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AVANÇOS TECNOLÓGICOS

Cenário para o câncer de cabeça e pescoço é preocupante; 41 mil novos casos por ano

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Positivamente impactada pelos avanços tecnológicos, modalidade tem proporcionado aumento das chances de cura e redução dos efeitos colaterais

Caracterizado pelos tumores de lábios, cavidade oral e nasal, faringe, laringe e tireoide, o câncer de cabeça e pescoço tem, entre seus pilares de tratamento, a radioterapia. Cerca de 70% dos pacientes diagnosticados com este tipo de tumor vão passar por sessões de radioterapia em algum momento do tratamento. Com os avanços tecnológicos a modalidade, que utiliza radiações ionizantes para destruir as células cancerígenas, tem proporcionado mais qualidade de vida aos pacientes oncológicos, aumentando as chances de cura e reduzindo os efeitos colaterais.

Relações entre óbitos por câncer de cabeça e pescoço de acordo com cada sítio. Fonte: SIM

 

No Brasil, o cenário para o câncer de cabeça e pescoço  é preocupante. São registrados cerca de 41 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer. No entanto, o diagnóstico e o tratamento tardio ainda estão entre os principais entraves para a cura e administração do tumor e diminuição da dor.

Com 19 anos de atuação na área, o radio-oncologista Claudio Ohashi, explica que o método mais indicado para este tipo de tumor é a Radioterapia de Intensidade Modulada, o IMRT.

Com 19 anos de atuação na área, o radio-oncologista Claudio Ohashi, da Oncomed-MT, explica que o método mais indicado para este tipo de tumor é a Radioterapia de Intensidade Modulada, o IMRT. Utilizada na Clínica desde 2016, a avançada modalidade de tratamento é extremamente precisa e permite administrar altas doses de radiação ao tumor, minimizando as doses nos tecidos saudáveis. “Além da reação na pele ser menor, um dos principais benefícios está na preservação das glândulas salivares, entre elas, as parótidas. Ao irradiar essa região, a maioria dos pacientes perde a função degustativa e salivar mas, com o IMRT, conseguimos não reduzir totalmente, proporcionando mais qualidade de vida, até mesmo após o tratamento.”

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Ohashi observa que o câncer de cabeça e pescoço possui um dos tipos de tratamentos mais complexos, principalmente por acometer o primeiro órgão do sistema digestivo. “É um tipo de tumor no qual o tratamento debilita o paciente, que passa a não se alimentar e se hidratar direito, por isso a importância de aplicarmos técnicas mais assertivas possíveis, visando a diminuição dos efeitos colaterais.” O especialista ressalta a importância da utilização de protocolo multidisciplinar na jornada de tratamento do paciente.

“A radioterapia é o tratamento mais multidisciplinar que existe. Na Oncomed-MT, antes de iniciar as sessões para câncer de cabeça e pescoço, o paciente passa pelo dentista, que estimula a produção de saliva, e o nutricionista, responsável pelo plano alimentar durante o tratamento. De forma profilática indicamos a gastrostomia, método utilizado para fornecer a dieta diretamente no estômago, isso porque 85% dos pacientes param de se alimentar na reta final do tratamento”.

Câncer passível de prevenção – Um dos principais fatores de risco do câncer de cabeça e pescoço é a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV). De alta incidência na região da orofaringe, que engloba a base da língua, as amígdalas e a partes lateral e posterior da garganta, a recomendação é vacinar meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A vacina combate os quatro tipos de vírus, inclusive os tipos 16 e 18, relacionados ao câncer de colo uterino e de cabeça e pescoço. Outra forma de prevenção, é evitar o contágio pelo vírus com o uso do preservativo nas relações sexuais, inclusive no sexo oral.

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Ainda entre os fatores de risco da doença está o hábito de fumar cigarro e derivados e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Quando associados, as chances de desenvolver o tumor são aumentadas em 20 vezes, se comparado a uma pessoa que não bebe em excesso e não fuma.

De olho nos sintomas – A detecção precoce desse tipo de câncer pode alcançar até 90% de cura. Os sintomas e sinais devem servir de alerta e podem variar de acordo com a região afetada. Entre os mais comuns estão: feridas na boca que não cicatrizam, nódulo no pescoço, que pode ser sentido ao apalpar, rouquidão ou alteração na voz por mais de 15 dias, dor de garganta que persiste mesmo com medicamentos, dor ou dificuldade para engolir, entre outros.

