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CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro

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Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.

A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.

O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.

Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.

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Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.

A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.

Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.

Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.

Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.

Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.

A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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Júlio Campos diz que PP ‘forçou a barra’ para mexer em chapa de candidatos do União

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O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que o Progressistas (PP) “forçou a barra” nas negociações para formação das chapas da Federação União Progressista e acabou provocando a retirada de candidatos considerados competitivos pelo União Brasil para a disputa à Câmara Federal em 2026. A declaração foi dada nesta quarta-feira (26), durante a sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Segundo Júlio, o partido abriu mão de nomes do União para pressionar o Progressistas durante a formação das chapas proporcionais.

O principal caso citado pelo deputado foi o de Ednei Blasiuss, de Alta Floresta, ex-presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso e considerado por Júlio um candidato com potencial de votação para deputado federal.

“Lamentavelmente, os progressistas retiraram um candidato potencialmente forte, que era da União, que era o Ednei Braus, lá de Alta Floresta, líder, presidente da Associação Estadual dos Madeireiros, que era candidato a deputado federal”, afirmou.

De acordo com Júlio, a retirada de Ednei ocorreu durante uma negociação para pressionar o PP. Como parte do movimento, o grupo teria colocado Paulo José, de Rondonópolis, na chapa federal.

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Paulo, porém, desistiu da candidatura após avaliar que não teria condições de desenvolver o projeto eleitoral. Segundo o deputado, o político havia disputado a Prefeitura de Rondonópolis e não obteve sucesso.

“Para pôr pressão no Progressista, eles entenderam de retirar o nosso candidato e colocar o Paulo de Rondonópolis. E aí, o Paulo, sentindo que não tem potencial para desenvolver a sua candidatura, ele disputou a Prefeitura, não teve sucesso e não sentiu, deixou”, disse.

Federação e chapas

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, trabalha na montagem das chapas proporcionais para as eleições de 2026.

Júlio afirmou que, apesar de algumas desistências, a chapa para deputado estadual vem sendo reforçada. A expectativa, segundo ele, é eleger dois deputados estaduais e entre um e dois deputados federais.

Uma das mudanças recentes foi a transferência de Luciane Carbi da disputa para deputada federal para a chapa estadual. Com isso, a composição para a Assembleia Legislativa ganhou um novo nome, enquanto a chapa federal perdeu força.

Para Júlio, a saída de Idinei representa a perda de uma candidatura com potencial para ampliar a votação do União na região Norte de Mato Grosso.

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“Perdemos essa oportunidade de ter um candidato autenticamente do Nortão de Mato Grosso, que teria uma grande votação”, afirmou.

As negociações internas da federação ocorrem em meio às mudanças no cenário majoritário de Mato Grosso. O projeto do União Brasil para lançar o senador Jayme Campos ao Governo do Estado não foi homologado na convenção partidária, deixando o grupo sem uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás.

A situação também abriu espaço para novas articulações entre União Brasil, Progressistas e outros grupos políticos para a disputa de 2026.

Júlio, que é irmão de Jayme, tem defendido a construção de um projeto competitivo para o partido, enquanto as legendas que integram a federação ajustam as alianças e as chapas proporcionais.

Com a federação, União Brasil e PP precisam conciliar interesses e candidaturas dos dois partidos para definir a composição que disputará as vagas de deputado estadual e federal.

 

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