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elas e o agro

“Elas e o Agro” lança seu 4º volume em celebração à força feminina no agronegócio

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A obra “Elas e o Agro – Histórias que Transformam” chega ao seu quarto volume destacando o protagonismo de mulheres que atuam em diferentes frentes do agronegócio. Idealizado por Vanice Marques, mentora, palestrante e consultora, o livro reúne 18 novos relatos.

O movimento iniciou em 2020 e desde então somam-se 70 histórias de superação. Mulheres de 12 estados brasileiros atuam em segmentos variados, como pecuária, agricultura, agroindústria, fruticultura, desenvolvimento humano, inovação e tecnologia, que escrevem a história das famílias no agro brasileiro.

Com vasta experiência, Vanice Marques imprime na obra sua capacidade de conectar pessoas, negócios e destinos de forma inovadora. “Elas e o Agro” valoriza a visão feminina no campo, trazendo ao público exemplos inspiradores de produtoras rurais, consultoras, comunicadoras, empresárias, advogadas, pecuaristas e profissionais que impulsionam o setor no Brasil. “Antes de escrever, algumas se rejeitam, diminuem suas histórias, não se sentem merecedoras. Depois que escrevem, enxergam o quanto já fizeram e contribuíram com o agronegócio — e o quanto é sagrado produzir alimentos. Este não é só um projeto para mim. É uma missão de vida: elas descobrirem seus propósitos e se conectarem com o que há de mais puro — o divino dentro de cada uma delas.” afirma Vanice.

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A capa desta edição foi concebida pela artista mato-grossense Bia Pinheiro, que retrata a lida da mulher no campo e sua valorização no agronegócio.

O lançamento acontece em 30 de maio de 2026, das 19h às 20h, durante o Green Farm no espaço Fazenda Rosa no Parque Novo Mato Grosso em Cuiabá MT. A programação inclui recepção dos convidados com música ambiente, uma cerimônia com as coautoras e autoridades, além de uma sessão de autógrafos com muito networking e troca de experiências.

O evento conta ainda com o respaldo da Editora Kelps, reconhecida como uma das maiores casas editoriais do país.


Sobre o Green
Farm

A Green Farm é a feira de agronegócios que movimenta a capital mato-grossense. Cuiabá, além de ser a capital, é o centro político e financeiro do estado referência na agropecuária do país: Mato Grosso. É em Cuiabá que muitas decisões políticas, financeiras e estratégicas são tomadas. Decisões que impactam dentro da porteira. Por isso, a Green Farm é uma grande feira de negócios do agro que reúne outros importantes eventos de assuntos variados e voltados para diferentes públicos e no incentivo a iniciativas como o livro “Elas e o Agro”.

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Conheça as coautoras
desse volume.

Adenísia Garcia, Adriane Dantas, Aline Geller, Aline Ribeiro, Angélica Jordão, Cassiane F. Rigon, Claudirene Piaia, Elaine Silva, Flávia Albaneze, Heloísa Barbosa, Idália Francisca, Lívia Borges, Lúcia Bensi, Lúcia Bortolozzo, Michelle Morais, Natália Martins, Natasha Slhessarenko e Patrícia Barili.

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AGRONEGÓCIO

Ação do MPT na Justiça Federal pede proibição do glifosato em todo o País

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou na sexta-feira (22.05) uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a União pedindo a proibição imediata, em todo o território nacional, de produtos à base de glifosato. O composto é o herbicida mais comercializado no Brasil e o principal insumo utilizado no manejo de pragas nas safras de grãos, cana-de-açúcar e culturas perenes.

Por se tratar de uma ação proposta por um órgão de abrangência federal contra a União e uma autarquia regulatória, o processo tramita na Justiça Federal de Brasília. Uma eventual decisão favorável ao pedido terá efeito imediato sobre todo o território nacional, afetando diretamente as regras de comercialização em todos os estados produtores.

A petição exige o cancelamento de todos os registros vigentes e veda novas autorizações para produção, importação, comercialização e uso da substância e de seus derivados. Caso a Justiça Federal acate o pedido, a Anvisa e a União terão um prazo de transição de até 180 dias para aplicar o banimento, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. Representantes do setor produtivo apontam risco de impacto financeiro sobre o Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário e na competitividade das commodities brasileiras.

Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmam o volume do uso do defensivo no País: o glifosato lidera o ranking de ingredientes ativos mais vendidos no mercado doméstico, com 231,9 mil toneladas comercializadas no último ano consolidado.

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Especialistas em agronomia afirmam que a retirada do princípio ativo geraria dificuldades técnicas no controle de plantas daninhas no sistema de plantio direto. O argumento do setor é que as alternativas químicas disponíveis hoje na indústria possuem custo superior, demandam maior número de aplicações e registram menor eficácia em lavouras geneticamente modificadas, o que elevaria o custo de produção.

O MPT fundamenta o pedido no princípio da precaução, apresentando relatórios sobre riscos à saúde ocupacional de trabalhadores rurais e contaminação de mananciais de água potável. A peça jurídica cita a classificação de 2015 da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que enquadrou o herbicida como “provavelmente carcinogênico para humanos”.

O órgão também aponta a recente retratação acadêmica de um artigo científico do ano 2000 que atestava a inocuidade do produto, alegando que houve quebra de integridade na publicação original.

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A Anvisa mantém o parecer de sua última reavaliação oficial do ativo, na qual concluiu que o glifosato não preenche os critérios legais para proibição total no mercado brasileiro. A agência optou por manter a liberação do ingrediente, mas estabeleceu restrições de dispersão e novos parâmetros de referência toxicológica para a proteção dos trabalhadores que manejam o produto no campo.

A disputa amplia a pressão jurídica sobre empresas do setor químico, com destaque para a alemã Bayer, detentora da marca Roundup, que enfrenta processos semelhantes nos Estados Unidos movidos por trabalhadores que alegam ter desenvolvido linfoma não-Hodgkin após exposição crônica ao produto. A companhia defende a segurança do defensivo quando utilizado de acordo com as instruções da bula.

No Brasil, o embate nacional soma-se a ações regionais movidas pelo Ministério Público em estados como Mato Grosso, maior produtor de grãos do País. Entidades como a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) contestam as tentativas de restrição, apontando falta de alternativas exequíveis no curto prazo.

Fonte: Pensar Agro

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