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Fábio Garcia é apontado como um dos alvos centrais da operação da PF

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O deputado federal e ex-secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Fábio Garcia, é apontado como um dos “alvos centrais” da investigação da Polícia Federal, que resultou na Operação Heritage, deflagrada na manhã desta quinta-feira (5), e que busca esclarecer um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi S.A., que teria causado prejuízo estimado em R$ 308 milhões aos cofres públicos.

Segundo a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), Fábio é investigado dentro do chamado Núcleo Lotte Word FIDC, apontado pela Polícia Federal como uma das estruturas utilizadas para movimentação dos recursos provenientes do acordo.

“Na Petição 16.382 […] relatada pelo Ministro Flávio Dino, o Deputado Federal e ex-Secretário de Estado de Mato Grosso Fábio Paulino Garcia figura expressamente como um dos alvos centrais da investigação. Abaixo está o detalhamento do envolvimento de seu núcleo, a fundamentação do STF para mantê-lo sob investigação e as medidas judiciais impostas contra ele e seus familiares”, diz a decisão.

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A investigação aponta que os valores teriam circulado por uma cadeia de fundos de investimento antes de chegarem a outras estruturas financeiras. A decisão cita fundos como Lotte Word FIDC, Golden Bird FIDC, Silver Bird FIDC e Geonix 95 FIM, além do Venture Finance FIDC, identificado pelos investigadores como um ponto de convergência de recursos.

O ministro Flávio Dino manteve a investigação no STF em razão do foro por prerrogativa de função de Fábio Garcia, que exerce mandato de deputado federal. Na decisão, o magistrado afirmou que há conexão entre os fatos apurados envolvendo o parlamentar e os demais investigados, incluindo empresários, advogados e operadores financeiros.

Como parte das medidas autorizadas pelo Supremo, Fábio Garcia e pessoas ligadas ao núcleo investigado tiveram bens bloqueados de forma solidária até o limite do valor apontado como possível prejuízo ao erário, de R$ 308.123.595,50.

A decisão também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados e determinou medidas cautelares, como entrega de passaporte e restrição de contato com outros alvos da investigação.

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O STF destacou que as medidas fazem parte da fase de apuração e que a autorização das diligências não representa antecipação de culpa ou responsabilidade criminal dos investigados.

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Desembargador do TJMT é alvo da PF por suposto esquema de desvio de R$ R$ 308 milhões em contrato com a OI

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O desembargador Ricardo Gomes de Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), também seria um dos alvos da Operação Heritage, deflagrada na manhã de hoje (6) pela Polícia Federal (PF) em Cuiabá. A ação investiga um suposto esquema de desvio de mais de R$ 308 milhões relacionado a um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso, na antiga gestão de Mauro Mendes (União Brasil), e a empresa de telefonia OI.

Conforme apurado, os mandados de busca e apreensão também teriam sido cumpridos contra o magistrado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação tem como alvo o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), candidato ao Senado, e a esposa dele, Virginia Mendes (União Brasil), candidata a deputada federal, além de outros investigados. Ao todo, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

Em nota, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) esclareceu que: “Confia nas investigações da Polícia Federal e irá contribuir com tudo que for requerido. Aguarda com naturalidade o desdobramento da investigação, pois acredita que o caso será totalmente esclarecido.”  O Tribunal de Justiça informou que não recebeu nenhuma intimação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a operação e que não houve nenhum mandado cumprido nas dependências do Poder Judiciário.

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Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a suposta prática dos crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada. Além das buscas, foram determinadas medidas como bloqueio de bens, afastamento dos sigilos bancário e fiscal, recolhimento de passaportes e proibição de contato entre os investigados.

As investigações tiveram início após a análise de um acordo celebrado entre o Estado de Mato Grosso e a empresa OI, envolvendo a restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária. De acordo com a PF, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para desviar recursos públicos por meio de uma estrutura composta por fundos de investimento e empresas interpostas. O caso segue sob investigação.

 

Com informações do Repórter MT

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