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Adjaime Ramos assume Casa Civil após renúncia de Mauro Carvalho

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A saída de Mauro Carvalho da chefia da Casa Civil, oficializada hoje (11), resultou na indicação de Adjaime Ramos de Souza para o comando da pasta no Palácio Paiaguás. Adjaime já integrava a estrutura governamental como secretário adjunto de Relação com os Municípios e possui histórico de atuação interna na administração estadual.

A substituição ocorreu no mesmo dia em que Mauro Carvalho protocolou sua carta de renúncia do cargo. Na manifestação pública, Carvalho informou que deixou a função para se dedicar à defesa pessoal no âmbito da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um acordo firmado entre o Governo do Estado e a operadora Oi.

 

A reestruturação na Casa Civil ocorre entre outras alterações no alto escalão do governo e na chapa majoritária para as eleições de outubro. Na mesma data, o deputado federal Fábio Garcia (União) comunicou a desistência de concorrer ao cargo de vice-governador na chapa liderada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), optando por disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

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O governador Otaviano Pivetta declarou à imprensa que avaliará os nomes para recompor a chapa majoritária e o secretariado, com previsões de anúncio de substitutos para o cargo de vice ainda hoje. À imprensa, Pivetta disse que sua vice será uma mulher.

Adjaime Ramos assume a titularidade da Casa Civil com o objetivo de assegurar a continuidade administrativa e o fluxo operacional dos atos do Executivo estadual.

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Gisela Simona é escolhida vice na chapa de Pivetta ao governo

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A deputada federal Gisela Simona (União) irá ocupar o posto de candidata a vice-governadora na chapa majoritária do grupo governista, ao lado de Otaviano Pivetta (Republicanos). O anúncio, feito pela assessoria da parlamentar, oficializa a reorganização do tabuleiro no Palácio Paiaguás poucas horas após a desistência de Fábio Garcia (União), que vai disputar a reeleição à Câmara dos Deputados. A mudança foi imposta pela Operação Heritage, da Polícia Federal, que tem como cautelares a não comunicação entre investigados, no caso Fábio Garcia e Mauro Mendes, presidente estadual do União.

A reestruturação da chapa foi acelerada pelo cerco judicial decorrente da investigação de um suposto esquema de desvio de cerca de R$ 308 milhões referente a pagamento de acordo com a operadora de telefonia Oi. A decisão tomada por Garcia acontece nos limites das medidas cautelares impostas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiram a comunicação direta entre o deputado Fábio Garcia, o ex-governador Mauro Mendes (União) e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho.

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A impossibilidade de diálogo direto paralisou a coordenação política da campanha e forçou um acordo de emergência no qual Mendes concedeu “mãos livres” a Pivetta para indicar um novo nome ao Poder Executivo sem interferências. O imbróglio também acabou por desdobrar na exoneração de Mauro Carvalho da chefia da Casa Civil, enquanto os bastidores da coletiva se desenrolavam nesta terça-feira (11).

Advogada e servidora pública de carreira como fiscal de defesa do consumidor, Gisela Simona Viana de Souza construiu sua projeção no cenário mato-grossense ao comandar o Procon de Mato Grosso (Procon-MT) por nove anos. Sua trajetória ganhou tração eleitoral nas eleições municipais de 2020, quando disputou a Prefeitura de Cuiabá com um discurso focado no combate à corrupção e na transparência administrativa.

Já em 2022, concorreu à Câmara dos Deputados pelo União Brasil, assumindo o mandato federal e destacando-se na articulação de pautas voltadas aos direitos do consumidor e à representatividade feminina na política.

A escolha de Gisela Simona atende a articulações estratégicas do grupo ao preservar a aliança com a bancada do União Brasil na vice da chapa majoritária e, ao mesmo tempo, inserir uma figura pública sem conexões com os fatos apurados na Operação Heritage. A indicação visa dar estabilidade ao projeto de reeleição de Pivetta, garantir apelo popular junto ao eleitorado da Grande Cuiabá e afastar o desgaste de imagem imposto pelas investigações da Polícia Federal.

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