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Substituto de Edna troca fechadura de gabinete e cria polêmica entre os servidores

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A chegada do novo vereador Robinson Cireia (PT) à Câmara de Vereadores de Cuiabá gerou descontentamento entre os servidores comissionados da casa. Cireia assumiu o cargo deixado pela petista Edna Sampaio, cassada por envolvimento em um caso de “rachadinha”. A insatisfação dos servidores veio à tona em conversas de um grupo de WhatsApp que foram reveladas pelo Estadão MT.

Uma das ações que geraram polêmica foi a substituição da fechadura do antigo gabinete de Edna Sampaio. Isso foi feito aparentemente para impedir o acesso de antigos servidores comissionados ao local. Essa medida causou revolta entre os membros do grupo, que se referiram ao novo vereador de forma pejorativa, com comentários que insinuaram preconceito de gênero e política.

Edna Sampaio havia sido cassada por quebra de decoro, após denúncias alegarem que ela se apossou da verba indenizatória designada a chefes de gabinete. As acusações incluíram alegações de que o marido da ex-vereadora pediu o repasse dessa palavra via Pix para uma conta em nome de Edna, o que levou à sua cassação.

Um dos participantes do grupo de WhatsApp disse: “Desculpe a sinceridade, não esperava o contrário. Cireia é homem e de homem, a gente pode esperar tudo, principalmente se tratando de um esquerdomacho, homem branco, inclusive. O grupo de esquerdomachos chernobyl tão em alta.”

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As mensagens vazadas indicam que a substituição da fechadura do gabinete de Edna Sampaio foi um dos principais pontos de descontentamento entre os antigos membros do chamado “mandato coletivo” de Edna.

Alguns dos comentários deixados pelos servidores insatisfeitos incluem: “O mundo dá volta, logo retornaremos”; “Trocaram até a chave do gabinete, triste isso. Sem necessidade”, fazendo referência às ações recentes de Robinson Cireia.

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Política MT

‘Nunca vi o partido trair o partido’, dispara Dilmar sobre eventual aliança

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Vestindo uma camiseta estampada com a sigla Partido da Frente Liberal (PFL), legenda que deu origem ao atual União Brasil após uma série de fusões e mudanças de nome, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco classificou como uma “traição” a possibilidade de a legenda autorizar uma futura coligação com o Republicanos para as eleições de 2026, enquanto a sigla tem o nome do senador Jayme Campos como pretenso postulante ao Palácio Paiaguás.

Ao pedir a palavra, Dilmar afirmou que não pretendia discursar e chegou a pedir desculpas aos presentes, mas disse que não poderia permanecer em silêncio diante da discussão que se instalou durante a convenção. Em seguida, fez referência à trajetória histórica do partido e de suas antigas denominações.

“Eu até não ia falar, peço perdão a todos. Eu ia pegar o microfone antes, mas fiquei em silêncio. Eu nunca, na história do PFL, do PSL, nunca na história vi o partido traindo o partido. Eu nunca tinha visto”, iniciou.

A declaração foi feita logo após horas de debate sobre a proposta apresentada pelo ex-governador Mauro Mendes para que os convencionais também deliberassem sobre a possibilidade de uma futura coligação com o Republicanos, além da definição da candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso.

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A fala de Dilmar provocou resposta imediata de Mauro Mendes, que pediu a palavra para rebater a classificação de “traição”. O ex-governador afirmou que respeita o posicionamento do deputado e também do senador Jayme Campos, mas ponderou que a formação de alianças é uma decisão política legítima e recorrente na história da legenda.

“Com todo respeito, deputado, e você sabe do grande respeito que eu tenho por você e pelo senador Jayme Campos. Entretanto, um partido decidir apoiar outro é uma decisão política. O nosso partido, historicamente, por várias e várias vezes, decidiu apoiar candidatos de outras agremiações”, continuou.

Mauro também afirmou que não considera adequado classificar como traição os filiados que defendem uma composição política diferente da candidatura própria. “Eu não faria essa colocação. Dizer que quem está apoiando uma proposta de coligar com outro partido está cometendo traição não é salutar. Isso é uma opção política em função da conjuntura”, citou.

Na sequência, o ex-governador reforçou que alianças eleitorais fazem parte da trajetória das legendas que deram origem ao União Brasil, citando o antigo PFL e até mesmo a Arena como exemplos de partidos que, ao longo das décadas, apoiaram candidatos de outras siglas quando entenderam que isso era politicamente conveniente.

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“Desde o PFL, desde a Arena, há décadas esse partido fez a opção de apoiar outras agremiações partidárias. Isso aconteceu várias vezes”, finalizou.

Ao fim do debate, Mauro Mendes abriu oficialmente a votação. Os convencionais decidirão se o União Brasil lançará a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso ou se autorizará a possibilidade de uma coligação com o Republicanos para a disputa eleitoral de 2026. A votação seguirá até as 17h desta quinta-feira.

 

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