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Abilio vê ‘hipocrisia’ em punição a infiéis do PL e ataca MDB; ‘vão expulsar deputados?’

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou a possibilidade de seu partido adotar a expulsão como medida radical contra prefeitos ou candidatos que estejam apoiando Otaviano Pivetta (Republicanos), na disputa do governo de Mato Grosso. A conduta contraria a orientação da própria sigla, que tem Wellington Fagundes como candidato.

Em entrevista à imprensa, Abilio citou a incoerência dentro do MDB, partido coligado com o PL nas eleições, com os deputados estaduais Thiago Silva e Dr. João, que declarou apoio a Pivetta, escanteando Fagundes.

“O MDB vai expulsar os candidatos dele que estão apoiando o Pivetta? Porque você tem o Thiago apoiando o Pivetta, você tem o Dr. João apoiando o Pivetta. São candidatos que têm grandes possibilidades de ser eleitos dentro do MDB e estão apoiando o candidato a governador de outro partido”, questionou, nesta quinta-feira (3).

Para o prefeito, não seria coerente o PL adotar punições contra seus integrantes enquanto outros partidos do arco de alianças toleram movimentos semelhantes. O MDB nunca comentou sobre penalidade aos infiéis.

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“Eu não acredito que deva tomar essa medida radicalizando apenas com o PL, enquanto os outros partidos que fazem parte do mesmo arco de aliança estão ali apoiando o outro lado e não têm nenhuma penalidade”, afirmou.

Abilio também chegou a afirmar que a própria presidente estadual do MDB, deputada Janaína Riva, que, segundo ele, apareceu em palanque ao lado de Pivetta, do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), entre outras lideranças ligadas ao grupo governista.

“Recentemente eu vi um vídeo, inclusive, da própria Janaína, acho que estava em Jaciara. Estava no mesmo palanque a Janaína, o Pivetta, o Max e etc. E eu acho que essa hipocrisia de fidelidade partidária tinha caído por terra ali naquele mesmo momento”, disparou.

Apesar das críticas, Abilio afirmou que não pretende rever sua própria decisão política de anunciar apoio a Pivetta, embora tenha figurado ao lado do governador durante a pré-campanha, ou caminhar com Fagundes.

“É claro que eu não vou tomar a mesma posição equivalente à que eles tomaram. Minha medida já foi tomada, minha decisão já foi tomada, meu posicionamento já foi tomado. Não vou voltar a ficar discutindo essa situação”, declarou.

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O prefeito ainda avaliou que a punição de expulsão seria exagerada e poderia produzir efeito contrário ao pretendido pelas siglas. Na avaliação de Abilio, pressão e ameaças não são estratégias capazes de garantir apoio político.

“Acredito que a penalidade de expulsar do partido seria muito radical e o próprio eleitor eu acho que não vai para esse rumo. Não é por imposição, não é por forçação, não é por obrigação. Você não conquista o voto de ninguém assim. E qualquer tipo de ameaça que você fizer sobre isso, você não vai conquistar o voto, você vai simplesmente perder mais apoiadores ainda”, afirmou.

 

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Taques volta a acusar Mauro Mendes e cobra explicações sobre suposto esquema envolvendo a Oi

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O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado pelo PSB, Pedro Taques, voltou a fazer acusações contra o também candidato ao Senado Mauro Mendes (União) durante uma transmissão nas redes sociais. Taques afirmou que documentos oficiais sustentariam as denúncias relacionadas à Operação Heritage, que apura uma suposta fraude envolvendo uma negociação tributária com a operadora Oi S.A. e possíveis prejuízos de R$ 308,1 milhões aos cofres públicos.

Durante a live, Taques afirmou que os valores teriam sido movimentados por meio de uma complexa estrutura financeira e voltou a citar supostas transferências para empresas ligadas à família de Mauro Mendes. Segundo ele, a operação teria utilizado fundos de investimento e movimentações realizadas por instituições financeiras para dificultar a identificação da origem dos recursos.

O ex-governador também questionou a forma como o acordo relacionado à dívida da Oi teria sido conduzido. Taques sustenta que os recursos teriam sido liberados em um curto período, sem respeitar a ordem constitucional dos precatórios.

“Em duas semanas o dinheiro foi redirecionado, pulando a fila dos precatórios”, afirmou.

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Taques citou ainda movimentações envolvendo empresas como Venture e Minerbrás e afirmou que teriam ocorrido empréstimos por meio de notas promissórias e, posteriormente, transferências para uma holding ligada à família do atual governador.

Segundo a acusação apresentada pelo candidato, parte dos recursos teria chegado a contas de familiares de Mauro Mendes, incluindo filhos do governador. Taques pediu que o adversário apresente documentos e extratos bancários para contestar as acusações.

“Você precisa ter coragem de vir a público mostrar esses extratos”, declarou.

Disputa política

As declarações ocorrem em meio à disputa eleitoral pelo Senado e foram acompanhadas de críticas de Taques à possibilidade de que as denúncias sejam interpretadas como uma estratégia eleitoral.

O ex-governador afirmou que começou a levantar informações sobre o caso ainda em novembro de 2024 e que as investigações relacionadas ao Banco Master teriam avançado posteriormente.

Taques também afirmou que o Ministério Público de Mato Grosso mantém procedimentos relacionados às denúncias apresentadas por ele e cobrou providências das autoridades responsáveis pela apuração.

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Mauro Mendes, por sua vez, nega as acusações feitas pelo adversário e afirma que as informações apresentadas por Taques são falsas. O governador também sustenta que o acordo envolvendo a Oi foi legal e que órgãos de controle do Estado atestaram a regularidade da operação.

Até o momento, as acusações apresentadas por Taques permanecem sob apuração pelas autoridades competentes. A existência de investigação ou procedimento não significa, por si só, comprovação de crime ou responsabilidade dos citados.

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