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CUIABÁ

PRIMEIRA ETAPA

Obras no Portão do Inferno começam nesta quarta sem bloqueios

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As obras na região do Portão do Inferno, na MT-251 (Cuiabá-Chapada dos Guiamrães), irão começar nesta quarta-feira (28) com ações de cercamento do local, afugentamento da fauna e resgate da flora.

Essas ações atendem às condicionantes ambientais exigidas para a obra e não exigem a utilização de máquinas pesadas.

Por isso, não estão previstas interdições totais da rodovia, nesta primeira fase da obra.

 

Mesmo assim, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) orienta os motoristas a redobrar a atenção e diminuir a velocidade no trecho, devido à movimentação no entorno da pista, inclusive de animais.

O afugentamento da fauna consiste na retirada de animais que possam estar na região onde serão realizadas as obras.

É feita uma varredura no local, com a instalação de barreiras para direcionar a saída dos animais para outros locais.

O trabalho é feito por profissionais especializados, com a utilização de avisos sonoros.

Eventualmente, alguns animais podem ser transferidos para outras regiões.

Já o resgate da flora consiste na coleta de material de algumas espécies vegetais específicas, para que elas sejam transferidas e replantadas em outros locais fora da área que passará por interferência.

A retirada de animais e espécies vegetais do local é uma das condicionantes ambientais da obra, exigências dos órgãos federais ambientais, como Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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Em virtude desse trabalho, a Sinfra-MT pede aos motoristas que respeitem a sinalização.

As ultrapassagens em todo trecho são proibidas e o limite máximo de velocidade permitido e sinalizado no local é de 40 km/h.

Após a realização desse trabalho, será iniciada a supressão da vegetação do local.

O trabalho será realizado de forma manual, também sem a necessidade de bloqueios na rodovia.

Desta forma, a previsão é que durante os primeiros 15 dias da obra não haja bloqueios.

A Sinfra-MT deve atualizar o cronograma de forma quinzenal.

BLOQUEIOS NA RODOVIA – Após a conclusão da supressão vegetal e da implantação do caminho de serviço, é que deve começar a retirada do maciço rochoso do Portão do Inferno.

Com o início dessa etapa, será necessário realizar bloqueios totais no trecho do Portão do Inferno na MT-251, como forma de garantir a segurança necessária para a execução dos serviços.

As informações sobre os bloqueios serão divulgadas pela Sinfra-MT com pelo menos uma semana de antecedência, sendo que não haverá interdições nos sábados e domingos.

Da mesma forma, a rodovia não será fechada no período entre às 18h e as 06h, durante a semana.

ROTAS DE DESVIO – Durante os períodos em que o trecho do Portão do Inferno estiver fechado, a MT-251 seguirá aberta para motoristas que queiram se deslocar entre Cuiabá e o balneário da Salgadeira, assim como entre Chapada dos Guimarães e a região da Mata Fria.

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Haverá duas rotas para quem precisar fazer o deslocamento entre Cuiabá e Chapada, durante os períodos de fechamento da rodovia.

A primeira delas é o caminho que sai de Cuiabá até Campo Verde (140 km a Leste), passando pela BR-163/364/070 e, depois de Campo Verde, até Chapada dos Guimarães pela MT-251.

Este trecho é completamente asfaltado e tem uma extensão aproximada de 203 quilômetros, totalmente asfaltada.

A outra rota é seguir pela MT-251 até a rotatória com a MT-351, a estrada que dá acesso ao Lago de Manso.

A partir de então, é preciso seguir por 49 km até a MT-246, que dá acesso ao Distrito de Água Fria.

Chegando ao distrito, é preciso seguir pela MT-020 até Chapada dos Guimarães.

Esta rota tem aproximadamente 140 km, sendo que 33 km da MT-246 encontram-se atualmente em obras para o asfaltamento.

Até o fim do ano, a expectativa é que pelo menos 25 km já estejam asfaltados, garantindo condições para o trânsito de veículos.

VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA – Durante todo o período de execução das obras, o trânsito na MT-251 será permitido para veículos de emergência, como ambulâncias transportando pacientes e viaturas da segurança pública, como Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, atendendo ocorrências.

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CIDADES

Politec confirma que avião que caiu em Água Boa levava brasileiro e dois paraguaios

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou nesta segunda-feira (14) que os três ocupantes da aeronave de pequeno porte que caiu na Fazenda Santa Rita, em Água Boa (a 625 km de Cuiabá), são um brasileiro e dois paraguaios.

Segundo a Politec, o órgão já iniciou contato com os familiares das vítimas, inclusive no Paraguai, para viabilizar a coleta de material genético necessário ao processo de identificação. Os nomes dos ocupantes serão divulgados somente após a conclusão dos exames periciais.

Devido às condições dos corpos, que foram carbonizados no incêndio provocado pela queda, o material foi encaminhado para a Diretoria Metropolitana da Politec, em Cuiabá. A equipe trabalha na organização do recebimento das amostras de referência dos familiares para realização do confronto genético.

O acidente aconteceu na manhã da última quinta-feira (10), por volta das 8h30, em uma área rural de Água Boa. A aeronave, um Cessna 402B, de prefixo N401NA, caiu quase na vertical, conforme levantamento preliminar realizado no local com auxílio de drones. Não foram identificados, até o momento, indícios de tentativa de pouso forçado.

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O impacto provocou um incêndio de grandes proporções, que destruiu a aeronave. Os três ocupantes foram encontrados entre os destroços, nas partes dianteira e traseira do avião.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas às 8h49 e seguiram para a Fazenda Santa Rita. No local, os militares encontraram a aeronave em chamas e iniciaram o combate ao incêndio. Após a extinção das chamas, os corpos foram localizados no interior dos destroços.

A área foi isolada pela Polícia Militar e, posteriormente, equipes da Polícia Civil e da Politec realizaram os primeiros levantamentos periciais.

A Polícia Civil também apura a rota e a procedência do voo, que teria decolado de Goiânia (GO), além das circunstâncias que levaram à queda. Inicialmente, não foi possível confirmar o plano de voo, a origem e o destino da aeronave. Nenhuma substância ilícita foi encontrada na área do acidente.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi comunicado e deverá participar dos trabalhos complementares para esclarecer as causas da queda.

Histórico da aeronave

O Cessna envolvido no acidente possui histórico relacionado a uma apreensão de drogas realizada pela Polícia Federal em Goiânia, em dezembro de 2017.

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Na ocasião, os agentes encontraram 67 kg de cocaína escondidos no assoalho da aeronave. Durante as buscas, foram localizados outros 13 kg em uma das asas e 11 kg na outra, totalizando 91 kg de entorpecentes.

Dois irmãos gêmeos espanhóis foram presos durante a operação. Segundo informações divulgadas à época, eles estavam em um hangar de um aeródromo às margens da GO-070 e alegaram à Polícia Federal desconhecer a existência da droga escondida no avião.

Aeronave foi levada a leilão

Após a apreensão, o avião passou a integrar o histórico de bens relacionados à investigação. Em dezembro de 2023, o Cessna 402B, número de série 402B0035 e prefixo N401NA, foi colocado em leilão eletrônico.

Fabricada em 1970, a aeronave tinha lance inicial de R$ 90 mil. Os registros do leilão mantinham as mesmas características do avião apreendido pela Polícia Federal em 2017.

As circunstâncias do voo que terminou na queda em Água Boa e a eventual relação da aeronave com atividades anteriores são agora analisadas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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