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Comissões da OAB-MT trabalham a conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração de crianças e adolescentes

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Foto da Notícia: Comissões da OAB-MT trabalham a conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração de crianças e adolescentes

imgA Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), por meio das Comissões da Infância e Juventude e de Cultura e Responsabilidade Social, terá uma programação especial com atividades de conscientização e orientação, palestras e reuniões com foco na Campanha Maio Laranja. Uma iniciativa nacional de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, voltada à prevenção, orientação da sociedade e fortalecimento da rede de proteção.
São ações que aproximam ainda mais a OAB-MT da sociedade e evidenciam o papel social da Ordem. “As nossas comissões fazem essa ligação da advocacia com a comunidade, nas mais diversas áreas de atuação. Agora em maio, temos também a preocupação de ajudar a conscientizar a população sobre esse drama que é o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes”, pontua Gisela Cardoso, presidente da OAB-MT.
img“O cenário se mostra ainda mais sensível em Mato Grosso. Segundo o mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em 2025, com registros referentes a 2024, o Estado possui municípios entre os maiores índices nacionais de estupro e estupro de vulnerável, com destaque para Sorriso, que ocupou a 2ª posição nacional, além de Tangará da Serra, Sinop e Cuiabá, que também figuram entre os 50 maiores índices do país, reforçando a urgência de ações preventivas, educativas e integradas entre a advocacia, o poder público e a rede de proteção”, alerta Cíntia Nágila Santos Pinheiro, presidente da Comissão da Infância e Juventude.
Na manhã desta segunda-feira (11), aconteceu uma Reunião Ordinária Conjunta e o lançamento das ações e da campanha “Maio Laranja | Faça Bonito na OAB-MT: Proteção Integral de Crianças e Adolescentes”, durante o encontro foram realizadas exposições técnicas e institucionais sobre temas relacionados à proteção de crianças e adolescentes.
imgA programação contou com exposição inicial da vice-presidente da Comissão de Cultura e Responsabilidade Social e Assistente Social, Marilene Pereira, da advogada Gláucia Cristina, membro da Comissão da Infância e Juventude e da Comissão de Direito de Família e Sucessões, além da participação do presidente da Associação dos Conselheiros Tutelares, Nelson Faria.
“Reunimos convidados e representantes da rede de proteção em um momento de diálogo, conscientização e fortalecimento da proteção integral de crianças e adolescentes. Um dos nossos objetivos é reforçar a importância da prevenção, da informação e da atuação em rede”, informa a presidente da Comissão de Cultura e Responsabilidade Social, Andressa Beatriz Mendes Costa.
Ações educativas serão desenvolvidas ao longo do mês de maio pelas Comissões. O trabalho conta ainda com o apoio da Comissão da Jovem Advocacia (COJAD) e da Comissão de Ações Comunitárias, além de instituições da rede de proteção, entre elas a Associação dos Conselheiros Tutelares.
Judite Rosa
Assessoria de Imprensa OAB-MT
Celular/WhatsApp: 65-99610.7865
Instagram @oabmatogrosso

Fonte: OAB – MT

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Racismo, xenofobia, homofobia e etarismo: novo livro mostra como violências se cruzam no ambiente de trabalho

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Obra baseada em pesquisa de mestrado analisa um fenômeno ainda pouco debatido no Brasil: a discriminação múltipla e interseccional

Em uma escola de elite em Cuiabá, uma auxiliar de limpeza haitiana é chamada de “urubu”, ridicularizada pelo sotaque, hostilizada por sua religião, excluída por ser lésbica e humilhada pela idade e pela deficiência visual. A personagem é fictícia, mas a violência retratada está longe de ser invenção.

A história de Myrlande Constant está na introdução do livro “Discriminação Múltipla e Interseccional no Trabalho: diálogo entre o Direito Brasileiro e os Sistemas Global e Interamericano de Direitos Humanos”, do juiz do Trabalho Mauro Roberto Vaz Curvo, lançado neste mês em Cuiabá pela Editora Venturoli.

Na obra, Mauro Vaz Curvo aborda um dos temas mais atuais e desafiadores das relações de trabalho contemporâneas: situações em que uma mesma pessoa sofre diferentes formas de discriminação ao mesmo tempo. Racismo, xenofobia, etarismo, capacitismo, homofobia e intolerância religiosa aparecem de maneira combinada, produzindo impactos ainda mais profundos na vida de trabalhadores vulneráveis.

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Segundo o autor, o tema ainda é pouco estudado no Brasil e raramente chega aos tribunais. Embora o ordenamento jurídico brasileiro contemple normas de proteção contra formas isoladas de discriminação, ainda há obstáculos para enfrentar adequadamente situações em que diferentes tipos de preconceito e exclusão se manifestam de maneira combinada.

O livro é uma adaptação da pesquisa de mestrado de Mauro Vaz Curvo na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e analisa como a sobreposição de marcadores sociais — como raça, gênero, deficiência, idade, orientação sexual, nacionalidade e religião — pode criar formas complexas de desigualdade no ambiente de trabalho.

A pesquisa reúne decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST), tratados internacionais, entendimentos dos Comitês da ONU, precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos, além de protocolos do Conselho Nacional de Justiça e da Justiça do Trabalho. O objetivo é demonstrar que o enfrentamento dessas discriminações exige uma visão mais ampla e conectada à realidade social.

Ao longo da obra, o autor sustenta que o problema é agravado por características históricas da sociedade brasileira, marcada por estruturas racistas, machistas, homofóbicas, entre outras. Essas violências, destaca o estudo, raramente aparecem de forma isolada.

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Mais do que um livro voltado ao meio jurídico, a publicação busca ampliar o debate público sobre desigualdade, dignidade humana e inclusão no trabalho. 

A obra é destinada a profissionais do Direito, pesquisadores, estudantes, integrantes do sistema de justiça e também ao público em geral interessado em compreender como diferentes formas de discriminação podem se cruzar e impactar profundamente a vida das pessoas.

Mauro Roberto Vaz Curvo é Juiz Titular da 1ª Vara do Trabalho de Tangará da Serra, mestre em Direitos Humanos e Fundamentais pela UFMT e Membro do Grupo de Pesquisas em Ambiente do Trabalho da UFMT (GPMAT)

 

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