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CUIABÁ

Eduardo Botelho

Cuiabá, 307 anos de fé, trabalho e resistência

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Cuiabá chega aos seus 307 anos carregando uma história construída com fé, trabalho e, sobretudo, resistência. Uma cidade que nasceu às margens do rio e cresceu com a força de um povo que nunca se acostumou a desistir.

Eu conheço cada palmo desse chão. Minha história está nas ruas de Cuiabá, nas feiras, no trabalho simples e digno que molda o caráter de quem aprende, desde cedo, que a vida exige esforço, coragem e perseverança. Foi ali que aprendi uma lição que levo comigo até hoje, quando uma porta se fecha, a gente abre uma janela e continua na luta. Na feira, aliás, foi um dos lugares onde mais gostei de trabalhar. Porque ali, como na vida pública, nenhum dia é igual ao outro. São desafios constantes, mas também muitas conquistas. É um ambiente que ensina sobre resiliência, sobre lidar com as dificuldades e, principalmente, sobre valorizar cada vitória, por menor que ela pareça.

É com esse espírito que sigo trabalhando na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), com responsabilidade e compromisso, buscando soluções reais para os desafios da nossa capital. Nosso trabalho é diário e tem foco claro, avançar na regularização fundiária, fortalecer a agricultura familiar e melhorar o atendimento na saúde pública. Sabemos que Cuiabá enfrenta dificuldades. Mas também sabemos que o cuiabano não se entrega. É um povo que segue em frente, que acredita, que luta. E é ao lado dessa gente que continuamos trabalhando, construindo caminhos para uma cidade mais justa, estruturada e com oportunidades para todos.

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Mas também é tempo de reflexão. Precisamos viver intensamente o presente, sem perder de vista a responsabilidade de planejar o futuro. É assim que deve agir um bom gestor, com os pés no hoje, mas com o olhar firme no amanhã. Cuiabá tem potencial para ser muito mais. No entanto, a nossa sociedade ainda carece de cuidados básicos. Saúde, infraestrutura, educação, mobilidade urbana, são áreas que exigem atenção constante, eficiência e resultados concretos. Resolver o básico é essencial para garantir dignidade à população e criar as bases para um desenvolvimento sólido. Por isso, é fundamental termos representações com experiência, foco e determinação, capazes de enfrentar os desafios do presente e, ao mesmo tempo, pensar de forma moderna e estratégica o futuro da nossa cidade.

Tenho uma ligação genuína com as feiras da nossa cidade. Meu pai também foi feirante, e revisitar esses espaços, que representam tanto da nossa identidade, é sempre motivo de emoção para mim. A feira é mais do que comércio, é cultura, é convivência, é o retrato vivo da força da agricultura familiar. É ali que vemos o cuidado com a produção, o respeito com o alimento, o esforço de quem planta, colhe, limpa e entrega à população produtos de qualidade. A feira é, sem dúvida, uma das expressões mais autênticas da cuiabania.

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Reafirmo meu compromisso com Cuiabá. Continuarei trabalhando incansavelmente, com responsabilidade, diálogo e proximidade com as lideranças dos bairros, ouvindo as demandas da população, entendendo cada realidade e buscando soluções concretas para o desenvolvimento da nossa capital. Conte sempre comigo. Seguiremos firmes, com trabalho sério, responsabilidade e dedicação, construindo uma Cuiabá cada vez melhor para todos

Cuiabá é gigante. É a capital do nosso estado, o coração que impulsiona o desenvolvimento de Mato Grosso. Parabéns, Cuiabá, pelos seus 307 anos. Seguiremos juntos, com fé, trabalho e esperança, construindo um futuro ainda melhor para todos.

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Recuperação Judicial e a Medicina

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Assessoria

Recentemente o CEO da Agro Amazônia afirmou que “a recuperação judicial é um câncer para o agronegócio”. Aceita a comparação, vou levá-la a sério, até as últimas consequências.

Doença grave não se enfrenta com indignação, revolta ou simplesmente desejando que ela não exista. Doença se enfrenta com diagnóstico, ciência, prevenção e tratamento. A doença existe independentemente de gostarmos ou não dela.

A medicina durante décadas, procurou compreender as causas, fatores de risco e seus diferentes comportamentos. Hoje sabemos, por exemplo, que a relação de cigarro e doença é diretamente proporcional. Não foi a indignação contra a doença que produziu esse conhecimento. Foram pesquisa, dados e ciência.

Se fadados a tamanha abjeção na comparação estamos nós, no Direito legalizado de salvar empresas, que há 25 vimos fazendo, sugiro façamos o mesmo com a recuperação judicial.

Parar de reclamar e ajudar a resolver com ciência. Se o Brasil está vivendo uma epidemia de recuperações judiciais, a pergunta intelectualmente séria e honesta não é “como acabar com a recuperação judicial”, mas “por que tantas empresas estão desenvolvendo essa doença e como resolver com segurança essa questão.”

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Juros altos, crédito restrito, Alavancagem, Queda dos preços, Quebra de safra, Oscilações cambiais, Aumento dos custos de produção, Retração econômica são os fatores que aumentam o número de recuperações.

E há outro ponto importante na infeliz metáfora: na medicina, diagnóstico precoce aumenta as chances de cura.

No ambiente empresarial não é diferente. Quanto antes a crise é identificada e enfrentada, maiores são as possibilidades de reorganização e menores tendem a ser os prejuízos para credores, trabalhadores, fornecedores e para a própria economia, permitindo que o produtor consiga se reerguer mais facilmente.

A Lei da Recuperação, que hoje conta com R.E., cautelar e até mediação, criou justamente o ambiente institucional no qual essa situação é enfrentada. Seu artigo 47 estabelece como objetivo preservar a empresa, no caso, o produtor, sua função social, os empregos e os interesses dos credores.

E sim, há recuperações que conseguem reorganizar empresas e outras que não. É exatamente para fazer essa seleção que existe processo judicial, com administrador judicial, credores, assembleia, fiscalização, plano de recuperação e Advogados especializados, principalmente.

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Mais uma vez: doenças não são enfrentadas com frases de efeito. São enfrentadas procurando suas causas, identificando fatores de risco, aperfeiçoando métodos de diagnóstico e desenvolvendo tratamentos cada vez mais eficientes.

Nesse cenário, aqueles que trabalham seriamente com recuperação judicial não são propagadores da doença. São profissionais chamados justamente quando a doença já se manifestou.

Há ainda algo de missionário nessa atividade: enquanto alguns preferem reclamar, pois não enxergam ou não querem enxergar a realidade, não enxergam que outros estão diariamente dentro das empresas tentando salvar atividades produtivas, empregos, patrimônio, fornecedores e créditos.

Por fim, indignar-se com a situação e fácil. Difícil — e necessário — é ter maturidade para compreendê-la e coragem para solucioná-la.

Euclides Ribeiro é advogado há 25 anos sócio fundador da ERS Advocacia

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