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Simonetti anuncia ao Brasil que MT será sede da 1ª Conferência Nacional da Interiorização da Advocacia Brasileira

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Foto da Notícia: Simonetti anuncia ao Brasil que MT será sede da 1ª Conferência Nacional da Interiorização da Advocacia Brasileira

imgPresidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, ao lado da presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, anunciou na sessão do Conselho Federal, na manhã desta segunda-feira (16), que será realizada em Mato Grosso, em 2026, a 1ª Conferência Nacional da Interiorização da Advocacia Brasileira.
O evento faz parte de um projeto maior da Ordem dos Advogados de fortalecimento e valorização da classe, abraçando toda a advocacia no país, onde quer que esteja.
“Quero anunciar ao Brasil que a advocacia brasileira experimentará um momento inédito, que será a realização da 1ª Conferência Nacional da Interiorização da Advocacia Brasileira, contemplando um dos maiores projetos instituídos por este Conselho Federal e, em conversa com a presidente Gisela, a diretoria se convenceu que o Estado do Mato Grosso merecia ser a primeira sede desta conferência, por isso estamos aqui para anunciar, ao lado de Gisela, para parabenizá-la e parabenizar toda a advocacia de Mato Grosso. Nós vemos em Mato Grosso!” – disse Simonetti.
imgApós o anúncio, Gisela expressou sua alegria em sem anfitriã deste projeto inovador. “Recebo esse anúncio do presidente Simonetti, confirmando o evento em Mato Grosso, com muita alegria, estou muito feliz com esta notícia, porque é uma conquista que demonstra a importância e o tamanho da nossa Seccional e abraça a nossa defesa de uma advocacia única e forte em todo o país”, disse Gisela.
O anúncio já havia feito, em Cuiabá, na abertura do I Colégio de Presidentes de Seccionais da OAB-MT e Delegados da CAA-MT, dia 5 de junho, pelo presidente do CFO em exercício Felipe Sarmento e o coordenador do Colégio de Presidentes de Seccionais, Rafael Lara, que prestigiaram o encontro. “Agora, a fala de Simonetti, no órgão maior de nossa instituição, reforça e consagra mais uma vez o evento e já vamos começar a nos organizar para receber a advocacia brasileira, nesta nossa terra calorosa, tenho certeza que será marcante e inesquecível e para a advocacia brasileira será um marco de um novo paradigma”, disse Gisela.
Os conselheiros federais por Mato Grosso presentes na sessão do CFO – Fernanda Brandão, Edmar Marçal e Kamila Michiko – também celebraram e aplaudiram o anúncio.
Keka Werneck
Assessoria de Imprensa OAB-MT
Celular/WhatsApp: 65-99610.7865
Instagram @oabmatogrosso

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Fonte: OAB – MT

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Racismo, xenofobia, homofobia e etarismo: novo livro mostra como violências se cruzam no ambiente de trabalho

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Obra baseada em pesquisa de mestrado analisa um fenômeno ainda pouco debatido no Brasil: a discriminação múltipla e interseccional

Em uma escola de elite em Cuiabá, uma auxiliar de limpeza haitiana é chamada de “urubu”, ridicularizada pelo sotaque, hostilizada por sua religião, excluída por ser lésbica e humilhada pela idade e pela deficiência visual. A personagem é fictícia, mas a violência retratada está longe de ser invenção.

A história de Myrlande Constant está na introdução do livro “Discriminação Múltipla e Interseccional no Trabalho: diálogo entre o Direito Brasileiro e os Sistemas Global e Interamericano de Direitos Humanos”, do juiz do Trabalho Mauro Roberto Vaz Curvo, lançado neste mês em Cuiabá pela Editora Venturoli.

Na obra, Mauro Vaz Curvo aborda um dos temas mais atuais e desafiadores das relações de trabalho contemporâneas: situações em que uma mesma pessoa sofre diferentes formas de discriminação ao mesmo tempo. Racismo, xenofobia, etarismo, capacitismo, homofobia e intolerância religiosa aparecem de maneira combinada, produzindo impactos ainda mais profundos na vida de trabalhadores vulneráveis.

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Segundo o autor, o tema ainda é pouco estudado no Brasil e raramente chega aos tribunais. Embora o ordenamento jurídico brasileiro contemple normas de proteção contra formas isoladas de discriminação, ainda há obstáculos para enfrentar adequadamente situações em que diferentes tipos de preconceito e exclusão se manifestam de maneira combinada.

O livro é uma adaptação da pesquisa de mestrado de Mauro Vaz Curvo na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e analisa como a sobreposição de marcadores sociais — como raça, gênero, deficiência, idade, orientação sexual, nacionalidade e religião — pode criar formas complexas de desigualdade no ambiente de trabalho.

A pesquisa reúne decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST), tratados internacionais, entendimentos dos Comitês da ONU, precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos, além de protocolos do Conselho Nacional de Justiça e da Justiça do Trabalho. O objetivo é demonstrar que o enfrentamento dessas discriminações exige uma visão mais ampla e conectada à realidade social.

Ao longo da obra, o autor sustenta que o problema é agravado por características históricas da sociedade brasileira, marcada por estruturas racistas, machistas, homofóbicas, entre outras. Essas violências, destaca o estudo, raramente aparecem de forma isolada.

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Mais do que um livro voltado ao meio jurídico, a publicação busca ampliar o debate público sobre desigualdade, dignidade humana e inclusão no trabalho. 

A obra é destinada a profissionais do Direito, pesquisadores, estudantes, integrantes do sistema de justiça e também ao público em geral interessado em compreender como diferentes formas de discriminação podem se cruzar e impactar profundamente a vida das pessoas.

Mauro Roberto Vaz Curvo é Juiz Titular da 1ª Vara do Trabalho de Tangará da Serra, mestre em Direitos Humanos e Fundamentais pela UFMT e Membro do Grupo de Pesquisas em Ambiente do Trabalho da UFMT (GPMAT)

 

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