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MATO GROSSO

“Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira”, diz Cidinho Santos

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Ex-senador aponta avanço dos biocombustíveis, biometano e industrialização do agro como motores da transformação econômica do Estado

O avanço da produção de etanol de milho, biodiesel e biometano pode colocar Mato Grosso entre os principais polos de bioenergia e industrialização do país nos próximos anos. A avaliação foi feita pelo ex-senador Cidinho Santos durante o painel “Biocombustíveis e Biometano – potencial de Mato Grosso para a matriz energética nacional”, realizado no Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, em Cuiabá, nesta terça-feira (12.05).

Segundo ele, o Estado já vive uma transformação econômica impulsionada pela agregação de valor da produção agrícola, expansão da proteína animal, crescimento da infraestrutura logística e avanço de novas fontes de energia renovável.

“Mato Grosso vai se tornar a Califórnia brasileira. Nós teremos produção de grãos, agregação de valor, proteína animal, biocombustíveis, biometano, ferrovias e logística integrada. Nos próximos anos o Brasil vai falar muito de Mato Grosso”, afirmou.

Hoje, Mato Grosso já ocupa posição de destaque nacional na produção de biocombustíveis, sendo o maior produtor de etanol de milho do Brasil e o segundo maior produtor nacional de biodiesel.

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Durante o painel, Cidinho destacou que a industrialização da soja, milho e caroço de algodão criou novas cadeias econômicas no Estado e ampliou a competitividade do agronegócio mato-grossense.

O ex-senador também apontou o biometano como uma das próximas fronteiras energéticas do Estado, principalmente pelo potencial de aproveitamento de resíduos industriais gerados por frigoríficos, usinas e agroindústrias.

“O biometano é algo novo, mas com potencial gigantesco. Os resíduos das indústrias podem se transformar em energia para abastecer a própria operação industrial e gerar ainda mais competitividade para Mato Grosso”, disse.

Para o ex-senador, o crescimento da bioenergia deve caminhar junto com grandes projetos estruturantes em discussão no Estado, como ferrovias, rodovias e o projeto do alcooduto para escoamento da produção de etanol. O empreendimento já possui interesse da iniciativa privada e aguarda inclusão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que pode acelerar os processos de licenciamento ambiental.

“A inclusão no PAC não significa dinheiro público. O investimento será privado. Mas isso dará agilidade nos licenciamentos e pode permitir que a obra fique pronta em três ou quatro anos”, explicou.

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O ex-senador também afirmou que a tecnologia vem permitindo novas formas de aproveitamento energético dentro das próprias cadeias industriais, incluindo captura de CO₂, produção de ureia e geração de energia a partir de resíduos orgânicos.

A avaliação é de que o avanço dessas soluções pode reduzir custos industriais, ampliar a segurança energética e fortalecer a industrialização sustentável do Estado.

Cidinho ainda destacou a importância do Encontro da Indústria do Setor Elétrico como espaço para discussão de políticas públicas, inovação e oportunidades ligadas ao setor energético.

“Esse evento reúne toda a cadeia da energia e ajuda a mostrar o potencial que Mato Grosso possui. O Estado precisa aproveitar suas vocações naturais e transformar isso em desenvolvimento”, completou.

Também participaram do painel o diretor de Departamento de Programas de Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Osório Coelho, o especialista Felipe Souza Marques, presidente do CIBiogás; e o moderador foi o diretor da MT Gás, Toco Palma.

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Mato Grosso Canta Pescuma” emociona público e celebra legado de um dos maiores nomes da cultura mato-grossense

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Num domingo especial de Dia das Mães, marcado pelo clima frio e pelo calor da emoção, o espetáculo “Mato Grosso Canta Pescuma” reuniu cerca de 300 pessoas no Cine Teatro Cuiabá em uma noite dedicada à música, à memória e ao reconhecimento de um dos maiores nomes da cultura mato-grossense.

A homenagem emocionou o público ao celebrar a trajetória de Pescuma, artista que ajudou a transformar a identidade cultural de Mato Grosso em canção. Mais do que um espetáculo, o evento se tornou um encontro de afetos, histórias e gratidão àquele que fez da música uma ponte entre o povo e suas raízes.

Com direção de Raul Fortes e apresentação da Orquestra SESI Mato Grosso, sob comando de Fabrício Carvalho, a noite reuniu artistas convidados que dividiram o palco em interpretações marcadas pela emoção e pela reverência à obra de Pescuma.

Participaram da homenagem nomes como Ana Rafaela, Akane Aizuka, Dona Domingas, Douglas Cabral, Dois a Um, Estela Ceregatti, Hélio Pimentel, Henrique Maluf, Pineto, Raoni Ricci, Thales de Paiva e a dupla Henrique e Claudinho.

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Além das apresentações presenciais, a noite também foi marcada por vídeos enviados por artistas nacionais, que fizeram questão de prestar homenagens a Pescuma, reforçando o respeito, o carinho e a admiração conquistados ao longo de décadas de contribuição à música brasileira.

A plateia acompanhou cada canção em clima de emoção e reconhecimento, demonstrando o quanto Pescuma é querido pelo povo mato-grossense e por artistas de diferentes gerações. Entre aplausos, memórias e interpretações que atravessaram o tempo, “Mato Grosso Canta Pescuma” reafirmou a força de um legado que segue vivo na cultura popular.

Mais do que homenagear um artista, a noite celebrou uma história construída com simplicidade, verdade e amor por Mato Grosso.

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