 

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Câncer de boca e câncer de ovário expõem desafios do diagnóstico tardio

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Campanhas de maio reforçam a importância do diagnóstico precoce para dois tipos de câncer que costumam apresentar sintomas discretos nas fases iniciais e podem reduzir as chances de cura quando descobertos tardiamente

O mês de maio concentra duas campanhas de conscientização que acendem o alerta para tumores que, apesar de diferentes, têm uma característica em comum: costumam apresentar poucos sinais nas fases iniciais e dependem do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura. Nesta sexta-feira, 8 de maio, é o Dia Mundial do Câncer de Ovário. Além disso, a Campanha Maio Azul chama atenção da população para a prevenção do câncer de ovário. O mês também engloba o Maio Vermelho, campanha de conscientização sobre o câncer de boca, que atinge lábios, gengiva, bochechas, céu da boca, língua e garganta. Esta campanha ganha ainda mais força no dia 31 de maio, data em que também é celebrado o Dia Mundial sem Tabaco.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 7,3 mil novos casos de câncer de ovário por ano entre 2026 e 2028. Já o câncer de boca deve atingir 17.190 brasileiros somente em 2026, com maior incidência entre os homens. O INCA ainda estima cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no país no triênio 2026-2028, evidenciando a necessidade crescente de prevenção, informação e detecção precoce.
“No caso do câncer de ovário, o desafio está justamente na dificuldade do reconhecimento inicial da doença. Inchaço abdominal persistente, dores pélvicas, alterações intestinais, perda de apetite, fadiga e aumento da frequência urinária costumam ser confundidos com problemas gastrointestinais ou hormonais, retardando a investigação médica”, alerta o médico patologista Carlos Aburad.
“Já o câncer de boca pode se manifestar por meio de feridas que não cicatrizam, manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, sangramentos, rouquidão persistente e dificuldade para mastigar ou engolir. Ainda assim, muitos pacientes ignoram os sintomas nas fases iniciais”, explica o dentista Arlindo Aburad, doutor em Patologia Bucal pela USP.
Investigação e diagnóstico
Dados do INCA indicam que diagnósticos precoces do câncer de boca podem elevar as chances de cura para índices superiores a 95%, enquanto casos avançados apresentam prognóstico significativamente mais limitado. Segundo Arlindo Aburad, parte dos casos de câncer de boca ainda chega aos serviços especializados em estágio avançado justamente pela demora na investigação dos primeiros sinais. “Muitas lesões começam pequenas, sem dor, e acabam sendo negligenciadas pelo paciente. O problema é que o câncer de boca pode evoluir rapidamente. Quando o diagnóstico é feito precocemente, as chances de cura aumentam de forma expressiva e o tratamento tende a ser menos agressivo”, avalia.
Der acordo com ele, o exame clínico realizado por dentistas é fundamental para identificar alterações suspeitas antes da progressão da doença. “O dentista consegue reconhecer lesões precursoras e encaminhar rapidamente para confirmação diagnóstica por meio da biópsia. Isso pode evitar cirurgias mutiladoras e melhorar significativamente o prognóstico do paciente”, destaca.
Arlindo Aburad lembra ainda que o tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o câncer bucal, especialmente quando associado ao consumo frequente de bebidas alcoólicas. “Existe uma relação direta entre hábitos de vida e o desenvolvimento desses tumores. Além da prevenção, é necessário ampliar a conscientização para que as pessoas procurem avaliação ao perceber qualquer alteração persistente na boca”, pontua.
O médico patologista Carlos Aburad reforça que o câncer de ovário também depende de investigação precoce para ampliar as possibilidades terapêuticas. “O grande desafio dessa doença é que os sintomas iniciais são muito inespecíficos. Muitas mulheres convivem durante meses com desconfortos abdominais acreditando se tratar de problemas digestivos ou hormonais. Esse atraso pode impactar diretamente no estágio em que o tumor será descoberto”, afirma.
De acordo com Carlos Aburad, embora não exista um exame de rastreamento recomendado para a população geral, a atenção aos sinais clínicos e ao histórico familiar são essenciais. “Mulheres com casos de câncer de mama, ovário ou colorretal na família precisam de acompanhamento mais atento, principalmente quando existem mutações genéticas associadas. O diagnóstico precoce continua sendo uma das principais ferramentas para melhorar as chances de resposta ao tratamento”, diz Carlos Aburad.
Ele destaca que muitas mulheres acreditam, de forma equivocada, que o exame preventivo ginecológico tradicional detecta o câncer de ovário. “O Papanicolau é importante, mas ele não identifica o câncer de ovário. Por isso, sintomas persistentes nunca devem ser ignorados, especialmente após os 50 anos”, alerta.
Carlos Aburad e Arlindo Aburad reforçam que campanhas de conscientização como as realizadas em maio têm papel fundamental para ampliar o acesso à informação e estimular a busca por avaliação médica e odontológica diante de sinais suspeitos.

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