Após a confusão registrada entre a prefeita Flávia Moretti (PL) e o vereador Wender Madureira (Podemos), na manhã desta sexta-feira (22), teve início uma guerra de versões sobre o que teria motivado a discussão. A prefeita disse que foi desacatada, o vereador alega que ela tenta forçar uma situação para chamá-lo de misógino e a Câmara afirma que vai analisar quais medidas podem ser adotadas contra Flávia.
Por meio de nota, o Executivo municipal disse que a prefeita foi “desacatada”, assim como os guardas municipais presentes no local naquele momento. Imagens da Câmara no momento da confusão mostram várias viaturas no local. O motivo seria a apresentação de um projeto para reestruturação da corporação.
A nota da prefeitura diz, ainda, que ela foi abordada “agressivamente” pelo parlamentar, dando início a uma “discussão”. O posicionamento conclui dizendo que a gestão defende o “livre debate e a pluralidade política, mas com respeito” e que as relações entre os poderes devem ser construídas “com equilíbrio, urbanidade e responsabilidade institucional”.
Já Wender Madureira disse que estava cobrando a prefeita sobre os “direitos” da população e que agiu de “forma respeitosa”. Alegou que um dos guardas ameaçou prendê-lo, o que o levou a registrar um boletim de ocorrência contra o militar.
O guarda em questão é o secretário municipal de Defesa Social e chefe da Guarda Municipal, Louriney dos Santos Silva. Fontes na GM estranharam a afirmação, já que o secretário não anda armado ou com algemas.
O vereador ainda questionou a estabilidade emocional da gestora e acusou a prefeita de criar uma situação para acusá-lo de misoginia. “A prefeita de Várzea Grande não tem estrutura emocional para ser cobrada”, afirmou o parlamentar em vídeo divulgado no seu perfil pessoal do Instagram.
“Parece que foi tudo proposital. Muito esquisito, né? E agora é perigoso ela criar uma narrativa diferente, falar que eu estava gritando e criar essa lei da misoginia para falar que eu estava agredindo a prefeita, muito pelo contrário”, afirmou.
Já a Câmara, em nota oficial, disse que o vereador apenas aproveitou a visita da prefeita para “cobrar providências urgentes relacionadas à situação do Pronto Socorro Municipal”. De acordo com o posicionamento, houve um “diálogo” até o momento em que um guarda municipal “avançou em direção ao vereador” e lhe deu voz de prisão “sem apresentar justificativa”.
Por fim, o Legislativo repudia “qualquer atitude que tente intimidar vereadores no desempenho de suas funções em defesa da população” e que a Procuradoria da Câmara será acionada para “tomar as providências necessárias”.
Entenda o que aconteceu
Flávia e Wender protagonizaram um bate-boca dentro das instalações da Câmara Municipal de Várzea Grande, quando a gestora foi até a sede do Legislativo protocolar sete projetos para apreciação dos parlamentares.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a prefeita é questionada pelo parlamentar sobre demandas da Saúde do Município. Em resposta, Moretti pede que a Câmara aprove as leis orçamentárias enviadas ela Prefeitura.
Em determinado momento, um dos guardas municipais que estavam no local aborda o vereador, na tentativa de contê-lo. Mas ele reage pedindo para que o guarda o prenda e os dois começam a discutir.
O guarda pede que o vereador fale baixo e Madureira pede respeito. Nesse momento, um servidor da Prefeitura tenta ir para cima do vereador e acaba contido por populares. Os guardas municipais precisaram intervir para evitar que a situação saísse de controle.
Além disso, os projetos protocolados foram a transformação da Secretaria Municipal de Defesa Social em Secretaria de Segurança Pública Municipal de Várzea Grande, reestruturação do plano de carreira dos profissionais de Comunicação Social e o plano de cargos, carreira e salários dos fiscais municipais.
Gazeta Digital