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Candidato briga com marido de Natasha nos bastidores de debate na TV; confusão termina em B.O.

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O primeiro debate entre os candidatos ao governo de Mato Grosso, realizado hoje (1) nos estúdios da TV Vila Real (Grupo Gazeta de Comunicação), em Cuiabá é marcado por confusão nos bastidores do programa. O candidato Maurício Coelho (Mobiliza) e a equipe da candidata Doutora Natasha (PSD) protagonizaram um bate-boca generalizado, com direito a acusações mútuas de intimidação e ameaça.

Durante o intervalo, Maurício Coelho contou à imprensa que teria sido intimidado pelo médico Roberto Fraife Barreto, marido de Natasha. Segundo o candidato do Mobiliza, a reação ocorreu por conta da perguntas feitas à adversária referente ao Fundo Eleitoral. A campanha dela recebeu nesta semana o repasse de R$ 4,5 milhões diretamente do diretório nacional do PSD.

O Roberto, marido da Natasha, veio me ameaçar pela pergunta que eu fiz para a Natasha. Ele não gostou da pergunta. Todo mundo assistiu ao debate, viu como foram as perguntas“, reclamou, classificando a atitude como falta de respeito democrático. “O marido dela tem que começar a respeitar a candidatura dela. Ele é um destemperado“, disparou.

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A cúpula da campanha de Natasha apresentou outra versão dos fatos. O marqueteiro Lucas Pimenta e o advogado Paulo Taques relataram que a tensão começou quando Maurício Coelho se aproximou nos bastidores, bateu em seu ombro e disse que iria trucidar a campanha da candidata.

Ele bateu no ombro deste aqui e disse: ‘Eu vou trucidar a sua candidata hoje’. Imagina, eu sou marido, se um homem chega para outro homem e fala ‘eu vou trucidar sua esposa‘”.

Diante do episódio, a equipe jurídica da coligação anunciou que registrará um boletim de ocorrência e formalizará uma representação criminal contra Maurício Coelho.

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Política MT

Quem protege as mulheres? Galvan diz que aumento de pena não reduziu violência e defende foco em prevenção

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Candidato ao Senado questiona que medidas foram tomadas após denúncias e defende penas mais severas, porém iguais para crimes contra homens e mulheres

O candidato ao Senado Galvan (Avante) questionou se o poder público tem oferecido proteção efetiva às mulheres que denunciam violência e argumentou que o simples aumento das penas não reduziu os casos registrados. Para ele, o debate precisa avançar da punição para a prevenção, com atenção ao que é feito logo após uma denúncia. Galvan defende ainda que os crimes tenham penas rigorosas, mas sem diferenciação pelo sexo da vítima.

O candidato questionou se o endurecimento específico das penas tem sido suficiente para reduzir os casos de violência contra as mulheres.

“A lei está em vigor, os crimes aumentaram. Será que é de pena que tem medo? Eu não concordo com diferenciação de penas para o mesmo crime”, declarou.

Galvan defendeu que o debate também seja direcionado à proteção da vítima antes que a violência termine em morte. Ele citou situações em que mulheres registram boletim de ocorrência contra companheiros e, mesmo após procurarem as autoridades, acabam assassinadas.

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“Recentemente houve uma morte dessas. Eu sei que a mulher foi, fez BO, fez boletim de ocorrência, e dali a pouco foi vítima do companheiro. O que fizeram do BO para evitar isso? Alguém foi na casa dessas famílias também para ver o que está acontecendo?”, questionou.

Na avaliação do candidato, o poder público precisa discutir não apenas a punição aplicada depois do crime, mas também quais providências são tomadas após uma mulher denunciar ameaças ou agressões.

Galvan afirmou ainda que não concorda com a diferenciação das penas para um mesmo crime cometido contra homens ou mulheres. Para ele, a legislação deve garantir punições exemplares aos criminosos, mas seguindo o princípio de igualdade perante a lei.

“Hoje querem diferenciar o homem e a mulher. Para mim, o crime é o mesmo. A Constituição fala que são todos iguais perante a lei”, afirmou.

Questionado sobre o que defenderia no Senado para enfrentar a criminalidade, Galvan afirmou que pretende propor penas mais duras, porém aplicadas de maneira igual para crimes equivalentes.

“Quero igualar as penas e dar penas exemplares”, disse.

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Galvan também criticou benefícios concedidos a condenados durante o cumprimento da pena e citou as saídas temporárias. Para ele, é necessário rever dispositivos da legislação penal brasileira e endurecer o tratamento destinado a quem comete crimes graves.

“Hoje se discute muito o nosso Código, que é muito antigo, mas os benefícios que você dá para o preso, isso resolve o problema?”, questionou.

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