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Taques volta a acusar Mauro Mendes e cobra explicações sobre suposto esquema envolvendo a Oi

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O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado pelo PSB, Pedro Taques, voltou a fazer acusações contra o também candidato ao Senado Mauro Mendes (União) durante uma transmissão nas redes sociais. Taques afirmou que documentos oficiais sustentariam as denúncias relacionadas à Operação Heritage, que apura uma suposta fraude envolvendo uma negociação tributária com a operadora Oi S.A. e possíveis prejuízos de R$ 308,1 milhões aos cofres públicos.

Durante a live, Taques afirmou que os valores teriam sido movimentados por meio de uma complexa estrutura financeira e voltou a citar supostas transferências para empresas ligadas à família de Mauro Mendes. Segundo ele, a operação teria utilizado fundos de investimento e movimentações realizadas por instituições financeiras para dificultar a identificação da origem dos recursos.

O ex-governador também questionou a forma como o acordo relacionado à dívida da Oi teria sido conduzido. Taques sustenta que os recursos teriam sido liberados em um curto período, sem respeitar a ordem constitucional dos precatórios.

“Em duas semanas o dinheiro foi redirecionado, pulando a fila dos precatórios”, afirmou.

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Taques citou ainda movimentações envolvendo empresas como Venture e Minerbrás e afirmou que teriam ocorrido empréstimos por meio de notas promissórias e, posteriormente, transferências para uma holding ligada à família do atual governador.

Segundo a acusação apresentada pelo candidato, parte dos recursos teria chegado a contas de familiares de Mauro Mendes, incluindo filhos do governador. Taques pediu que o adversário apresente documentos e extratos bancários para contestar as acusações.

“Você precisa ter coragem de vir a público mostrar esses extratos”, declarou.

Disputa política

As declarações ocorrem em meio à disputa eleitoral pelo Senado e foram acompanhadas de críticas de Taques à possibilidade de que as denúncias sejam interpretadas como uma estratégia eleitoral.

O ex-governador afirmou que começou a levantar informações sobre o caso ainda em novembro de 2024 e que as investigações relacionadas ao Banco Master teriam avançado posteriormente.

Taques também afirmou que o Ministério Público de Mato Grosso mantém procedimentos relacionados às denúncias apresentadas por ele e cobrou providências das autoridades responsáveis pela apuração.

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Mauro Mendes, por sua vez, nega as acusações feitas pelo adversário e afirma que as informações apresentadas por Taques são falsas. O governador também sustenta que o acordo envolvendo a Oi foi legal e que órgãos de controle do Estado atestaram a regularidade da operação.

Até o momento, as acusações apresentadas por Taques permanecem sob apuração pelas autoridades competentes. A existência de investigação ou procedimento não significa, por si só, comprovação de crime ou responsabilidade dos citados.

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Política MT

Maurício Coelho propõe “choque de poder de compra”

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Candidato do Mobiliza quer usar produção, energia, fertilizantes e política tributária para reduzir custos de alimentação, combustível e moradia

Visando reduzir os custos no orçamento mensal das famílias mato-grossenses, o candidato ao governo de Mato Grosso, Maurício Coelho (Mobiliza), propõe, em seu plano de governo, uma espécie de “choque de poder de compra”.

Entre as propostas estão a criação de uma cadeia mato-grossense de fertilizantes, com prioridade para o Hub de Fertilizantes de Cáceres, e a criação de acordos que condicionem benefícios públicos a contrapartidas de abastecimento interno e redução de preços.

“O Estado produz soja, milho, carne e etanol em escala nacional. Mesmo assim, sua população paga caro para comer e para se deslocar. O problema não está na falta de produção. É preciso viabilizar estratégias que descole o preço externo do preço interno”, afirma.

Mato Grosso é o maior produtor agropecuário do país, com um Valor Bruto da Produção (VBP) estimado em R$ 216 bilhões em 2026, segundo o Ministério da Agricultura. O Estado também deve colher 51,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, de acordo com a Conab. Apesar da força do campo, o consumidor mato-grossense ainda enfrenta um dos maiores custos de alimentação do país.

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Em julho, Cuiabá registrou a segunda cesta básica mais cara entre as capitais pesquisadas pelo Dieese, com valor de R$ 881,27. O preço acumulava alta de 8,33% em 12 meses.

Para Maurício, a discussão sobre desenvolvimento precisa chegar ao orçamento das famílias. “Não basta aumentar a renda se o preço de tudo aumenta junto. Nosso objetivo é fazer a riqueza de Mato Grosso aparecer onde ela precisa aparecer primeiro: na mesa e no tanque das famílias mato-grossenses.”

*Revisão das renúncias*

Coelho também criticou o volume de recursos destinado pelo Estado a renúncias fiscais e defendeu uma revisão da política de concessão, com o objetivo de direcionar recursos para atividades que, segundo ele, tenham maior capacidade de gerar desenvolvimento econômico dentro de Mato Grosso.

“Nós criamos um Estado com um ‘bolsão’ de privilégios, e isso tem que ser desmontado. Por isso, no meu plano de governo, vamos acabar com esses privilégios e colocar isso a serviço da economia local”, declarou.

Segundo o candidato, as renúncias fiscais estaduais chegam a quase R$ 15 bilhões. Ele defende que a política de incentivos seja reavaliada para verificar quais benefícios efetivamente geram retorno econômico e social para a população.

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“A gente precisa discutir para onde está indo o dinheiro público e qual retorno ele está trazendo para a sociedade. Mato Grosso tem uma economia forte, mas precisamos fazer com que essa força também seja sentida na vida das pessoas. Vou reduzir as renúncias aos barões, para fazer o maior corte tributário da história à população”, concluiu.

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