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Max afirma que cumpriu ordem judicial sobre veto e dispara “não sou Deus”

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) encerrou a sessão desta quarta-feira (9) sem realizar nenhuma votação por falta de quórum. Apenas nove deputados estavam no plenário no momento em que os trabalhos foram encerrados.

Entre as matérias que aguardavam apreciação estava o veto do Governo do Estado ao projeto que concede reajuste de 6,8% aos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A votação deveria ocorrer em caráter nominal após determinação judicial.

O presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), afirmou que a ausência dos parlamentares está relacionada principalmente às agendas de campanha para as eleições. Segundo ele, o cenário é considerado natural diante da proximidade do pleito.

“É natural num período como esse. Nós estamos a menos de 20 dias, praticamente, da eleição”, afirmou Russi durante entrevista após o encerramento da sessão.

A inclusão do veto na pauta ocorreu por determinação da desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos. A decisão estabeleceu multa pessoal diária de R$ 50 mil ao presidente da Assembleia em caso de descumprimento.

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Questionado sobre a possibilidade de ser penalizado pela Justiça diante da falta de votação, Russi afirmou que cumpriu o que havia sido determinado dentro das regras do Legislativo. Ele explicou que a realização da votação depende da presença mínima de 13 deputados.

“Eu cumpri a decisão judicial, eu incluí na pauta, eu coloquei para votar. Agora, eu não sou Deus, não sou o dono da verdade nem o dono da Assembleia. Eu não posso fazer votação sem obedecer à Constituição do Estado, sem obedecer ao regimento da Assembleia”, declarou.

O presidente também afirmou que, caso seja aplicada alguma multa, pretende recorrer judicialmente. Segundo Russi, a Assembleia decidiu não recorrer das decisões anteriores relacionadas ao caso.

Apesar do adiamento, o deputado garantiu que a matéria será apreciada após as eleições e disse acreditar que os servidores do Judiciário terão um resultado favorável na votação.

Com as sessões registrando baixo número de parlamentares nas últimas semanas, Russi ainda admitiu a possibilidade de suspender temporariamente os trabalhos da Casa. A proposta seria retomar as sessões na primeira quarta-feira após as eleições, em 7 de outubro, quando o veto poderá finalmente ser colocado em votação.

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Priminho Riva acusa Wellington Fagundes de exigir 20% de emendas

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O ex-prefeito de Juara (687 km de Cuiabá), Priminho Riva, afirmou que o senador Wellington Fagundes (PL) exigia a devolução de 20% dos valor de emendas parlamentares quando exercia o mandato de deputado federal. Segundo ele, o dinheiro era depositado na conta de um assessor de Fagundes. Priminho disse que não apoia a candidatura de Wellington ao governo e classificou uma eventual vitória de Fagundes como uma “tragédia para Mato Grosso”.

Anteriormente, o ex-prefeito de Porto Alegre o Norte Daniel do Lago (PSDB) já havia feito denúncia semelhante. O episódio gerou, inclusive, munição aos adversários de Wellington no debate promovido pela TV Vila Real. O candidato recorreu judicialmente contra as declarações. Priminho, por sua vez, também foi contundente nas denúncias.

“Não apoio de jeito nenhum o senador Wellington Fagundes. Não apoio porque, quando deputado federal, eu era prefeito e essa questão do deputado federal extorquir os municípios, prefeito, essas coisas estão erradas”, disparou Priminho Riva em entrevista ao Olhar Direto.

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Segundo o ex-prefeito, a liberação de emendas para Juara estaria condicionada ao pagamento de parte do recurso. Ele afirmou ainda que a prática teria ocorrido também com outros prefeitos.

“O Wellington Fagundes não liberava uma emenda para um município, principalmente para o meu, se eu não pagasse para liberar. Também fazia com outros prefeitos”, declarou.

Priminho relatou que teria sido obrigado a aceitar a condição em uma situação envolvendo recursos do Fundo Emergencial, que seriam utilizados para a construção de pontes no município.

“Me obriguei que ele ficasse com a emenda que era direcionada por ele. Mas é difícil você pegar um recurso aonde você tem que devolver 20% e fazer as obras”, disse.

De acordo com o ex-prefeito, a suposta devolução dos recursos comprometia o orçamento destinado às obras. Ele afirmou que, após o desconto, precisava buscar ajuda de produtores rurais para conseguir materiais utilizados na construção das pontes.

“Você tira 20% do orçamento que já vem defasado há mais de ano e que demora para liberar o recurso. Aí, quando você vai construir, o recurso não dá, a prefeitura não tem dinheiro para bancar”, relatou.

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Ao ser questionado sobre como se sentia diante da situação, Priminho foi direto: “Me senti extorquido como tantos outros prefeitos também foram extorquidos”.

Ele afirmou ainda que outros parlamentares cobrariam percentuais diferentes, mas atribuiu a Wellington uma suposta exigência de 20%.

“É um cúmulo um deputado pedir 20% do seu recurso. Tem deputado que pedia 30%, deputado de 50%, mas o Wellington era 20% e ainda pedia para depositar na conta de um assessor dele”, concluiu Priminho.

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