governador Mauro Mendes para que os convencionais também deliberassem sobre a possibilidade de uma futura coligação com o Republicanos, além da definição da candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso.

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A fala de Dilmar provocou resposta imediata de Mauro Mendes, que pediu a palavra para rebater a classificação de “traição”. O ex-governador afirmou que respeita o posicionamento do deputado e também do senador Jayme Campos, mas ponderou que a formação de alianças é uma decisão política legítima e recorrente na história da legenda.

“Com todo respeito, deputado, e você sabe do grande respeito que eu tenho por você e pelo senador Jayme Campos. Entretanto, um partido decidir apoiar outro é uma decisão política. O nosso partido, historicamente, por várias e várias vezes, decidiu apoiar candidatos de outras agremiações”, continuou.

Mauro também afirmou que não considera adequado classificar como traição os filiados que defendem uma composição política diferente da candidatura própria. “Eu não faria essa colocação. Dizer que quem está apoiando uma proposta de coligar com outro partido está cometendo traição não é salutar. Isso é uma opção política em função da conjuntura”, citou.

Na sequência, o ex-governador reforçou que alianças eleitorais fazem parte da trajetória das legendas que deram origem ao União Brasil, citando o antigo PFL e até mesmo a Arena como exemplos de partidos que, ao longo das décadas, apoiaram candidatos de outras siglas quando entenderam que isso era politicamente conveniente.

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“Desde o PFL, desde a Arena, há décadas esse partido fez a opção de apoiar outras agremiações partidárias. Isso aconteceu várias vezes”, finalizou.

Ao fim do debate, Mauro Mendes abriu oficialmente a votação. Os convencionais decidirão se o União Brasil lançará a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso ou se autorizará a possibilidade de uma coligação com o Republicanos para a disputa eleitoral de 2026. A votação seguirá até as 17h desta quinta-feira.

 

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