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POLÍCIA

Dona do Tatu Bola Bar e mais um são presos acusados de tráfico internacional de drogas

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A empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, uma das sócias do restaurante Tatu Bola Bar, foi presa pela Polícia Federal nesta terça-feira (25), em Cuiabá, durante a “Operação Bóreas”, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada na logística de transporte aéreo internacional de drogas e armas de fogo.

Thatiana foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal. Ainda não há informações sobre qual seria a função da empresária no esquema.

O principal alvo da operação também foi preso. Matheus Matias de Oliveira, de 28 anos, teve a prisão preventiva decretada pela 4ª Vara Federal de Palmas, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Conforme o mandado, Matheus é investigado com base na Lei 11.343/2006, a Lei de Drogas.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. Também foram executadas medidas de apreensão de aeronaves, bloqueio e sequestro de bens e valores, determinadas pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas (TO).

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A Polícia Federal solicitou ainda a inclusão de dez alvos nos mecanismos de Difusão Vermelha da Interpol. Participaram da operação a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE/TO), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) e policiais federais do Pará.

Conforme as investigações, o grupo criminoso seria responsável pela organização de voos, utilização de aeronaves e pistas clandestinas, além do suporte logístico necessário para o transporte de grandes carregamentos de cocaína e armas de fogo provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao Brasil.

A investigação teve início a partir de apurações relacionadas a recentes apreensões de drogas realizadas no estado do Tocantins.

Segundo a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

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POLÍCIA

Grupo movimenta R$ 50 milhões em golpe com carros

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (26), em Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá), a Operação Pátio Paralelo, contra um grupo investigado por desvio de veículos, fraudes em negociações comerciais, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, os suspeitos movimentaram aproximadamente R$ 50 milhões em apenas um ano.

Além da concessionária apontada como principal vítima, a investigação identificou, até o momento, entre 15 e 20 clientes que também teriam sido vítimas do esquema.

 

O prejuízo diretamente comprovado já ultrapassa R$ 2 milhões, mas o valor pode aumentar com o avanço das apurações e a identificação de novas vítimas. A investigação começou após a Delegacia Municipal de Sorriso, por meio do Núcleo de Combate ao Crime de Estelionato e Lavagem de Dinheiro, identificar inconsistências financeiras e comerciais em operações realizadas dentro de uma concessionária do município.

 

De acordo com a Polícia Civil, os investigados teriam usado a estrutura e a credibilidade da empresa para captar clientes durante cerca de um ano. O esquema envolvia principalmente veículos usados entregues como parte do pagamento na compra de carros novos.

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Os clientes entregavam os veículos usados para serem abatidos do valor de entrada, mas, segundo a investigação, os automóveis eram desviados para outras garagens ligadas ao grupo e não tinham o valor descontado da negociação, como havia sido combinado.

 

Além dos veículos, os suspeitos também teriam desviado valores pagos pelos clientes. O dinheiro era direcionado para contas bancárias de pessoas físicas, terceiros e empresas ligadas aos investigados. A Polícia Civil aponta que empresas e contas bancárias teriam sido utilizadas para movimentar os recursos e dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido por meio das fraudes.

 

Mais de 20 ordens

Para a operação, a Justiça expediu mais de 20 ordens judiciais, entre elas um mandado de prisão preventiva, sete de busca e apreensão, nove determinações de quebra de sigilo bancário e cinco ordens de bloqueio de ativos financeiros.

 

Também foi determinado o afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. A medida permitirá aos investigadores reconstruir o caminho percorrido pelo dinheiro, identificar a origem e o destino dos recursos e analisar comunicações e dispositivos utilizados no suposto esquema.

 

Durante as buscas, poderão ser apreendidos celulares, computadores, notebooks, tablets, HDs, pendrives, cartões de memória, documentos, contratos, comprovantes de transferências, registros financeiros e veículos relacionados aos fatos investigados.

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A Justiça determinou ainda o bloqueio de ativos, sequestro de bens e indisponibilidade patrimonial de até R$ 2 milhões, além do sequestro de veículos eventualmente encontrados durante o cumprimento das ordens e que tenham relação com os crimes investigados.

 

Uma das investigadas teve a prisão preventiva decretada e é apontada como peça central na operacionalização do esquema. Conforme a decisão judicial, ela teria atuado na captação de clientes, condução das negociações, recebimento dos veículos, direcionamento dos pagamentos e movimentação dos recursos.

 

Pátio paralelo

O nome da operação faz referência ao destino dado aos veículos entregues pelos clientes. Em vez de seguirem o fluxo comercial normal da concessionária, os automóveis seriam encaminhados para um “circuito paralelo”, envolvendo terceiros e empresas relacionadas aos investigados.

 

As investigações continuam para identificar o destino final dos aproximadamente R$ 50 milhões movimentados, além dos veículos desviados, e verificar a participação de outras pessoas físicas e jurídicas no esquema.

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