Os números mais recentes da corrida pelo Governo de Mato Grosso começam a desenhar um cenário menos previsível do que o imaginado no início da sucessão estadual. Embora o senador Wellington Fagundes siga liderando os cenários estimulados, o avanço de Otaviano Pivetta chama atenção nos bastidores políticos e alimenta a percepção de que a disputa está longe de estar definida.
Levantamento realizado pelo Instituto MT Dados, com 1.500 entrevistas presenciais em 45 municípios mato-grossenses abrangendo regiões que representam 77% do eleitorado estadual mostra que Pivetta mantém trajetória de crescimento conforme os cenários mudam e os nomes vão sendo afunilados.
No primeiro cenário estimulado, Wellington aparece com 27% das intenções de voto, seguido por Pivetta com 20%, Jaime Campos com 14% e Natasha Slhessarenko com 7%, porém o percentual de indecisos: 25% afirmaram não saber em quem votar.
Já no segundo cenário, Wellington sobe para 29%, enquanto Pivetta também avança, chegando a 21%. Jaime Campos aparece com 15%.
No terceiro cenário, sem Jaime Campos na disputa, Wellington chega a 31%, mas Pivetta também cresce e alcança 24%, reduzindo a distância entre os dois para sete pontos percentuais. Natasha aparece com 8%.
A leitura feita por analistas políticos é que os números indicam uma curva de crescimento consistente do vice-governador, especialmente em um momento em que parte significativa do eleitorado ainda não consolidou posição.
Hoje, a avaliação predominante é que o vice-governador já conseguiu romper a barreira do desconhecimento político, mas ainda busca consolidar conexão emocional com o eleitor comum fator considerado decisivo em campanhas majoritárias.
Outro elemento observado no levantamento é o desempenho inicial de Natasha Slhessarenko. Única mulher testada nos cenários e posicionada em um campo mais próximo da centro-esquerda, Natasha pode acabar concentrando votos de segmentos progressistas e urbanos, influenciando diretamente a dinâmica da disputa.
Com índices elevados de indecisos e um cenário ainda distante das definições partidárias, o entendimento é de que a sucessão estadual permanece aberta e sujeita a mudanças importantes nos próximos meses.