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POLÍCIA

Justiça mantém preso acusado de matar colega de trabalho com faca e pauladas

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A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva de Amarildo do Prado, acusado de matar o colega de trabalho Mario Alexander Rojas Caballero, 45, e enterrar o corpo em uma cova rasa em um estacionamento no bairro Baú, em Cuiabá. O crime aconteceu no sábado (23), mas só foi descoberto nessa segunda-feira (25). Ele confessou o crime à Polícia Civil e foi preso em flagrante.

A decisão foi assinada pelo juiz plantonista Moacir Rogério Tortato, nesta terça-feira (26), que considerou presentes os requisitos legais para manter o suspeito preso pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

“Segundo a autoridade policial, entendeu que a ocultação de cadáver se trata de crime permanente, cuja consumação se protrai no tempo, remanescendo, assim, a persistência do estado de flagrância”, diz trecho da decisão.

O juiz também apontou a gravidade concreta do caso e citou a existência de uma execução penal em curso contra o suspeito, indicando possível reincidência criminal.

 

“Além da gravidade concreta do fato, apta a vulnerar a ordem pública, observa também a existência de execução penal em curso, na qual, em tese, ainda haveria pena a ser cumprida pelo ora apresentado, circunstância que revela renitência delitiva e reiteração criminosa”, afirmou.

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A decisão não detalha crime anterior ao qual o acusado responde.

 

O caso 

Conforme as investigações, Mario foi encontrado parcialmente enterrado na tarde de segunda-feira (25), após policiais serem acionados por uma denúncia sobre um pé humano visível em uma área de obra no estacionamento.

O suspeito, que trabalhava no mesmo local da vítima e mantinha desavenças frequentes com ela, passou a ser monitorado após comparecer ao trabalho com um hematoma no rosto, alegando ter sido vítima de roubo.

Na saída da delegacia, Amarildo ainda chegou a afirmar que foi por legítima defesa. “Foi acerto de contas porque era eu ou era ele. Ele me ameaçou de morte e eu matei”.

 

Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime aos investigadores e demonstrou a dinâmica do homicídio no local.

 

O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

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Foragido, empresário trocava de carros para despistar a polícia em Cuiabá

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O empresário do ramo da construção civil Rogério da Silva Amorim, condenado a 20 anos de prisão pela morte da adolescente Maiana Mariano Vilela, trocava constantemente de carros e utilizava veículos com vidros totalmente escurecidos para tentar despistar a Polícia Civil enquanto era procurado pela Justiça em Cuiabá. Ele foi preso na manhã desta terça-feira (10), na saída do condomínio de luxo Florais do Vale, na região do Ribeirão do Lipa, após meses de monitoramento da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo o delegado Bruno Abreu, após a expedição do mandado de prisão decorrente da condenação, as equipes iniciaram uma força-tarefa para localizar o empresário, que mudava frequentemente de veículo para dificultar a identificação.

“A gente está mais ou menos quatro meses atrás dele. Baseado no processo judicial, nós descobrimos o endereço dele. Era uma pessoa que constantemente trocava de carros para despistar a nossa equipe e, na manhã de hoje, a gente conseguiu identificar o carro dele por fontes sigilosas e conseguimos fazer a prisão na saída do condomínio dele”, afirmou o delegado.

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De acordo com Bruno Abreu, os investigadores decidiram não entrar no condomínio e aguardaram um momento considerado mais seguro para realizar a abordagem. “Ele saiu de carro do condomínio. A gente optou por não entrar no condomínio, esperou um momento mais oportuno para nós, porque a gente considera mais seguro, sem efeito colateral, e abordamos ele de carro. Ele não reagiu nem nada, foi uma prisão bem tranquila”, disse.

Ainda segundo o delegado, Rogério sabia que estava sendo procurado e já adotava estratégias para evitar a prisão.

“Não tenho dúvida. Uma pessoa que praticou um homicídio, foi condenada a 20 anos, ela sabe exatamente os dias que sai mandado. Então, ela já passa a tentar fazer com que não seja presa”, declarou.

Bruno Abreu também explicou que a polícia já monitorava o empresário antes mesmo da expedição oficial do mandado.

“A gente já sabia que ia sair o mandado, então já ficamos no encalço dele. Saiu o mandado, a gente intensificou essas buscas. Então, o que não causou a prisão dele antes foi a expedição do mandado. A gente precisa da expedição do mandado”, pontuou.

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Condenado em 2016, Rogério Amorim responde pela morte de Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, assassinada em dezembro de 2011. Conforme as investigações, o crime teria sido motivado por um relacionamento extraconjugal entre o empresário e a adolescente.

Os restos mortais da vítima foram encontrados apenas em maio de 2012, enterrados em uma chácara na região da Ponte de Ferro, no Coxipó do Ouro. Segundo o processo, dois homens teriam executado o crime mediante pagamento de R$ 5 mil.

De acordo com a denúncia, Rogério e a esposa dele, Calisangela Moraes de Amorim, foram apontados como mandantes do assassinato. A investigação revelou que, no dia do crime, Maiana foi atraída até o local sob o pretexto de entregar dinheiro a um chacareiro.

Após a prisão, Rogério foi encaminhado para audiência de custódia e deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

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