Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CUIABÁ

POLÍCIA

Desembargador é condenado a 2 meses de prisão por espancar ex-esposa

Publicado em

A Justiça de Mato Grosso condenou o desembargador aposentado compulsoriamente, Evandro Stábile, a 2 meses e 4 dias de prisão por agredir a ex-esposa. A pena deverá ser cumprida em regime semiaberto. A sentença foi proferida nessa segunda-feira (5) pela 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e assinada pela juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges. À defesa cabe recurso.

De acordo com a decisão, os crimes ocorreram nos dias 6 e 7 de setembro de 2022, tendo como vítima Silvana de Farias. Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPMT), Evandro espancou a ex-companheira com socos, dentro da residência do casal e, no dia seguinte, passou a ameaçá-la com mensagens e declarações intimidatórias, prometendo fazer mal a ela e ao filho.

 

“A vítima relatou que após o rompimento, Evandro enviou várias mensagens de ameaça, prometendo difamá-la na mídia e ameaçando o filho, mencionando ter conhecido ‘bandidos’ na cadeia”, diz trecho da decisão.

 

Durante a instrução, a magistrada ressaltou que o caso deveria ser analisado sob perspectiva de gênero, conforme determina a Lei Maria da Penha, destacando que crimes de violência doméstica geralmente ocorrem sem testemunhas diretas. Na sentença, a juíza atribuiu especial relevância à palavra da vítima, considerada firme, coerente e compatível com os demais elementos de prova reunidos no processo.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre 30 mandados contra facção criminosa

 

A defesa negou as acusações, alegando ausência de provas materiais e de exame de corpo de delito. No entanto, o Judiciário entendeu que, no caso da contravenção penal de vias de fato, não é exigida prova pericial, sendo suficiente a comprovação da agressão física sem resultado lesivo. Em relação ao crime de ameaça, a sentença destacou que não é necessária a concretização do mal prometido, bastando que a conduta seja capaz de gerar medo e abalo psicológico, o que ficou demonstrado nos autos.

 

“Do mesmo modo, a tentativa de desqualificar as mensagens ameaçadoras sob o argumento de ausência de perícia técnica não se sustenta, uma vez que as ameaças não se amparam exclusivamente em prova digital, mas sobretudo no depoimento firme e coerente da vítima, corroborado pelo contexto fático e pela imediata busca de proteção estatal”, destacou a juíza.

Na dosimetria da pena, Stábile foi condenado a 2 meses e 4 dias de prisão, a serem cumpridos em regime semiaberto, levando em conta a reincidência e o fato de os crimes terem sido praticados no contexto da violência doméstica.

Leia Também:  Câmeras revelam ação de sequestradores que fizeram família refém

A Justiça também fixou indenização mínima de R$ 2 mil à vítima, a título de reparação por danos morais, diante do sofrimento psicológico comprovado.

A sentença ainda afastou a possibilidade de substituição da pena por medidas alternativas, com base em entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, que veda esse benefício em casos enquadrados na Lei Maria da Penha.

 

Advertisement

POLÍCIA

Filho de ex-governador pega 36 anos de cadeia por matar a ex e namorado dela em Cuiabá

Published

on

Filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), Carlos Alberto Bezerra foi condenado a 36 anos de prisão pelos assassinatos de Thays Machado e Willian Moreno, mortos a tiros em janeiro de 2023, em Cuiabá. O julgamento pelo Tribunal do Júri foi realizado nesta sexta-feira (31), após sucessivos adiamentos.

O Conselho de Sentença reconheceu que Carlos cometeu homicídio qualificado contra Thays por motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

Em relação à morte de Willian Moreno, os jurados o condenaram por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ao proferir a sentença, a juíza Mônica Perri Siqueira negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e determinou a execução imediata da pena, mantendo sua prisão.

Durante o interrogatório, Carlos confessou os assassinatos e afirmou estar arrependido. Apesar disso, alegou ter agido em legítima defesa, embora as investigações apontem que as vítimas estavam desarmadas.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre 30 mandados contra facção criminosa

Em depoimento, ele também falou sobre o relacionamento de três anos e sete meses que manteve com Thays. Disse que a relação era “muito boa”, apesar das constantes crises, e afirmou que os dois planejavam se casar e que pretendia registrar a filha dela. Segundo o réu, o fim definitivo do namoro ocorreu durante o réveillon de 2022, após uma sequência de discussões motivadas por ciúmes.

O crime

Thays Machado e o então namorado, Willian Moreno, foram mortos a tiros na tarde de 18 de janeiro de 2023, em frente ao condomínio Solar Monet, onde mora a mãe de Thays, em Cuiabá.

De acordo com a investigação, Carlos Alberto Bezerra, inconformado com o fim do relacionamento, perseguia a ex-companheira e mantinha um sistema no qual registrava sua rotina.

Imagens de câmeras de segurança mostram o acusado chegando ao local em um Renault Kwid. Após passar em frente ao prédio, ele dá marcha à ré, aproxima o veículo das vítimas e efetua mais de dez disparos. Thays e Willian foram atingidos por três tiros cada e morreram ainda no local.

Leia Também:  Câmeras revelam ação de sequestradores que fizeram família refém

Após o crime, Carlos fugiu e acabou preso poucas horas depois em uma fazenda da família, no município de Campo Verde.

Continue Reading

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA