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CUIABÁ

BILHETE PREMIADO

PF e Receita Federal desarticulam esquema de lavagem de dinheiro em lotéricas de VG

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Nesta quarta-feira (6), a Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal deflagrou a Operação Bilhete Premiado, visando desarticular um grupo criminoso que utilizava casas lotéricas para lavagem de dinheiro em municípios de Mato Grosso, incluindo Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda.

De acordo com as investigações, foram cumpridos 10 mandados judiciais de busca e apreensão, além do bloqueio de bens móveis e imóveis no valor total de até R$ 106 milhões, expedidos pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso. O grupo utilizava as casas lotéricas para ocultar a origem ilícita de lucros obtidos em atividades criminosas, como corrupção e tráfico de drogas.

Alguns dos investigados já haviam sido alvo de operações anteriores da Polícia Federal, como a Operação Ararath, que investigou o “mensalinho” de integrantes da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, e a Operação Hybris, que visava coibir a distribuição de drogas na região de fronteira com a Bolívia, em esquema de tráfico internacional de cocaína.

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Durante as investigações, foram identificados depósitos de milhões de reais em espécie, valores incompatíveis com o patrimônio declarado pelos depositantes. O esquema de lavagem de dinheiro incluía saques dos valores no mesmo dia ou nos dias seguintes aos depósitos, visando dificultar o rastreamento pelas autoridades.

De acordo com a PF, os valores se originam de tráfico internacional de drogas e corrupção — Foto: Polícia Federal

De acordo com a PF, os valores se originam de tráfico internacional de drogas e corrupção — Foto: Polícia Federal

A apreensão de bens e valores segue as diretrizes de descapitalização do crime organizado, contribuindo para a completa identificação dos envolvidos e beneficiários da lavagem de capitais. O crime de lavagem de bens, direitos e valores, previsto na Lei 9.613/98, pode resultar em pena de reclusão de 3 a 10 anos, além de multa.

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POLÍCIA

Justiça mantém preso acusado de matar colega de trabalho com faca e pauladas

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A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva de Amarildo do Prado, acusado de matar o colega de trabalho Mario Alexander Rojas Caballero, 45, e enterrar o corpo em uma cova rasa em um estacionamento no bairro Baú, em Cuiabá. O crime aconteceu no sábado (23), mas só foi descoberto nessa segunda-feira (25). Ele confessou o crime à Polícia Civil e foi preso em flagrante.

A decisão foi assinada pelo juiz plantonista Moacir Rogério Tortato, nesta terça-feira (26), que considerou presentes os requisitos legais para manter o suspeito preso pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

“Segundo a autoridade policial, entendeu que a ocultação de cadáver se trata de crime permanente, cuja consumação se protrai no tempo, remanescendo, assim, a persistência do estado de flagrância”, diz trecho da decisão.

O juiz também apontou a gravidade concreta do caso e citou a existência de uma execução penal em curso contra o suspeito, indicando possível reincidência criminal.

 

“Além da gravidade concreta do fato, apta a vulnerar a ordem pública, observa também a existência de execução penal em curso, na qual, em tese, ainda haveria pena a ser cumprida pelo ora apresentado, circunstância que revela renitência delitiva e reiteração criminosa”, afirmou.

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A decisão não detalha crime anterior ao qual o acusado responde.

 

O caso 

Conforme as investigações, Mario foi encontrado parcialmente enterrado na tarde de segunda-feira (25), após policiais serem acionados por uma denúncia sobre um pé humano visível em uma área de obra no estacionamento.

O suspeito, que trabalhava no mesmo local da vítima e mantinha desavenças frequentes com ela, passou a ser monitorado após comparecer ao trabalho com um hematoma no rosto, alegando ter sido vítima de roubo.

Na saída da delegacia, Amarildo ainda chegou a afirmar que foi por legítima defesa. “Foi acerto de contas porque era eu ou era ele. Ele me ameaçou de morte e eu matei”.

 

Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime aos investigadores e demonstrou a dinâmica do homicídio no local.

 

O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

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