Pesquisa Data Index aponta favoritos à Câmara Federal e destaca crescimento de Professor Haroldo Arruda (NOVO) na reta final em Mato Grosso
Publicado em
23/09/2026 18:42:02
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Opinião o MT
A corrida pelas oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara Federal ganhou novos contornos nesta semana com a divulgação de uma nova pesquisa do Instituto Data Index, realizada na modalidade espontânea, aquela em que o eleitor cita o candidato da preferência sem o auxílio de uma lista prévia. O levantamento aponta os nomes mais lembrados pelo eleitorado mato-grossense a poucos dias das eleições de 4 de outubro.
Entre os destaques da pesquisa está o candidato Professor Haroldo Arruda (Novo). Com 0,87% das intenções de voto na modalidade espontânea, Haroldo aparece à frente de diversos nomes tradicionais e figuras conhecidas da política estadual, superando concorrentes como Rodrigo da Zaelli (deputado federal), Antero Paes de Barros (ex-senador), Ranalli (vereador e candidato a deputado federal), Valtenir Pereira (ex-deptuado fedral), o Procurador Mauro (disputou Prefeitura de Cuiabá, senado e governo estadual) e Vitório Galli (ex-deputado federal).
OS LÍDERES DA CORRIDA ESPONTÂNEA
O topo da lembrança do eleitorado mato-grossense é liderado por figuras com atuação política e administrativa no estado. O deputado federal Fábio Garcia (União) aparece na liderança com 4% das intenções de voto. Logo na sequência vêm o deputado federal Juarez Costa (Republicanos), com 3,56%, e Irajá Lacerda (PSD), que registra 3,5%.
O bloco seguinte de pontuação traz Virginia Mendes (União), o deputado federal Coronel Assis (PL) e a ex-deputada Professora Rosa Neide (PT), todos empatados com 3% das intenções de voto cada.
A pesquisa também mede o desempenho de outros nomes na disputa. Coronel Fernanda (PL) e Nilson Leitão (PP), com 2,56% cada. Neri Geller (Podemos) e Emanuelzinho (PSD), 2% cada. Fernando Gorgem (Podemos), Nelson Barbudo (Podemos), Delegado Fred Murta (Podemos) e Dr. Leonardo (Republicanos), com 1% cada.
O cenário espontâneo ainda é marcado por um alto índice de indecisão. 46,42% dos eleitores afirmaram que não sabem em quem votar ou preferiram não responder. Outros 2,17% citaram nomes que obtiveram até quatro menções isoladas, enquanto 0,62% declararam que votariam em branco ou anularão o voto em nenhum dos nomes apresentados.
A pesquisa do Instituto Data Index foi realizada com 1.600 entrevistados em todas as regiões de Mato Grosso, entre os dias 17 e 20 de setembro. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-04351/2026. Os dados possuem um nível de confiança estatística de 95%, com margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Com a proximidade do pleito no dia 4 de outubro, a disputa pelas oito vagas na bancada federal de Mato Grosso entra na fase mais decisiva, com os candidatos intensificando o corpo a corpo para conquistar o eleitorado ainda indeciso.
Leis aprovadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nos últimos anos tratam de situações de risco no trânsito e preveem medidas voltadas a motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e estudantes. As normas ganham destaque durante a Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro e dedicada à educação e à segurança nas vias.
Entre as normas está a Lei nº 11.591/2021, que estabelece regras para a sinalização em obras realizadas em rodovias estaduais. O texto determina que, quando houver obstáculos ou redutores de velocidade no local da obra, seja instalada sinalização adequada e suficiente para prevenir acidentes.
Além da sinalização e das condições das vias, a infraestrutura e a conscientização também são apontadas por representantes de motoristas por aplicativo como fatores importantes para a redução de acidentes nos perímetros urbanos. O vice-presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Mato Grosso (AMA-MT), Anderson Ferreira Neto, cita as condições das vias de Cuiabá e Várzea Grande e defende ações educativas.
“Esse asfalto ruim aumenta os acidentes e acelera o processo de desgaste dos veículos”, afirmou. Ele também considera necessárias campanhas sobre os riscos do álcool e das drogas ao volante, além de ações de orientação sobre a travessia de pedestres e a construção de passarelas e faixas elevadas.
Foto: JLSiqueira / Secretaria de Comunicação Social
A Lei nº 12.711/2024 estabelece campanha de orientação para o uso seguro da faixa de segurança de pedestres. Já a Lei nº 12.905/2025 institui o Programa Rota Escolar Segura, voltado à segurança e ao bem-estar das crianças nos trajetos entre casa e escola, com medidas para prevenir situações de risco.
A proteção de quem utiliza a bicicleta é outro aspecto abordado pelas normas aprovadas pela Assembleia. A Lei nº 13.018/2025 altera dispositivos da legislação de incentivo, proteção e respeito aos ciclistas e institui a Semana Estadual de Conscientização e Prevenção de Acidentes ao Ciclista.
Entre os trabalhadores que dependem diretamente das vias para exercer suas atividades, os motoristas de aplicativo são contemplados por medidas específicas. A Lei nº 12.634/2024 estabelece medidas de segurança para usuários e motoristas de aplicativos. Entre as previsões estão cadastro de usuários e condutores, exigência de documentos e antecedentes criminais, possibilidade de reconhecimento facial, botão de pânico, rastreamento e câmeras internas nos veículos.
A presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, relata que o botão de pânico teve resultado positivo na experiência da categoria. Segundo ela, após a implantação da ferramenta, houve grande redução nos assaltos, embora os casos tenham voltado a ocorrer recentemente.
Já Anderson Ferreira Neto aponta que, apesar da existência dos mecanismos, parte dos trabalhadores ainda encontra dificuldade para ter acesso às ferramentas de segurança. Segundo ele, o botão de pânico e outros dispositivos oferecidos pelo Estado não chegam à maioria dos motoristas, enquanto o custo de instalação de câmeras pode ficar fora do orçamento dos profissionais.
Além das medidas diretamente relacionadas à segurança, a legislação também prevê a possibilidade de adoção de incentivos fiscais, tributários e linhas de crédito para a renovação dos veículos utilizados pelos motoristas. Para Anderson, incentivos são importantes diante dos custos de combustível, manutenção e aquisição de veículos enfrentados pela categoria.
As medidas voltadas aos trabalhadores do trânsito também alcançam os profissionais que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho. A Lei nº 12.188/2023 institui política de incentivo à segurança dos mototaxistas e motoboys e à renovação das motocicletas utilizadas como ferramenta de trabalho. A norma prevê campanhas de prevenção de acidentes, acompanhamento e tratamento de profissionais vítimas de acidentes de trabalho, aperfeiçoamento profissional e possibilidade de incentivos para renovação da frota.
Para a presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, a legislação é uma importante conquista para a categoria, mas ainda não houve, segundo ela, apoio do governo estadual para colocar as medidas em prática.
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