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CUIABÁ

HORROR DOMÉSTICO

Esposa apanhava com galho de acerola e tinha feridas lavada com sal

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Uma jovem de 27 anos, moradora do bairro Doutor Fábio 2, em Cuiabá, registrou uma denúncia chocante de violência doméstica contra seu marido, Jardel Alves Gonçalves, de 31 anos. Os crimes ocorreram na presença dos filhos do casal, com idades de 11 e 02 anos. A vítima, cujo nome não foi divulgado por questões de segurança, conseguiu escapar de uma sessão de tortura na terça-feira (12) e, posteriormente, registrou um boletim de ocorrência.

Jardel foi preso em flagrante e, após passar por audiência de custódia, teve sua prisão mantida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.

De acordo com a denúncia, a vítima, que é casada com Jardel há quase 13 anos, vinha sofrendo violências recorrentes, as quais aumentavam ao longo do tempo. Os filhos do casal testemunharam as agressões físicas e psicológicas infligidas pelo pai à mãe.

As agressões descritas são de extrema gravidade. A vítima relata que era agredida com objetos como galhos de acerola, e o agressor só cessava quando suas costas começavam a sangrar. No episódio mais recente, ocorrido por volta das 19h, Jardel trancou a vítima no quarto e a agrediu violentamente até as 23h, quando ela conseguiu escapar e procurar a delegacia.

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As investigações revelaram ainda que, após o espancamento, o homem ainda esfregava as feridas da mulher, com sal, vinagre e pimenta, para que a vítima sofresse ainda mais.

Além das agressões, as investigações revelaram que o agressor, após o espancamento, aplicava sal, vinagre e pimenta nas feridas da mulher, intensificando o sofrimento da vítima.

A delegada Jannira Laranjeira, responsável pelo caso, destacou a recorrência das violências e a gravidade da última agressão. Segundo a delegada, a vítima sofreu um aumento nas agressões após desabafar com a mãe sobre o tormento que vivia. Laranjeira alertou para o comportamento de Jardel, que perseguia, monitorava e ameaçava constantemente a vítima, caso ela o abandonasse ou denunciasse à polícia.

Jardel, ao ser autuado, desafiou as autoridades, afirmando possuir residência e emprego fixo, ser réu primário e, portanto, não ficaria preso. Contudo, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira converteu a prisão em flagrante para preventiva durante a audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (13).

A delegada ressaltou a crueldade do agressor e fez um apelo às mulheres que vivem situações semelhantes, encorajando-as a denunciar. Familiares e amigos que têm conhecimento dessas situações foram instados a intervir e auxiliar essas mulheres.

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O caso evidencia a importância de ações preventivas e de conscientização para combater a violência doméstica, um flagelo que afeta inúmeras vítimas silenciosas em todo o país.

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POLÍCIA

Justiça mantém preso acusado de matar colega de trabalho com faca e pauladas

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A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão preventiva de Amarildo do Prado, acusado de matar o colega de trabalho Mario Alexander Rojas Caballero, 45, e enterrar o corpo em uma cova rasa em um estacionamento no bairro Baú, em Cuiabá. O crime aconteceu no sábado (23), mas só foi descoberto nessa segunda-feira (25). Ele confessou o crime à Polícia Civil e foi preso em flagrante.

A decisão foi assinada pelo juiz plantonista Moacir Rogério Tortato, nesta terça-feira (26), que considerou presentes os requisitos legais para manter o suspeito preso pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

“Segundo a autoridade policial, entendeu que a ocultação de cadáver se trata de crime permanente, cuja consumação se protrai no tempo, remanescendo, assim, a persistência do estado de flagrância”, diz trecho da decisão.

O juiz também apontou a gravidade concreta do caso e citou a existência de uma execução penal em curso contra o suspeito, indicando possível reincidência criminal.

 

“Além da gravidade concreta do fato, apta a vulnerar a ordem pública, observa também a existência de execução penal em curso, na qual, em tese, ainda haveria pena a ser cumprida pelo ora apresentado, circunstância que revela renitência delitiva e reiteração criminosa”, afirmou.

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A decisão não detalha crime anterior ao qual o acusado responde.

 

O caso 

Conforme as investigações, Mario foi encontrado parcialmente enterrado na tarde de segunda-feira (25), após policiais serem acionados por uma denúncia sobre um pé humano visível em uma área de obra no estacionamento.

O suspeito, que trabalhava no mesmo local da vítima e mantinha desavenças frequentes com ela, passou a ser monitorado após comparecer ao trabalho com um hematoma no rosto, alegando ter sido vítima de roubo.

Na saída da delegacia, Amarildo ainda chegou a afirmar que foi por legítima defesa. “Foi acerto de contas porque era eu ou era ele. Ele me ameaçou de morte e eu matei”.

 

Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime aos investigadores e demonstrou a dinâmica do homicídio no local.

 

O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

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