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Ex-suplente de Janaina Riva acusa deputada de violência política de gênero e sinaliza novas denúncias

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A delegada aposentada Ana Cristina Feldner decidiu tornar pública sua insatisfação após ser retirada da condição de suplente da candidatura de Janaina Riva (MDB) ao Senado. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela acusa a deputada de violência política de gênero e afirma que a substituição ocorreu sem comunicação prévia. Feldner também sinalizou que deve apresentar novas denúncias sobre o episódio.

Na publicação, a policial aposentada afirma ter sido desrespeitada e questiona se a conduta da parlamentar não se enquadra na legislação de proteção às mulheres na política. “Em toda a minha trajetória, em meus 25 anos de serviço público, eu nunca fui tão desrespeitada enquanto mulher”, declarou.

 

“Diante de tudo o que eu vivi, hoje me pergunto: será que eu não fui vítima do crime de violência de gênero? Porque a gente acha que essa violência política é praticada apenas pelos homens […] Mas eu me questiono hoje: pela lei, uma mulher também pode ser autora deste [crime]?”, completa.

A delegada ainda explicou que aceitou o convite de Janaina por acreditar nas causas defendidas publicamente por Janaina Riva, mas disse ter se decepcionado com os bastidores das articulações eleitorais. “A primeira farinha dessa padaria é a ‘defesa’ das mulheres, o ‘empoderamento feminino’, a ‘luta das mulheres’. E eu posso dizer para vocês: eu não vi nada disso, não foi assim que eu fui tratada”, criticou.

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“Não se trata de lugar na fila do pão… O cargo pouco interessa, indicações vêm, cargos passam […] A candidata ao Senado, Janaina Riva não me representa como mulher.”, continua.

 

A ex-servidora afirmou ainda que trará novas declarações em breve sobre condutas éticas do grupo político.  “Esqueci de falar da segunda farinha desse pão: a farinha da honestidade do combate à corrupção, mas vamos deixar… Depois do dia 17 a gente grava a segunda farinha”, finaliza.

 

A troca na chapa ocorreu no âmbito das definições para as eleições ao Senado por Mato Grosso. A vaga de suplência acabou preenchida pelo empresário Rafael Yamada Torres, que é filho do empresário Wanderley Facheti Torres, dono da construtora Trimec e delatado nas investigações da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal.

 

Yamada Torres também e apontado por ligações com o fundo de investimento Coliseu, que figurou em apurações referentes a transações financeiras envolvendo a operadora de telefonia Oi.

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Max Russi afirma que presidente e Câmara não podem intervir; cabe ao Senado ‘tomar das rédeas’ do STF

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Em meio as investigações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), avaliou que quem deveria se responsabilizar pela situação é o Senado. O parlamentar comentou que o desgaste na imagem do Supremo é visível e afeta a confiança da sociedade nas instituições.

“Sinceramente, eu acho que tem que ser tomado as rédeas. Isso aí não está sendo legal para o STF, está desgastando muito a imagem do Supremo Tribunal Federal, que é uma instituição que tem que gozar do maior respeito. […] Não tem nenhum brasileiro que esteja feliz, que esteja contente e que providências precisem ser tomadas. Envolve o STF, envolve o Poder Legislativo e coloca todo mundo dentro do mesmo balaio”, afirmou Russi na quarta-feira (09).

Questionado sobre os caminhos para solucionar o impasse, o presidente da ALMT pontuou que o papel central cabe unicamente ao Legislativo, representado pelo senador Davi Alcolumbre (União). Além de ressaltar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os demais parlamentares não possuem prerrogativa para fazer as movimentações que o público tem cobrado.

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“A Casa que precisa fazer algo de forma muito forte e tem condição de fazer isso. A última esperança dos brasileiros é o Senado da República. O presidente da República não tem condição de fazer isso. A Câmara Federal não tem condição de fazer isso. Os Estados não têm condição. A única instituição é o Senado da República”, declarou.

Russi também enfatizou que nenhum cidadão está acima da lei, independentemente do cargo que ocupe.

“Qualquer brasileiro tem que ser submetido aos rigores da lei. Então, pode ser ministro, pode ser deputado, pode ser empresário, pode ser quem for. Eu acho que ninguém está livre, se fizer ilícito, se fizer alguma coisa errada, de passar por um processo de avaliação, de julgamento, porque se fez errado, tem que ser julgado, porque a sociedade brasileira não aceita isso”, declarou.

Por fim, ao comentar sobre a expectativa em relação à atuação do presidente do Senado e o legado dos parlamentares frente a esse momento histórico, Max Russi fez um paralelo com sua própria trajetória no Legislativo estadual. Destacando que a história cobrará posicionamentos de todos os envolvidos, especialmente do Senado.

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“É igual à minha história como presidente da Assembleia. Se eu não fizer as boas defesas, os bons projetos, os bons encaminhamentos, daqui uns anos meus filhos, meus netos vão ver a história que o pai deixou aqui como presidente da Assembleia. Ele [Davi Alcolumbre] vai deixar uma história como presidente do Senado. Se ele for omisso, eu tenho certeza de que a história vai cobrar”.

Cabe ao Senado colocar em pauta e decidir sobre o afastamento de ministros do Supremo.

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