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ATOS DE 08 DE JANEIRO

Medeiros acusa Lula de fake news contra Bolsonaro e aciona o STF

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Em função das acusações de organização e participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em atos de vandalismo ocorridos em Brasília, no último dia 8 de janeiro, o deputado federal José Medeiros (PL-MT) solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que tome medidas contra a disseminação de fake news divulgadas pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reverberada pelo ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta.

A solicitação, que foi enviada com link de uma entrevista onde Lula acusa o ex-presidente, também foi encaminhada para o procurador-geral da República (PGR), Antônio Augusto Aras.

“Lula e seu ministro estão divulgando, sem provas, calúnias contra o ex-presidente e utilizando canal de comunicação oficial para tanto, especialmente quando diz que há uma permanência na tentativa de golpe de estado. O presidente da República se expressa cabalmente afirmando que tem certeza que Bolsonaro preparou e participou ativamente dos eventos e vandalismo no dia 8 de janeiro e ainda tenta dar golpe até hoje, ou seja, coloca em risco a democracia brasileira por falso ambiente de golpe por ele [Lula] narrado”, afirma Medeiros.

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O parlamentar pede ainda o enquadramento de Lula e o ministro da Secretaria de Comunicação nos inquéritos em curso nº 4781, das fake news, bem como o de nº 4874, que tem a finalidade de responsabilizar quem atentar contra a democracia e o Estado de Direito no país, relatado por Moraes.

“Os discursos do atual presidente da República e de Paulo Pimenta traduzem-se em mentiras e acusações levianas, caracterizando fake news, mais odiosas ainda por estarem utilizando Secretaria de Comunicação Social e canais oficiais para tal desiderato”.

Medeiros disse que uma medida cautelar é necessária para retomar o ambiente impessoal da administração pública, bem como evitar a reverberação de notícias falsas e a tentativa por parte do atual governo de criminalizar a oposição.

“É preciso colocar um fim nessa narrativa caluniosa do PT, que tenta de todos os modos degradar a democracia e minar a oposição”, finaliza o deputado conservador.

No final de janeiro deste ano, Medeiros acionou a PGR e o STF contra o presidente Lula pela narrativa fictícia de golpe e de ruptura democrática ao se referir ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na ação, Medeiros pediu medidas contra a disseminação de mentiras que Lula divulgou dentro e fora do país e que ele fosse investigado nos inquéritos das fake news e dos atos contra a democracia e o Estado de Direito.

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POLÍTICA NACIONAL

CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.

O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.

A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.

Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).

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Medicamentos para empregados

Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.

O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).

A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.

Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.

A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.

Simples municipal

Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.

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Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.

A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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