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POLÍTICA NACIONAL

Medida provisória estende subsídio para baratear diesel

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As empresas que produzem ou importam óleo diesel para uso em caminhões e outros veículos rodoviários poderão continuar recebendo auxílio financeiro do governo federal para baratear o combustível. A Presidência da República publicou, na sexta-feira (11), medida provisória que autoriza a concessão de subsídios em períodos de até 30 dias, prorrogáveis por iguais períodos.

A MP 1.391/2026 mantém a subvenção econômica para produtores e importadores de diesel de uso rodoviário, mas altera a forma de concessão do benefício. A MP 1.363/2026, que deixa de valer em 26 de setembro, fixava a subvenção em R$ 1,12 por litro e previa períodos de dois meses para eventual alteração ou interrupção do benefício.

Na nova medida, o valor por litro será definido em ato do ministro da Fazenda, e a subvenção terá períodos de vigência de 30 dias, que poderão ser prorrogados por igual período. O ministro também poderá interromper o benefício ou alterar seu valor ao fim de cada período.

Assim como na MP anterior, as empresas deverão descontar do preço de venda o valor correspondente à subvenção e informar a operação à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável pela apuração e pelo pagamento dos valores devidos.

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O auxílio ainda depende do regulamento e de futuras medidas provisórias de crédito extraordinário para liberar recursos extras e permitir o pagamento às empresas — o modelo adotado até então pelo governo federal. 

Motivos do governo

O Planalto descreve a medida como mais estrutural que as demais. Segundo o governo, a nova sistemática permite maior flexibilidade para interromper ou ajustar a subvenção conforme as condições do abastecimento interno. Na nova medida, as alterações poderão ocorrer ao fim de cada período de vigência, de até 30 dias. Na MP 1.363, o ministro da Fazenda poderia alterar ou interromper a subvenção ao fim de períodos de dois meses.

A MP 1.391 é a quinta medida provisória deste ano que prevê o auxílio ao setor. Os textos viabilizaram os R$ 27,4 bilhões autorizados em 2026 para baratear o combustível, na forma de subvenção econômica. O Planalto justifica que o preço do petróleo aumentou após conflitos internacionais, como o que envolve Israel, Estados Unidos e Irã. Na exposição de motivos, ainda cita a “frustração das perspectivas de resolução diplomática” dos conflitos.

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ANP

A ANP, que regula o setor de combustíveis, será responsável por habilitar as empresas interessadas e por verificar a documentação que comprova o desconto. Para isso, o órgão deve monitorar os preços e ter acesso às notas fiscais das empresas habilitadas. 

O descumprimento das regras sobre as informações prestadas sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei do Abastecimento Nacional de Combustíveis, que podem ir de multa até a revogação da autorização para atuar no setor.

Os períodos de apuração durarão um mês, com datas a serem definidas em ato posterior do Ministério da Fazenda. Os pagamentos reconhecidos serão efetuados somente após a ANP apurar mensalmente, segundo o texto. As subvenções poderão ser diferentes para importadores e produtores.

Congresso

O Congresso Nacional tem prazo de 60 dias para analisar a medida provisória. O prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias. Durante o recesso parlamentar, entre 23 de dezembro e 1º de fevereiro, a contagem do prazo fica suspensa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Pesquisa mostra que Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula numericamente no segundo turno

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Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O levantamento foi encomendado pela Rede Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.

No cenário estimulado para o segundo turno, Flávio aparece com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Com isso, os dois permanecem tecnicamente empatados.

Primeiro turno

Na simulação de primeiro turno, Lula continua liderando a disputa, com 36% das intenções de voto, mesmo percentual registrado na pesquisa anterior, divulgada em 7 de setembro.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresentou crescimento e passou de 29% para 31% das intenções de voto.

Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) aparece com 7%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 4% cada, enquanto Romeu Zema (Novo) soma 1%.

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O levantamento aponta ainda que 8% dos entrevistados pretendem votar em branco, nulo ou anular o voto. Outros 10% ainda não sabem em quem votar.

Pesquisa espontânea

No cenário espontâneo, em que os entrevistados citam livremente o nome de sua preferência, sem receber uma lista de candidatos, Lula aparece com 28% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 23%.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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