O presidente do Partido Liberal em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que a atuação dos 23 prefeitos eleitos pela sigla no estado servirá como termômetro para avaliar a possibilidade de o PL lançar um nome para disputar o comando do Palácio Paiaguás nas eleições de 2026.
“Nós temos aí um ano e meio para mostrar para a população que esse perfil de direita, com menos estado e mais a iniciativa privada ajudando é o ideal“, disse.
Nas eleições municipais deste ano, o PL conquistou o comando de prefeituras das principais cidades do Estado. Como por exemplo, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Campo Novo do Parecis, Juscimeira entre outras.
Ananias explicou que a população mato-grossense vai avaliar se esse perfil de candidato da direita será a melhor opção. Se for o caso, o PL deverá lançar um nome ao pleito.
“Nós vamos fazer um laboratório, e ele vai mostrar e credenciar que nós estamos no caminho certo do que a população quer. A partir dessas administrações nós vamos ter condições, ainda maior, de fazermos a escolha do nosso candidato“, emendou.
Até agora, o Partido Liberal conta com dois nomes para a disputa. Sendo o senador Wellington Fagundes e o empresário do agronegócio Odílio Balbinotti. Eles vão disputar, internamente, quem será o candidato do partido.
O presidente do PL destacou que ainda não estão preocupados com a escolha, mas que está feliz por ter grandes nomes disponíveis e que não terá dificuldades para escolher um nome.
“Não estamos de forma alguma preocupados nesse momento. (…) Que treinador não ia querer Messi e Cristiano Ronaldo no mesmo time“, finalizou.
A deputada em exercício Eliane Xunakalo (PT) presidiu a audiência pública externa “Mato Grosso é Terra Indígena”, realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), no final da manhã desta terça-feira (12), no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O encontro debateu as demandas dos povos originários mato-grossenses relacionadas à demarcação de territórios, educação, saúde e economia.
Segundo a parlamentar, o resultado da audiência foi positivo. “Ouvimos nossas lideranças e deixamos todos à vontade para se expressarem, seja com críticas ou elogios. Todos os temas debatidos serão encaminhados às autoridades competentes”, afirmou.
Ela explicou que o tema da audiência, “Mato Grosso é Terra Indígena”, tem como objetivo lembrar diariamente a sociedade não indígena de que mais de 60 mil pessoas pertencentes aos povos originários habitam o estado, distribuídas em 86 territórios já demarcados e mais de 20 em fase de demarcação.
“Todas as lideranças aqui presentes, caciques, cacicas, jovens, mulheres, anciãs e anciãos, sabem que Mato Grosso é terra indígena. Estamos no Cerrado, no Pantanal, na Amazônia, nas cidades e nos municípios”, disse.
Várias lideranças indígenas compuseram a mesa da audiência. Entre elas, Silvano Chue Muquissai, graduado em Direito pela UFMT; Soilo Urupe Chue, psicólogo e pesquisador; José Ângelo da Silveira Nhambiquara, odontólogo; Maurício Kamaiurá, professor, pesquisador e colaborador do Núcleo Intercultural de Educação Indígena Takinahaky, da Universidade Federal de Goiás; e Reginaldo Tapirapé, geógrafo com pós-graduação em Ciências Sociais, Políticas Públicas e Pedagogia, além de professor e educador.
Foto: Ronaldo Mazza
Também fizeram parte da mesa, o deputado Lúdio Cabral (PT), a reitora Marluce Souza e Silva, além de Natasha Slhessarenko.
Acampamento Terra Livre de Mato Grosso (ATL-MT) – A audiência pública integra a 4ª edição do evento, considerado o mais importante evento indígena mato-grossense, reunindo 43 povos atuantes na defesa de seus territórios e na proteção ambiental dos biomas do estado.
O evento mescla debates e a luta por direitos com apresentações culturais e a Feira de Artes Indígenas.
A 4ª edição do ATL-MT é realizada pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) e pela Associação Aqui é Mato, com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e do Governo do Estado, por meio de recursos da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), viabilizados por emenda parlamentar destinada pelo deputado Lúdio Cabral. O evento também conta com apoio institucional da UFMT.
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