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INTEGRAÇÃO REGIONAL

Moretto articula investimentos em infraestrutura e parcerias estratégicas na posse do novo governador de Santa Cruz

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O deputado Valmir Moretto consolidou um importante passo para a integração regional ao representar a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na posse do novo governador de Santa Cruz, Juan Pablo Velasco. O parlamentar aproveitou a agenda estratégica na Bolívia para fortalecer parcerias e investimentos entre Mato Grosso e a gestão boliviana, focando no desenvolvimento econômico e na cooperação institucional. Para Moretto, o alinhamento com a nova gestão de Santa Cruz é fundamental para garantir que os interesses da região oeste mato-grossense, especialmente nas discussões de fronteira, recebam a devida prioridade.

O foco central da atuação do deputado é a viabilização de infraestrutura, com destaque para a pavimentação de rodovias que conectam os dois países. Essas obras são tratadas como prioridade para facilitar o escoamento da produção e reduzir as distâncias para os milhares de brasileiros que cruzam a fronteira. A melhoria das estradas é vista como um divisor de águas para a logística regional, transformando o acesso terrestre em uma rota segura e eficiente para o intercâmbio comercial e humano.

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Destaque para a educação e formação médica

Além do impacto econômico, o trabalho do deputado reflete diretamente na vida dos estudantes mato-grossenses na Bolívia, que representam cerca de 15% do contingente brasileiro no país. Estima-se que entre 3.500 e 5.000 jovens de Mato Grosso vivam hoje em solo boliviano, atraídos pela proximidade geográfica. O deputado enfatiza que a facilitação logística eleva as condições de quem busca o ensino superior fora do país, entre os vários curos ofertados está o de mediciana, o mais procurado.
Segundo o parlamentar, a infraestrutura rodoviária é a chave para democratizar o acesso acadêmico:

“Viemos representar a Assembleia Legislativa nesta posse com a missão de estreitar laços que beneficiem diretamente nossa população. Nosso trabalho nas rodovias vai facilitar muito a vida de quem deseja cursar uma faculdade no exterior, especialmente na Bolívia. Com estradas pavimentadas, o acesso se torna muito mais rápido e seguro. Além disso, essa integração ajuda a viabilizar o sonho da graduação, pois ao reduzirmos as barreiras logísticas, tornamos o custo de vida e o acesso a esses centros educacionais de excelência muito mais viáveis para os nossos jovens”, afirmou o deputado.

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Essa integração promovida por Moretto tem reflexos diretos na saúde pública de Mato Grosso, já que a Bolívia é, historicamente, a maior exportadora de médicos graduados no exterior para o estado. Dados do CRM-MT confirmam que a maioria dos profissionais com diploma estrangeiro atuando no interior mato-grossense formou-se em universidades bolivianas.

Ao investir em estradas e parcerias, o deputado reafirma seu compromisso em criar uma rede sólida de cooperação que aproxima Mato Grosso de Santa Cruz, garantindo progresso mútuo e a formação de novos profissionais para a população.

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Política MT

Lei “Meninas Calvi Cardoso” é sancionada pelo governador e impõe multa milionária para feminicidas e estupradores de mulheres

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Projeto de autoria do Deputado Dilmar Dal Bosco cria multa administrativa de até 7 mil UPFs, reforça a Lei Maria da Penha e direciona recursos para proteção, acolhimento e apoio às vítimas

O governador Mauro Mendes sancionou e publicou no Diário Oficial do Estado, no dia 10 de março de 2026, a Lei 13.243, de 2026, de autoria do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UNIÃO PROGRESSISTA) que institui, em Mato Grosso, a multa administrativa coercitiva contra condutas lesivas aos direitos indisponíveis da mulher, praticadas em razão da condição de ser mulher ou associadas ao gênero feminino. A nova legislação alcança casos de violência doméstica e familiar, feminicídio, estupro, violência obstétrica e violência institucional, funcionando de forma complementar à Lei Maria da Penha, sem afastar a responsabilização penal, civil ou as medidas protetivas já previstas. Dilmar explicou que a sanção da Lei representa uma resposta concreta do estado a um problema que não pode mais ser enfrentado apenas com discursos de indignação.

“Esse projeto é extremamente importante, ele cria uma multa para quem pratica violência contra mulher em Mato Grosso. Hoje, quando uma mulher sofre violência, o agressor pode responder na Justiça. Com essa lei, além disso, ele também pode levar uma punição administrativa, ou seja, uma multa aplicada pelo Estado”, salientou Dilmar.

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Pelo texto, a multa poderá variar de 200 a 7 mil UPF/MT, conforme a gravidade da conduta, com agravantes nos casos de uso de arma de fogo, quando a vítima for criança, adolescente ou idosa, além de possibilidade de aplicação em dobro em caso de reincidência. O processo administrativo será instaurado a partir do boletim de ocorrência e poderá considerar relatórios de atendimento, laudos médicos ou psicológicos e a palavra da vítima, desde que coerente com outros elementos de prova.

“Funciona assim se um homem agride, ameaça, humilha, machuca, estupra ou comete violência grave contra uma mulher, ele pode ser obrigado a pagar uma multa. Quanto mais grave for o caso, maior será o valor. Esse dinheiro não fica parado. Ele deve ser usado para ajudar mulheres vítimas de violência, pagar atendimento psicológico, transporte, abrigo, aluguel social temporário, campanhas educativas e ações de prevenção”, disse.

Com um substitutivo integral ao Projeto, que aperfeiçoa o texto original, corrigiu pontos formais e materiais e deu ainda mais força humana e simbólica à proposta, que passou a ser denominada Lei Meninas Calvi Cardoso, em memória de Cleci Calvi Cardoso e de suas três filhas, Miliane, Manuela e Melissa, vítimas de um caso que marcou Mato Grosso e o país.

“O substitutivo deu ao projeto a segurança jurídica necessária e, ao mesmo tempo, preservou sua essência, que é proteger mulheres, responsabilizar agressores e transformar dor em política pública concreta”, afirmou Dilmar.

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A proposta também prevê que o agressor arque com despesas médicas, psicológicas, transporte, acolhimento da vítima e custos operacionais do poder público. Outro ponto central é a destinação dos valores arrecadados. 50% para políticas de prevenção e combate à violência de gênero, 30% para atendimento emergencial às vítimas e 20% para apoio temporário às vítimas ou dependentes de vítimas de feminicídio, conforme regulamentação.

“Em palavras bem simples, a partir de agora, quem machucar uma mulher vai responder na Justiça e também vai sentir no bolso. A lei quer proteger as mulheres, punir o agressor e usar o dinheiro da multa para ajudar as vítimas”, explicou Dal Bosco.

Na justificativa, o projeto aponta o avanço dos casos de feminicídio e violência contra a mulher em Mato Grosso, com dados citados da SESP e do Observatório Caliandra do Ministério Público Estadual. A proposta nasce como resposta institucional a um problema que atravessa famílias, municípios e serviços públicos.

“O Parlamento precisa fazer sua parte. O governador tem investido em segurança, mas a Assembleia também deve buscar medidas duras, responsáveis e eficientes para proteger as mulheres, quem agride uma mulher deve responder na Justiça, perante a sociedade e também diante do prejuízo concreto que causa à vítima e ao Estado”, destaca Dilmar Dal Bosco.

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