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CNJ abre consulta pública sobre os macrodesafios da Estratégia Nacional do Poder Judiciário 2027-2032

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) incluiu um novo macrodesafio aos 12 que comporão a Estratégia Nacional do Poder Judiciário para o ciclo de 2027 a 2032. Com o nome de Aperfeiçoamento da Comunicação Institucional e Combate à Desinformação, o enunciado ressalta a necessidade de destacar o tema da comunicação, que estava sob o guarda-chuva do macrodesafio Fortalecimento da Relação Institucional do Poder Judiciário com a Sociedade.

Para determinar o grau de importância desse macrodesafio e dos demais que orientarão os tribunais brasileiros no próximo ciclo, de 2027 a 2032, da Estratégia Nacional do Poder Judiciário, o CNJ abriu consulta pública para que a população opine sobre cada enunciado. Os interessados em participar da consulta pública têm até 22 de outubro para preencher o formulário disponível no site da instituição. Acesse aqui o formulário e contribua para o fortalecimento da Justiça brasileira. 

Além do novo macrodesafio, outros cinco receberam alterações. É o caso da inclusão dos Direitos Humanos no macrodesafio Garantia dos Direitos Fundamentais. A mudança enfatiza o compromisso de cumprimento dos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos.

Já do macrodesafio Agilidade e Produtividade na prestação jurisdicional, foi retirada a palavra “produtividade”. Isso porque esse termo costuma ser associado a práticas de gestão da iniciativa privada, o que poderia provocar interpretação equivocada da finalidade da Estratégia Nacional do Poder Judiciário. A proposta de suprimir essa palavra será avaliada durante a consulta pública.

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Pacificação

Em outro macrodesafio, foi sugerida a inclusão dos termos “qualidade” e “efetividade” para sublinhar que a resolução de conflitos com a entrega da prestação jurisdicional deve promover a pacificação de litígios e obter as soluções adequadas a cada demanda. Assim, foi inserido o conceito mais atual “Adoção de métodos adequados para soluções de conflitos” no item Prevenção de Litígios e Adoção de Soluções Consensuais para Conflitos.

Esse ajuste na redação do enunciado facilita a compreensão de que a solução consensual deve ser incentivada, apesar de nem sempre ser possível, de acordo com a natureza das questões controvertidas num processo, que pode envolver direitos indisponíveis.

O macrodesafio Promoção de Sustentabilidade ganhou a adição do aspecto social com a inclusão do termo “responsabilidade social”. A alteração enfatiza a preocupação de envolvimento com as principais demandas da sociedade civil.

O enunciado Aperfeiçoamento da Gestão Administrativa e da Governança Judiciária ficou mais abrangente ao ser alterado para Aperfeiçoamento da Governança e da Gestão.

Por fim, a mudança do macrodesafio “Fortalecimento da Estratégia Nacional de TIC e de Proteção de Dados” para “Desenvolvimento Ético de Soluções de Inovação Tecnológica e Segurança Cibernética” traz mais clareza ao tema voltado para a área de tecnologia.

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Jornalista Anderson Pinho com Assessoria do CNJ

#PraTodosVerem: A imagem exibe um notebook aberto sobre uma mesa de madeira, mostrando em sua tela um website, que parece ser do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devido ao logo, com a página de “Consulta Pública – Macrodesafios do Poder Judiciário para 2027-2032”. Ao lado esquerdo do notebook, há uma caneca amarela brilhante. No lado direito, repousam um par de óculos de grau pretos sobre um bloco de notas. O fundo da cena é uma parede com textura de cimento ou tijolo aparente em tons de cinza.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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