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Botelho se emociona em primeiro programa eleitoral, resgata história de vida e reforça parceria com Mauro

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O primeiro programa eleitoral do candidato a prefeito Eduardo Botelho (União) contou a história de vida do parlamentar que nasceu em um sítio, mas acabou vindo para Cuiabá ainda na infância, no início dos anos 60, para morar na casa de um tio. Ao contar sobre essa fase da vida, Botelho se emocionou, principalmente ao falar da mãe, que tinha a intenção que ele pudesse estudar.

Na casa do tio, que tinha mais 11 filhos, Botelho precisou ir trabalhar nas ruas vendendo jornal logo cedo e balinhas nas portas dos cinemas à noite. Apesar das dificuldades, ele seguiu firme nos estudos e conseguiu fazer duas faculdades: Matemática e Engenharia Elétrica.

Botelho visitou ainda a casa onde morou na Rua Coronel Neto, na região do Porto, em Cuiabá, onde passou a maior parte da infância. “Aqui foi onde passei a maior parte da minha infância, sinto muita falta da minha mãe, ela trouxe eu para ficar na casa de parentes, fiquei em um mundo totalmente estranho e desconhecido”, contou emocionado, lembrando de quando teve que se despedir de sua mãe. “É pra você estudar, evoluir, você vai formar, vai ser médico, ela tinha essa ideia de que eu seria médico. Você vai fazer isso pro bem do povo”, contou sobre os desejos de sua mãe para ele.

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O governador Mauro Mendes (União) também contou como conheceu Botelho. Ambos tiveram o primeiro contato no ambiente universitário, quando estudavam na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o chefe do Executivo destacou a trajetória do parlamentar para chegar até à Presidência da Assembleia e candidato a prefeito.

“Eu conheci o Botelho quando a gente estudava lá na UFMT, eu vi a trajetória dele como servidor, professor de Matemática, e depois começou a ser um grande empreendedor. Depois eu disse para o Botelho porque não entra na política também e ele foi um grande deputado estadual, mostrou, naquele momento, muita liderança, para começar este grande processo de recuperação do estado de Mato Grosso. Eu acredito em você, Botelho, que com nosso apoio, juntos, vamos tirar Cuiabá do buraco”, comentou Mauro.

 

A esposa de Botelho, Sônia, também comenta a paixão que o marido tem por Cuiabá e sobre como quer transformar a vida das pessoas. E o candidato reforça que quer resgatar o título de cidade verde.

“Quero fazer Cuiabá voltar a ser aquela cidade que a gente amava, arborizada, agradável, cidade verde, dava gosto de ir nas praças, queremos fazer Cuiabá ser essa cidade novamente”, finalizou.

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Política MT

‘Nunca vi o partido trair o partido’, dispara Dilmar sobre eventual aliança

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Vestindo uma camiseta estampada com a sigla Partido da Frente Liberal (PFL), legenda que deu origem ao atual União Brasil após uma série de fusões e mudanças de nome, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco classificou como uma “traição” a possibilidade de a legenda autorizar uma futura coligação com o Republicanos para as eleições de 2026, enquanto a sigla tem o nome do senador Jayme Campos como pretenso postulante ao Palácio Paiaguás.

Ao pedir a palavra, Dilmar afirmou que não pretendia discursar e chegou a pedir desculpas aos presentes, mas disse que não poderia permanecer em silêncio diante da discussão que se instalou durante a convenção. Em seguida, fez referência à trajetória histórica do partido e de suas antigas denominações.

“Eu até não ia falar, peço perdão a todos. Eu ia pegar o microfone antes, mas fiquei em silêncio. Eu nunca, na história do PFL, do PSL, nunca na história vi o partido traindo o partido. Eu nunca tinha visto”, iniciou.

A declaração foi feita logo após horas de debate sobre a proposta apresentada pelo ex-governador Mauro Mendes para que os convencionais também deliberassem sobre a possibilidade de uma futura coligação com o Republicanos, além da definição da candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso.

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A fala de Dilmar provocou resposta imediata de Mauro Mendes, que pediu a palavra para rebater a classificação de “traição”. O ex-governador afirmou que respeita o posicionamento do deputado e também do senador Jayme Campos, mas ponderou que a formação de alianças é uma decisão política legítima e recorrente na história da legenda.

“Com todo respeito, deputado, e você sabe do grande respeito que eu tenho por você e pelo senador Jayme Campos. Entretanto, um partido decidir apoiar outro é uma decisão política. O nosso partido, historicamente, por várias e várias vezes, decidiu apoiar candidatos de outras agremiações”, continuou.

Mauro também afirmou que não considera adequado classificar como traição os filiados que defendem uma composição política diferente da candidatura própria. “Eu não faria essa colocação. Dizer que quem está apoiando uma proposta de coligar com outro partido está cometendo traição não é salutar. Isso é uma opção política em função da conjuntura”, citou.

Na sequência, o ex-governador reforçou que alianças eleitorais fazem parte da trajetória das legendas que deram origem ao União Brasil, citando o antigo PFL e até mesmo a Arena como exemplos de partidos que, ao longo das décadas, apoiaram candidatos de outras siglas quando entenderam que isso era politicamente conveniente.

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“Desde o PFL, desde a Arena, há décadas esse partido fez a opção de apoiar outras agremiações partidárias. Isso aconteceu várias vezes”, finalizou.

Ao fim do debate, Mauro Mendes abriu oficialmente a votação. Os convencionais decidirão se o União Brasil lançará a candidatura do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso ou se autorizará a possibilidade de uma coligação com o Republicanos para a disputa eleitoral de 2026. A votação seguirá até as 17h desta quinta-feira.

 

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