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NOVAS REVELAÇÕES

Caso Cristiane: testemunha relata encontro com o assassino minutos após o crime

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A investigação do brutal assassinato da advogada Cristiane Castrillon continua revelando detalhes chocantes do caso. Segundo informações da Delegacia de Homicídios, cerca de 30 minutos após o ex-policial militar Almir Monteiro deixar o corpo de Cristiane no Parque das Águas, ele foi flagrado em um novo encontro amoroso na casa onde cometeu o crime. A testemunha desse novo encontro afirmou que desconhecia o ocorrido e agradeceu à polícia, revelando que poderia ter sido mais uma vítima de Almir.

A testemunha, que desempenhou um papel crucial no caso, contou que conheceu o agressor por meio de um aplicativo de relacionamento e que estava em seu terceiro encontro com ele. Seu depoimento foi fundamental para a compreensão da forma como Almir atuava e os métodos que usava.

Segundo a testemunha, durante o ato sexual, Almir se mostrou agressivo, segurando-a com força pelo pulso e tentando praticar sexo anal sem consentimento. A testemunha reagiu e negou, e a polícia acredita que algo semelhante tenha acontecido com Cristiane.

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No entanto, a reação de Almir à negação da testemunha foi violenta e brutal. A mulher apresentava lesões nos punhos, que corroboram o relato da testemunha. A recusa resultou em um violento espancamento, causando ferimentos na cabeça, na parte frontal, lateral e na nuca. Em seguida, ela foi morta por asfixia.

“Após espancar e violentar a vítima, para ficar impune, ele simula a saída com a vítima da casa. Coloca óculos escuros, fingindo ser um passageiro, e deixa o corpo no Parque das Águas”, explicou o delegado Marcel Gomes.

Após prestar depoimento, a testemunha expressou gratidão aos policiais, reconhecendo que poderia ter se tornado outra vítima de Almir. O assassino permanece preso e foi transferido para a Penitenciária Central do Estado (PCE) esta semana.

Indiciamento Formal

Almir foi formalmente indiciado por estupro, homicídio com quatro qualificadoras e fraude processual, por tentar encobrir o crime através da limpeza da cena com produtos químicos. Durante as investigações, a polícia coletou imagens do trajeto da vítima até a casa de Almir.

“As imagens registram desde a chegada até a saída – quando ela já estava morta. Tudo corresponde ao que foi narrado na ocorrência”, afirmou o delegado.

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O crime que chocou a população teve início quando Cristiane saiu para um encontro com Almir na noite de sábado (12), após conhecê-lo em um bar próximo à Arena Pantanal. A jovem foi agredida e asfixiada na casa do suspeito. Seu corpo foi encontrado no domingo (13) dentro de seu carro no Parque das Águas. Embora tenha sido socorrida, Cristiane já estava sem vida. A DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa) iniciou as diligências em busca do suspeito, que foi flagrado dirigindo o carro da vítima em câmeras de segurança.

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POLÍCIA

Policial penal é condenado a 21 anos de prisão por ‘liberar’ entrada de celulares e drogas e vender senha do Wi-Fi

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O policial penal Flávio Zanatta foi condenado a 23 anos de prisão por envolvimento em um esquema criminoso que permitia a entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais ilícitos no Centro de Detenção Provisória (CDP), em Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá). Ele também perdeu o cargo público. A decisão da juíza Djéssica Giseli Küntzer, da 3ª Vara daquela cidade, também condenou cinco detentos. O processo tramita sob sigilo.

As condenações consideram os crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção passiva e coação no curso de processo, individualizados conforme as provas apresentadas nos autos.

O caso veio à tona há dois anos, em maio de 2024, quando servidores da unidade penitenciária identificaram, durante uma inspeção de rotina, pouco mais de 400 gramas de maconha escondidos em um colchão que seria entregue a um dos presos.

O colchão, comprado por um familiar do detento, foi enviado para o local por meio de um motorista de aplicativo. No momento em que o objeto passou pelo scanner corporal, foi verificada a presença do entorpecente.

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Durante o andamento do processo, ficou comprovado que o policial penal facilitava a entrada das drogas e aparelhos celulares, recebendo entre cinco e dez mil reais para isso. Além disso, o agente cobrava mil reais para entregar a senha da rede Wi-Fi da unidade.

Em sua decisão, a magistrada ressaltou o fato de o agente público ter usado da sua função para obter vantagens, causando sérios prejuízos ao sistema prisional.

“O acusado transformou a função pública que exercia em instrumento de obtenção de vantagens particulares, utilizando-se da posição de agente estatal responsável pela custódia e fiscalização dos privados de liberdade para permitir a entrada de objetos ilícitos”, registrou na sentença.

Durante o processo, foi verificado que, após a descoberta do esquema, os envolvidos passaram a ameaçar de morte um outro detento que estava colaborando com as investigações. Ainda houve uma tentativa de convencê-lo a mudar seu depoimento e acusar outros policiais penais que atuavam naquela cadeia.

Ao todo, o policial penal foi condenado a vinte e três anos, quatro meses e vinte dias de prisão, além de um ano e seis meses de prisão em regime inicial fechado. Em razão da gravidade dos crimes imputados a ele, além da pena de reclusão, o agente perdeu o cargo público.

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Os outros cinco condenados foram Karen Caroline Marques da Silva, Igor da Silva de Carvalho, Rian Rodrigues de Souza Silva, Mateus Marangoni Silva e Rafael Maciel Ferreira Júnio. Eles receberam penas que variam entre nove e vinte e um anos. Todos vão começar o cumprimento das penas em regime fechado.

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